Fala-se muito por aí agora em sinalética (parece que é sinónimo de sinais, mas com mais ciência) que não é respeitada...
Montado no Google Streetview eis um belo exemplo de sinalética: oficial e não oficial. Da não oficial parece que haveriam as autoridades oficiais de enquadrá-la no meio da diarreia legislativa em que se perdem - era o mínimo para mascarar a candente falta de autoridade. Da sinalética oficial sobra aquele aviso de Hospital ali para sinalizar em 2009 um hospital fechado e vendido, salvo erro, em 2004. À relaxada mulher de César (autoridades oficiais, leia-se) já tanto dá parecer séria como perra. Deixa-se andar, governa sem vergonha, improvisa sinalética oficial que não se consegue assimilar e cuida que salva a autoridade desde que lhe não grafitem o palácio. Entretanto enfarta-se de democracia e arrota eleições porque talvez assim se salve.
Hospital de Arroios, Lisboa, 2009.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Da sinalética
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Lamentável o deixa andar, mas entendível...
ResponderEliminarAlguém viu por aí a Vergonha? Às vezes, até já dá vergonha ter vergonha...
Não posso estar mais de acordo.
ResponderEliminarO desleixo justifica o desrespeito.
Este caducado há anos.
Os incontáveis sinais de direcção ou de sentido proibidos colocados apenas porque não havia à mão um de obras.
Se não são para respeitar, qual é a regra que dita os que são e os que não são dignos de obediência?
E daí, tudo o resto.
Quanto às manifestações que nos dão notícia de que convivemos com criaturas de Neanderthal, nem digo nada.
Abraço
Aquele sinal é para o Hospital pensar que ainda existe e para os tolos não buzinarem.
ResponderEliminarÉ simplesmente incrível a incúria de quem manda nesta terra, do faz de conta...
Claro que se entende. Se o próprio facto explica tudo...
ResponderEliminarCumpts.
E em cima disto o império da lei fiscal à rapina por cobrar € 0,48 a um contribuinte. Bem se vê onde funciona o Estado de Direito. E aposto que até no paleolítico a noção de custo/proveito era mais sensata.
ResponderEliminarCumpts.
Tem razão: o hospital ainda pensa que existe, recusa-se a ruir e os responsáveis arreceiam-se de o contraiar.
ResponderEliminarEsta civilização faz muito mal.
Cumpts.
Quem sabe se o sinal não foi patrocionado pelo promotor imobiliário, de modo a garantir um silênciozinho privativo aos moradores do condomínio que irá ser construído no local, segundo ameaça o cartaz mais acima?
ResponderEliminarA.v.o.
O promotor imobiliário quer pouco barulho, sim, mas sobre o projecto de demolir o edifício por inteiro e ferrar lá com um mamarracho com dez andares na frente da Praça do Chile, onde as cérceas não passam dos cinco andares. Uma lástima. Cumpts .
ResponderEliminarE isso que tem?! Pois não tem Lisboa sete colinas naturais mais as sete - ou mais - centenas de belas colinas em cimento?!...
ResponderEliminarÉ tudo uma questão de coerência arquitectónico-interesseira! :-X
Abraço
Acima de tubo um bom urbanismo, quem será que valerá pena ter a gerir toda esta barafunda?
ResponderEliminarAbraços
Nem o Estado Novo que - dizem - era bruto, teve mão nesta corja...
ResponderEliminarCumpts.
Ah! A coerência do cimento... Colinas potencialmente esfuracáveis, nesse caso. Cumpts.
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