Passando regularmente em frente à estação de Benfica dei conta há meses duma obra de ajardinamento da placa central da Rua da Venezuela (ler sobre o arranjo). A empreitada foi grande e até alcatroaram a rua. Pois continuando a lá passar apercebi-me que o jardim, em acabado o arranjo, definhava desprezado (ler do desarranjo).
Passando no Campo Grande vi nestes dias um anúncio de 'obra a obra...' nas piscinas, fechadas há anos, tal como as dos Olivais e do Areeiro...
A Câmara não usa como método cuidar de nada nesta cidade; quando o património está deploravelmente arruinado aplica-se a metodologia (espécie abstracta de método mas com muita mais ciência) da 'reabilitação' ou da 'requalificação'. Em termos de obra fica no fim a coisa como nova; ao depois deixa-se ao Deus dará até cair em ruínas novamente. Em termos de preço não sei se é melhor cuidar com método, se pagar metodologias. Lá que estas últimas dão melhor propaganda, dão.
Inauguração da piscina do Campo Grande, Lisboa, 1964.
Armando Serôdio, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
É um ciclo. Como as eleições de 4 em 4 anos. Ou como o mar que vai e vem. Enquanto isso...
O mesmo tratamento é dado a todas as flores nascidas nos campos eleitorais… Girassóis incluídos!
ResponderEliminarTrocando em miúdos: mesmo antes da festa já se deitaram os foguetes e se apanharam as canas... Depois só fica a fumaça!
Abraço
Planta-se o jardim, tira-se o retrato, e adeus. Até às próximas eleições. Cumpts.
ResponderEliminarFui tão feliz nesta piscina... O meu pai levava-me até lá prometendo uma boa manhã de Domingo! E era... Oh se era... O tempo em que se respirava naquele jardim, em que as flores se passeavam pelas nossas vistas... E os barquinhos a remos pesados faziam as delícias dos alfacinhas das décadas de 80 e 90. Saudosismo? Talvez...
ResponderEliminar:) Cumpts.
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