Passei nesta esquina e dei-me conta que estavam a demolir (calhando era a desconstruir) a fábrica da Portugália. A notícia não é nova, mas só agora vejo...
As cervejas têm (tiveram) uma certa tradição em Arroios. A Portugália é de 1913 e ainda foi contemporânea da fábrica das Cervejas Leão que se instalou em 1878 na Rua de Arroios em chão outroura da quinta dos condes de São Miguel (esquina com a Rua Fr. Francisco Foreiro). Laborou até 1916. Esta agora, dita Portugália (na verdade da Centralcer), não sei quando parou a laboração. Arroios já não está para indústrias nem para tradições. Mas quando ainda estava tenho ideia do pai do Luís Caruga se lá abastecer de Cergais, às grades, já não sei se com uns tiquês da Lisnave. Coisa para aí em 74/75... - Calhando não. Também pouco importa.
Importa é que a tradição vai ser 220 fogos e garage para mais de 540 automóveis. Mais o centro comercial decadente ao Sul do quarteirão, que parece, esse sim, ser vera tradição para guardar de deitar abaixo.
Tudo junto (vizinhos, estacionamento, centro comercial...), há-de o benévolo leitor concordar, é potencial para tremoços e talvez algumas Cergais. Assim haja fábrica algures que as fabrique.
Rua António Pedro, Lisboa, [s.d.].
Arnaldo Madureira, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
Ajeitado a ¼ para as 9h00 da noite.
Boa tarde, Senhor Bic! (hoje deu-me para o cumprimentar… :-))
ResponderEliminarDesconhecia que estivessem a desconstruir (termo maravilhoso) parte do edifício da Portugália. E eu que tantas vezes fui a caminho de lá…
Tenho pena! Principalmente porque nada de bom se espera de 99% por cento das desconstruções deste país!...
Abraço
Boa tarde Dª Luciana. Talvez daqui não venha coisa pior. Cumpts.
ResponderEliminarDeus o oiça!...
ResponderEliminarE Sr. Bic fica bem (não é pela idade é pelo posto :-)), Dª Luciana fica péssimo! Luciana mais que basta! :-)
Abraço
:) Cumpts.
ResponderEliminarTb reparei na semana passada. Aquilo como estava não era nada e parece - a julgar pelo «recuperação da fábrica antiga com novos usos» - que se irá guardar alguma «memória do sítio» no novo projecto...
ResponderEliminarSim. Dizem que sim.
ResponderEliminarSó não percebo porque se arreda a agricultura e a indústria da malha de Lisboa. Terá de ser tudo serviços? E então porquê os contentores?
Cumpts.
Sim, tem alguma razão no que diz. Pessoalmente tb gostaria de ver essa mescla. Mas para isso era preciso legislar, ou então, como infelizmente acontece, as tais «leis do mercado» acabam por imperar... Os contentores têm a ver com o rio que está ali e não noutro lado e com o porto de Lisboa... E o entra e sai dos navios tb faz parte da paisagem de Lisboa, coisa que tem sido escamoteada na discussão... Aliás, v. já aqui tem mostrado algumas fotos do Tejo povoado de navios ancorados...
ResponderEliminarPois bem vê. A malha urbana aumenta e no fim a população de Lisboa cai (hoje é metade de há 30 anos). Depois queixam-se do ermo que fica...
ResponderEliminarO rio e a sua faina faz parte, sim.
Cumpts.