Uma é a dupla tributação. O Imposto Único de Circulação não é único nem é de circulação: aplica-se; 1) a todo o veículo que ocupe a via pública, quer circule quer não; e 2) no feudo da E.M.E.L. os habitantes pagam uma sobretaxa anual de € 6,00 a título de emolumentos cartão residente (assim mesmo, sem preposições). Se isto não são duas rendas ao município para ter um carro na rua…
Outra é: para pagar a taxazinha da E.M.E.L. esta exige apresentação de carta de condução, certificado de matrícula do carro e, imaginai, comprovativo de morada; não basta nós dizermos – não somos de fiar; não basta dizer na carta de condução e no certificado de matrícula do veículo. Nada disso. A Ex.ma E.M.E.L. exige que se corrobore o que dizem dois documentos emitidos pela administração pública com, por ex., … uma factura da TV Cabo.
Parque de estacionamento nas terras do antigo Casal do Sola, Rua de Campolide, 1997.
Michel Waldmann, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
Ora aqui está um dos meus “cavalos de batalha” (na foto)!
ResponderEliminarEste mesmo espaço tem agora – ou continua a ter - este belo aspecto:
http://coisapouca-07.blogspot.com/2009/04/mais-sobre-girassois.html…
Ou este aqui:
http://coisapouca-07.blogspot.com/2009/04/corredores-verdes-vermelho.html.
De há doze anos para cá só mudou o final da rua, que antes tinha mais um prédio - entretanto desaparecido - e mais um mamarracho que agora cresce…
Isso e as “melhores” intenções eleitoralistas, claro!...
Abraço
Caro Bic:
ResponderEliminarA EMEL não está sequer devidamente legalizada para fazer o que faz (se calhar porque é absolutamente ilegal ceder um espaço público para lucro de uma empresa privada, às custas de todos nós).
Acresce o facto de legalmente não poderem bloquear os veículos, já que isso contende com a mobilidade e a propriedade privada (a EMEL não é proprietária dos veículos bloqueados).
Também o reboque prefigura um crime de roubo, dêem as desculpas que dêem.
Só que a EMEL baseia-se nas astronómicas custas judiciais e todas as maçadas de um processo em tribunal (leis feitas para impedir o acesso do cidadão à Justiça, ao arrepio da CRP ) para perpetrar os abusos habituais.
Assim, há muita gente que anda de alicate corta-metal no porta-bagagens (aqueles de cabo longo)... Não os censuro.
Por fim, o meu Caro Amigo sabe certamente qual a definição de «emolumentos», dada em qualquer bom dicionário antigo da Língua Portuguesa: Luvas, «untar de mãos». Ou, noutras latitudes, backshish »...
Ou seja, o País foi tomado de assalto por um bando de criminosos que nos andam a roubar descaradamente. E não são os proverbiais arrumadores de carros, coitados.
Cumprimentos.
Mais mamarrachos se seguirão certamente. Intriga-me a 'grandiosidade' das torres gémeas e o mesquinhez dum anão de cinco pisos que está em frente. Qual seria o critério?
ResponderEliminarCumpts.
Quem vejo pôr bloquadores nas rodas é a polícia municipal.
ResponderEliminarDos emolumentos. Lá está a dupla tributação: receitas extraordinárias, somando-se às ordinárias - o imposto de circulação.
Cumpts.
Caro Bic:
ResponderEliminar«Quem vejo pôr bloquadores nas rodas é a polícia municipal»
Pois é principalmente essa, mas também a EMEL (um caso concreto, no antigo parque ao pé do Palácio da Justiça, deu em tribunal, e foi a EMEL). Só que nem a polícia, seja a municipal ou outra tem também esse direito, pela violação dos princípios legais enunciados.
Quanto à dupla, tripla tributação, estou plenamente de acordo com o meu Caro Amigo. Mais um assalto...
Cumprimentos.
Foi isso mesmo que pensei quando começaram a construir o mais recente mamarracho (com o início aqui registado: http://coisapouca-07.blogspot.com/2008/07/campolide-linda-lisboa-turstica-e.html) e tentei saber a resposta.
ResponderEliminarParece que houve algumas “luvas” para se fazer aprovar as “torres gémeas”, excessivamente altas e em terreno instável (quem não queria lá estar em caso de terramoto era eu!). Agora, perante a bestialidade cometida (e para agradar aos hotéis em frente), deixam a zona uns aninhos a cinco ou seis pisos… Até que o povo esqueça e venha outro “iluminado” de bolsos bem cheiinhos!...
E assim vai “crescendo” Lisboa! :-((
Abraço
Tem razão. Vi hoje nisso um da E.M.E.L. na Andrade Corvo. Nem de propósito. Cumpts.
ResponderEliminarPara agradar aos hotéis (a vistinha para o aqueduto?) parece-me muito plausíve. Muito plausível...
ResponderEliminarCumpts.