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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Duas sobre a E.M.E.L.

 Uma é a dupla tributação. O Imposto Único de Circulação não é único nem é de circulação: aplica-se; 1) a todo o veículo que ocupe a via pública, quer circule quer não; e 2) no feudo da E.M.E.L. os habitantes pagam uma sobretaxa anual de € 6,00 a título de emolumentos cartão residente (assim mesmo, sem preposições). Se isto não são duas rendas ao município para ter um carro na rua…

 Outra é: para pagar a taxazinha da E.M.E.L. esta exige apresentação de carta de condução, certificado de matrícula do carro e, imaginai, comprovativo de morada; não basta nós dizermos – não somos de fiar; não basta dizer na carta de condução e no certificado de matrícula do veículo. Nada disso. A Ex.ma E.M.E.L. exige que se corrobore o que dizem dois documentos emitidos pela administração pública com, por ex., … uma factura da TV Cabo.

 




Parque de estacionamento nas terras do antigo Casal do Sola, Rua de Campolide, 1997.

Michel Waldmann, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

8 comentários:

  1. Ora aqui está um dos meus “cavalos de batalha” (na foto)!

    Este mesmo espaço tem agora – ou continua a ter - este belo aspecto:
    http://coisapouca-07.blogspot.com/2009/04/mais-sobre-girassois.html…

    Ou este aqui:
    http://coisapouca-07.blogspot.com/2009/04/corredores-verdes-vermelho.html.

    De há doze anos para cá só mudou o final da rua, que antes tinha mais um prédio - entretanto desaparecido - e mais um mamarracho que agora cresce…
    Isso e as “melhores” intenções eleitoralistas, claro!...

    Abraço

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  2. Carlos Portugal7/5/09 12:27

    Caro Bic:

    A EMEL não está sequer devidamente legalizada para fazer o que faz (se calhar porque é absolutamente ilegal ceder um espaço público para lucro de uma empresa privada, às custas de todos nós).

    Acresce o facto de legalmente não poderem bloquear os veículos, já que isso contende com a mobilidade e a propriedade privada (a EMEL não é proprietária dos veículos bloqueados).

    Também o reboque prefigura um crime de roubo, dêem as desculpas que dêem.

    Só que a EMEL baseia-se nas astronómicas custas judiciais e todas as maçadas de um processo em tribunal (leis feitas para impedir o acesso do cidadão à Justiça, ao arrepio da CRP ) para perpetrar os abusos habituais.

    Assim, há muita gente que anda de alicate corta-metal no porta-bagagens (aqueles de cabo longo)... Não os censuro.

    Por fim, o meu Caro Amigo sabe certamente qual a definição de «emolumentos», dada em qualquer bom dicionário antigo da Língua Portuguesa: Luvas, «untar de mãos». Ou, noutras latitudes, backshish »...

    Ou seja, o País foi tomado de assalto por um bando de criminosos que nos andam a roubar descaradamente. E não são os proverbiais arrumadores de carros, coitados.

    Cumprimentos.

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  3. Mais mamarrachos se seguirão certamente. Intriga-me a 'grandiosidade' das torres gémeas e o mesquinhez dum anão de cinco pisos que está em frente. Qual seria o critério?
    Cumpts.

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  4. Quem vejo pôr bloquadores nas rodas é a polícia municipal.
    Dos emolumentos. Lá está a dupla tributação: receitas extraordinárias, somando-se às ordinárias - o imposto de circulação.
    Cumpts.

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  5. Carlos Portugal8/5/09 00:00

    Caro Bic:

    «Quem vejo pôr bloquadores nas rodas é a polícia municipal»

    Pois é principalmente essa, mas também a EMEL (um caso concreto, no antigo parque ao pé do Palácio da Justiça, deu em tribunal, e foi a EMEL). Só que nem a polícia, seja a municipal ou outra tem também esse direito, pela violação dos princípios legais enunciados.

    Quanto à dupla, tripla tributação, estou plenamente de acordo com o meu Caro Amigo. Mais um assalto...

    Cumprimentos.

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  6. Foi isso mesmo que pensei quando começaram a construir o mais recente mamarracho (com o início aqui registado: http://coisapouca-07.blogspot.com/2008/07/campolide-linda-lisboa-turstica-e.html) e tentei saber a resposta.
    Parece que houve algumas “luvas” para se fazer aprovar as “torres gémeas”, excessivamente altas e em terreno instável (quem não queria lá estar em caso de terramoto era eu!). Agora, perante a bestialidade cometida (e para agradar aos hotéis em frente), deixam a zona uns aninhos a cinco ou seis pisos… Até que o povo esqueça e venha outro “iluminado” de bolsos bem cheiinhos!...

    E assim vai “crescendo” Lisboa! :-((

    Abraço

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  7. Tem razão. Vi hoje nisso um da E.M.E.L. na Andrade Corvo. Nem de propósito. Cumpts.

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  8. Para agradar aos hotéis (a vistinha para o aqueduto?) parece-me muito plausíve. Muito plausível...
    Cumpts.

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