Uma empresa nacional – ouço na telefonia – fabricou um engenho para rastrear crianças. Como é uma empresa nacional designou a invenção como ‘child locator’.
Um pedopsiquiatra entrevistado põe reservas, e bem, à trela rastreadora. Salvo nos casos de crianças deficientes, sujeitas a confusão e a poderem perder-se por aí.
– Que diabo?!... Vede lá afinal a febre controleira pousando de mansinho sobre os indivíduos mais fracos! - Não tarda, quando a paranóia da protecção dos desprotegidos estiver toda vendida, haverá uma grande manápula a pôr-
-nos todos na linha. Melhor que dantes…
A este propósito acho graça à converseta desta era da inclusão e aos estigmas que ela cegamente lança. Tudo com a desculpa de protecção: às crianças, aos fraquinhos. Já nem podem as crianças crescer à vontade (ou mais ou menos à vontade) só com o dever tradicional dos pais olharem por elas. Na forma tradicional, bem entendido. - Ah! os pais estão a trabalhar, pois é!... E é precisso encarreirar os meninos no modo de produção… Ora bem!...
O Blé ainda há dias vinha pela Carlos Mardel no seu andar característico que parece arrastar o pé esquerdo. Vinha com um ramo de flores. Para a capela da igreja, pela certa; algum recado que lhe deu a florista da praça para fazer. Pois bem, voltando ao início: o Blé não pensa bem. Nasceu assim, é inofensivo, e é filho do cigano Sabastião. Nunca foi preciso pôr-lhe coleira ou açaimo nem nunca se perdeu. Em rigor, nem mesmo quando o careca da leitaria o foi buscar ao aeroporto (dizem que se transviara a ponto de o apanharem a embarcar num avião); nem sequer quando o Barão do táxi correu a Aveiro (cf. "O Nobre Planeador") para tornar cá com ele. Mas parece que os humanos se perdem por falta de protecção. No fundo não passam de crianças ao serviço dum desígnio maior: o modo de produção de excelência. E nisso devem seguir as boas práticas.
é o Big brother. 1984 ou o Apocalipse de João?
ResponderEliminarEsta ideia vem como diz, de mansinho, levar-nos todos a ir aceitando o controlo da "carneirada".
ResponderEliminarNão é só esta, porque já vão lançando pelo mesmo sistema, outras maneiras de nos controlar.
Se os pais se vão demitindo de "controlar" os seus filhos, como querem estabelecer laços fortes de união?
A evolução será coisa a que não podemos resistir sem pelo menos tentar manter conceitos que julgo que sempre serão benéficos para todos?
Fernando Oliveira
É a sociedade do conhecimento. Cumpts.
ResponderEliminarE a coisa vai-se fazendo com descaramento e com gente alegre pagando para se pôr debaixo de olho.
ResponderEliminarCumpts.
Como muitos dos papás actuais não o sabem ser, inventam-se estas coisas para fingir que o são! Paranóia e imbecilidade total!
ResponderEliminarAposto que há cursos de formação também. De 'parentalidade', que é como agora se diz.
ResponderEliminarCumpts.