| início |

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Folhetim E.M.E.L.

30/4/2008


 Paguei umas poucas dezenas de euros por dois autocolantes à E.M.E.L. para poder estacionar dois carros na rua onde moro. Os parquímetros na minha rua e adjacentes estão numa desgraça. Nenhum funciona…


Lisboa (c) 2008


23/5/2008


 Em menos de 1/4 de hora a polícia municipal bloqueou-me o carro por estar parado numa zona de cargas e descar-gas na minha rua. O carro exibia o inútil autocolante que a E.M.E.L. me vendeu enquanto eu devia ir escada acima com uns livros que descarregara e que ficaram para trás na mudança. Aguardei pacientemente a remoção do con-
tratempo
. Paguei logo ali a multa para me livrar de mais aborrecimentos.
 Os parquímetros na minha rua e adjacentes continuam uma desgraça.


16/6/2008


Folhetim E.M.E.L.Estacionei em frente ao nº 17 da Rua Filipe Folque c. das 9h30 da manhã. Não tinha dinheiro trocado; troquei num café mais abaixo e de caminho pus € 0,30 no parquímetro; devo ter levado pouco mais de cinco minutos nisto. Chegado ao carro com o bilhetinho na mão senti-me enganado. Uma multa. Hora marca-
da: 9h31. O agente nº 65 (espécie de polícia) da E.M.E.L. saiu do buraco; sublinhou orgulhoso o nº 2 da multazinha: a viatura exibe dístico válido para outra zona; rabiscou um vivaço ponto de exclamação à frente do sublinhado como quem diz: - apa-
nhei-te!
 -; e de novo se sumiu no buraco a esconder-se.
 Logo me havia de calhar um rato de sargeta!
 Fui à E.M.E.L. ali na Pinheiro Chagas para reclamar da injusta multazinha. (Errado! Devia tê-la rasgado sem mais cerimónias de cidadania.) A senha de entrada nos serviços marca 9h41.
 Reclamei.
 Os parquímetros na minha rua e adjacentes continuam numa desgraça.


1/10/2008


 Recebi um ofício da E.M.E.L., com data de 8 de Setembro; o texto do assunto vem numa língua estrangeira - Street Park, tracinho, EMEL (é mel…) -  e o teor é um meloso eufemismo para: pague a multazinha porque quando o agen-
te 65
(espécie de polícia) olhou para o seu popó não estava lá o bilhetinho como manda a regra. Olhe que senão…
 Reclamei outra vez: - considero que são válidas as minhas razões, que não houve incumprimento, e que a multa in-
cide sobre estacionamento efectivamente pago
. - Remeti pelo correio electrónico (para ver se vem resposta antes do Natal) com as necessárias provas (evidências objectivas, há quem agora lhes chame) em attaché.
  Ah! Os parquímetros na minha rua e adjacentes estão numa desgraça. Nenhum funciona...


17/11/2008


 Novo ofício da E.M.E.L. reiterando o anterior: - pague, olhe que senão…  (sou eu que digo, eufemisticamente, claro).
 Os parquímetros da minha rua continuam… Bem!...


5/12/2008


 Dúvida: pago a multazinha ou não? Afinal já pago aos torcionários da minha rua desde que me mudei. Em que lhes  ficam os da E.M.E.L. atrás?!...
 



 
Os parquímetros cá da rua continuam... por a E.M.E.L. os arranjar.

22 comentários:

  1. Sr. Bic, não pague!
    estes tipos são uns gatunos...o carro está ali no meio da rua sujeito a: intempéries, gatunos não autorizados, batidelas dos carros vizinhos, e ainda temos que pagar?
    mande-os passear...mas não diga que fui que disse...lol
    Ainda por cima o Senhor pagou!...estes tipos são BESTiAiS

    Beijinho

    ResponderEliminar
  2. Compre raticida e espalhe em redor do carro, pode ser que resulte.

    ResponderEliminar
  3. Claro que paguei. E tenho vindo a pagar. Sou um cidadão comum, tenho que pagar.
    Cumpts.

    ResponderEliminar
  4. E se espalhar à roda da E.M.E.L.?
    Cumpts.

    ResponderEliminar
  5. Paulo Nunes6/12/08 19:42

    Sr. Bic,

    Também já tive uma multa do género por ter excedido o tempo de estacionamento que tinha pago (apesar de ter chegado +-15 minutos atrasado, mas os "agentes" da Emel não perdoam 1 minuto (devem mesmo ficar à espera no tal buraco que referiu (ou análogo))). Já lá vão 2 anos e não paguei porque, sinceramente, coloquei o papel no porta-luvas e nunca mais me lembrei (eram à volta de 3 euros e tal). Até hoje nunca mais tive notícias de tal "aviso de pagamento".

    Para a Emel levar o caso a "instâncias mais altas" e proceder a um pagamento coercivo, tem que saber em nome de quem é que o automóvel está registado. Para isso, e por matrícula, tem que pagar (à antiga DGV(?))um valor que na maioria das vezes, é superior ao valor da multa, ao que desistem a não ser que o detentor do automóvel se identifique de livre vontade ou já tenha sido identificado em anteriores autoações.

    Mas uma vez que o Sr. Bic já se apresentou e se identificou de livre vontade, acho que a Emel não vai largar o "osso" tão facilmente.
    (mesmo que não o tivesse feito, os seus dados já constam nas Bases de Dados da Emel uma vez que o Sr. Bic pagou algumas dezenas de Euros para que tal acontecesse ao pedir o dístico que até agora de nada lhe serviu)

    No seu caso específico, e perante as provas apresentadas, eu não pagava. É espectável que uma pessoa não tenha moedas consigo e tenha necessidade de trocar dinheiro. O que não deveria ser expectável era que esta entidade chamada Emel se aproveite do facto para ganhar mais uns trocados no intervalo de tempo da troca de dinheiro.

    Desculpe lá o testamento, mas estas coisas chateiam...

    ResponderEliminar
  6. Bic Laranja7/12/08 12:02

    Fico bastante elucidado. Obrigado!

    ResponderEliminar
  7. Nessas alturas bendigo o factor de não ter carro.
    Mas na minha rua também é assim...

    ResponderEliminar
  8. Estamos na fase da entropia, relativamente a automóveis. São parte dum problema com pouca solução.
    Cumpts.

    ResponderEliminar
  9. Margarida Pereira9/12/08 18:46

    As multas são uma dor de alma...
    Sempre, mas sobretudo quando injustas.

    Mas agora queria sobretudo deixar uma exclamação desvanecida: esta foto é sublime.

    ResponderEliminar
  10. Margarida Pereira9/12/08 18:51

    ...esta foto é tão linda que, mesmo sem saber se concede, vou 'roubá-la'.
    Com a devida menção, bem entendido...
    ....
    Roubei!
    (é linda, linda!!)

    ResponderEliminar
  11. Obrigado! Mas olhe que é bem pouco original.
    Cumpts.

    ResponderEliminar
  12. Margarida Pereira10/12/08 11:19

    ...ai! O excelso Bic está subliminarmente a desmerecer a sua escolha e - ai! - o meu gosto!
    Se não o entendesse, agora fazia beicinho...
    Mas entendo. Beijinhos, pois.

    ResponderEliminar
  13. Desculpe qualquer mal entendido. O seu gosto está bem e recomenda-se (passe alguma imodéstia). Mas como já vi fotografias idênticas esta e sendo esta uma cópia da ideia...
    Cumpts. :)

    ResponderEliminar
  14. Atentti al gatti11/12/08 02:25

    No dia 24 de Novembro último, fui ao Hospital de Santo António dos Capuchos, para uma consulta às 08h:30m. Logo ao chegar à alameda do mesmo nome dá-se o primeiro golpe de sorte: mesmo alí, à minha frente, está a vagar um cobiçado lugar de estacionamento, de que sôfregamente me apossei. Às 08h:17m., estão dois Euros no papo do parquímetro, que me garantiam estacionamento legal até às 10h:27m. Ignorante dos hospitais públicos, julguei ser tempo suficiente para me despachar. Não foi, claro. E por isso mesmo, já só cheguei ao pé do carrinho em cima do meio dia, imaginando, em suores frios, os piores cenários. Mormente, porque à distância vía, sentados no muro da R. Dr. Antº Amaral, diversos automobilistas à espera que os funcionários da EMEL lhes viessem desbloquear as viaturas. Mais adiante esgotei toda a minha capacidade pulmonar num imenso suspiro de alívio: o meu querido pópó, alí a dois passos, estava indemne, com 1h:33m. de pagamento em falta. Segundo parece, os fiscais "coimavam" (já que se tata de coima e não de multa) em primeiro lugar os "borlistas" e só depois os "atrasados". Talvez por isso, escapei. Como dizia o cauteleiro da anedota: "Há horas de sorte..."
    A.v.o.

    ResponderEliminar
  15. Margarida Pereira11/12/08 15:12

    (...)"o meu querido pópó, alí a dois passos, estava indemne, com 1h:33m. de pagamento em falta. Segundo parece, os fiscais "coimavam" (já que se tata de coima e não de multa) em primeiro lugar os "borlistas" e só depois os "atrasados". Talvez por isso, escapei. Como dizia o cauteleiro da anedota: "Há horas de sorte..."

    LINDO!!!
    (eu também adoro a minha 'amarelinha' e sinto uma onda de felicidade sempre que corre tudo bem com ela. E quanto 'tenho sorte'. Além do mais, a palavra 'indemne' é de-li-ci-o-sa e não a via há que tempos!)
    Beijinhos, querido "Attenti..."

    ResponderEliminar
  16. Mal duns sorte doutros. Menos mal que o afortunado seja vossemecê.
    Conto que esteja bem de saúde também.
    Cumpts.

    ResponderEliminar
  17. Indemne é como gostaria estar no seu conceito depois do despautério que se me soltou acerca da fotografia.
    Cumpts.

    ResponderEliminar
  18. José Gonçalves27/4/09 19:02

    Alguém se lembra o que aconteceu aquele senhor que à bem poucos anos quis levar a EMEL para tribunal, considerando, e bem, que esta é uma empresa ilegal? Afinal o que raio é que a EMEL fornece ao cliente que já lá não estivesse? Se se abrir um buraco por baixo do meu carro, estacionado num lugar pago por mim em impostos ao estado, mas que a EMEL usurpou e lhe chamou seu, quem paga o estrago que eu possa sofrer no carro? A CML? Não será, o espaço pertence à EMEL é esta a quem eu pago para lá ter o carro, por isso quem é responsável? Não estria na altura de nós, munícipes de Lisboa, averiguarmos a suposta Legalidade da EMEL .Se a EMEL pertence à CML, não está a CML a cobrar duas vezes pelo mesmo espaço?

    ResponderEliminar
  19. 1º A E.M.E.L. devia ser um departamento da Câmara e não uma empresa. Mais cedo ou mais tarde vendem-na (e já ouvi falar nisso); 2º É um abuso cobrar taxas aos residentes; 3º A E.M.E.L. só existe onde os vândalos lhe não dão cabo dos parquímetros e onde os automobilistas são mansos.
    Posto isto vejo a E.M.E.L. como mais torcionária que o mais miserável arrumador de rua. E mais imoral porque como instituição pública devia ter o dever moral de respeitar quem paga impostos.
    Cumpts.

    ResponderEliminar
  20. José Gonçalves28/4/09 23:20

    O problema é que não tem, e eu, na minha modesta opinião acho que somos culpados, pois ainda pagamos as "multas" que nos passam. Concordo consigo, dou-lhe o exemplo da rua onde tinha o meu estúdio de fotografia, era desde sacos de supermercado cheios de água para cima dos, arrogantes e inchados, empregados desta, dita empresa, até encher de espuma que depois de seca nem com uma picareta, os parquímetros.
    Ainda à bocado vi uma cena digna de ser apelidada de saque ao bolso do cidadão. A EMEL bloqueou uma viatura em cima de um passeio publico. O carro está mal estacionado, está, mas a EMEL agora também é proprietária dos passeios de Lisboa?
    Enfim, por mim não pago mais nada da EMEL , rasgo e acabou-se, que o meu processo entupa o tribunal, depois que se arranjem, e era isto que todos devíamos fazer.
    Cumps.

    ResponderEliminar
  21. Uma desobediência inteiramente justificada, concedo. Cumpts.

    ResponderEliminar