Em menino era guloso. Dos bolos fui aprendendo o nome mas dos gelados da minha infância não tive tempo. Desse tempo em que a minha mãe mos comprava comigo apontando: -"Quero um destes!" - tenho uma vaga ideia de que, antes de haver Super Máxis, houve um gelado do género (chocolate e baunilha) que emparelhava com os Laranja e Ananás na forma (cf. 1971) e que depois acabou.
E ao depois acabaram também aqueles que tinham um copo com um pauzinho para empurrar por baixo.
E acabaram também com um que emparelhava com o Crispy, com menos amendoim por fora mas com frutinhas por dentro que uma vez - lembra-me - o Ti Nitas me pagou um lá na leitaria.
E por fim até acabaram com o Crispy.
E agora - não sei se sou eu, se é essa maluqueira da alimentação saudável que para aí vai - nem o Super Maxi tem já o mesmo sabor que tinha dantes.
1971 |
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1974 |
Os cartazes (infelizmente ilegíveis) estão nas imagens de marca. Recordou-mos hoje a srª Dª C.C..
Hummm, já ía um corneto. Sempre deliciosos, no Verão ou até mesmo no Inverno.
ResponderEliminarHomenagem também aos vendedores de esquimós, e ao pregão, Há Esquimó Fresquinhoooooooo, há Frutó Chocolate.
ResponderEliminarPeço desculpa mas vi-me na obrigação.
> nem o Super Maxi tem já o mesmo sabor que tinha dantes.
ResponderEliminarè por causa do buraco de ozono .
Abraços de Verão
Maria
PS: Eu hoje ando pela bolgosfera a distribuir comentários parvos. Este foi o que lhe calhou na rifa. Podia ser pior, não ? ;)
Pode bem ser. Do buraco do ozono.
ResponderEliminarCumpts. :)
Esquimó fresquinho. Muito bem lembrado. Obrigado!
ResponderEliminarPois comigo já foi. Mas os rajás são como a fruta. Só incomparavelmente melhor na sua época. Cumpts.
ResponderEliminarEsse de que fala que emparelhava com os de Laranja e Ananás, era, se a memória não me trai, o Delicô.
ResponderEliminarE se ela não me trai outra vez, os de Laranja e Ananás custaram, anos a fio, 2$50.
Abraço
Também devemos recordar a marca Rajá que era Portuguesa e fabricada pela Fábrica Sibéria.
ResponderEliminarSalvo erro ou omissâo era no Arco do Cego.
Sim, eram vinte e cinto tostões:)
ResponderEliminarE houve uns muito pequenos que estão no cartaz de 1971. Adorava esses!
Pena não haver dos anos 60.
Na minha infância, a Rajá oferecia com cada gelado um boneco do "Carrossel Mágico". Lembro-me de ter conservado durante anos o "saltitão" e a vaca "Margarida". O "Carrossel Mágico" está a passar, outra vez, na RTP2, mas creio que se trata de uma nova série do programa (com novos bonecos) e não da reposição da série original.
ResponderEliminarQuanto à "Olá", considero a "tarte de whisky" que fabrica o produto mais saboroso que alguma vez a mente humana concebeu. É deliciosa! Desgraçadamente, nunca a encontro em supermercados. Alguém me sabe explicar a razão de só se vender em restaurantes?
Turnicuti turnicuton, a vaca não se chamava Rosália?
ResponderEliminarBem lembrado o Rajá. Olhó Rajá - o melhor que há! Efectivamente a fábrica ficava no Arco do Cego, na R. D. Estefânia a tornejar para a Duque de Ávila, mais ou menos onde hoje está o restaurante "Siga la Vaca". Faleceu da mesma moléstia que também vitimou, pela mesma época, o vizinho cinema Ávila.
ResponderEliminarTambém era o Rajá que dava os melhores brindes: soldados americanos e respectivo forte (para o pauzinho premiado) o "Franginhas" e seus pares, tendo como prémio os ditos e mais um teatro, com ranhuras no palco para as personagens, tudo em papel, etc.
Uma sentida homenagem às fábricas de gelados da R. Actor Vale: a Esquimaux, do lado da Alameda e a sua congénere na esquina da da Actor José de Almeida, já aquí faladas.
A.v.o.
prefiro o magnum clássico
ResponderEliminarE o famoso gelado de Coca-Cola?
ResponderEliminarComprado no Greno ou no Príncipe?
7$50 ou 12$50... o preço é que já tenho dúvidas...
Um grande abraço.
Era a Vaca Rosália sim. E o Flávio o coelho. E a Anica ou Anita e o rapaz de que nunca me lembro do nome.
ResponderEliminarE encontrei estes bonequinhos na net e prantei-os:)
ResponderEliminarhttp://diasquevoam.blogspot.com/2008/08/bonecada-da-caixa.html
Isto quase me põe a chorar...; que saudade desses tempos tão... serenos. Havia pouca coisa? Pois havia, mas o que tínhamos era tão maravilhosamente bom...
ResponderEliminarDe repente, voei para os tempos de Verão 'a sério' e para os mimos formidáveis que nos davam uma alegria indizível. Um gelado era um prémio, uma felicidade que brilhava no rosto e nos fazia sorrir no sono.
Creio - não sei- que os miúdos, hoje, tão sobrecarregados de brindes, 'compensações', presentes, doces e caprichos, não terão o mesmo gosto.
Creio que não.
Aquilo era merecido. Era sazonal. Era especial.
Todos os nomes que mencionam, dos gelados aos bonequinhos, como que se pousaram à frente dos olhos, numa visitação mágica, numa memória tão olvidada. E tão viva, agora.
Obrigada.
Sim, Delicô. Já me tinha dito, não foi? E lembro-me dos de gelo serem a esse preço.
ResponderEliminarCumpts.
Lembro-me muito mal dos Rajá embora use muito o termo rajás para dizer gelados. Nem sabia onde era a fábrica. Obrigado!
ResponderEliminarVai ver ainda aparecem. Cumpts.
ResponderEliminarNão me lembro desses brindes. Lembro-me do Franjinhas, porém. Por acaso vi ontem em animação por computador. Julgo que é a nova séria de que fala. Cumpts.
ResponderEliminarPois parece que sim. E parece que tinha um malmequer na boca, que não tem nos bonecos novos. Quem me disse foi aqui a senhora que se lembra melhor que eu. Cumpts.
ResponderEliminarO cinema não era o Avis? Lembro-me de nessa esquina havia algo da Carris.
ResponderEliminarE que acha do prédio que pousa nessa esquina hoje?
Cumpts.
É bom. Mas ainda assim calha-me mais o Super Maxi.
ResponderEliminarCumpts.
Ah! Esse era dos anos 80, mais ao teu gosto. Abraço!
ResponderEliminarHavia uma loja de briquedos na R. Ferreira da Silva chamada Franjinhas. A minha mãe comprou-me lá muitos Legos. Já fechou com certeza. Cumpts.
ResponderEliminarSabe que não me lembro deles. De quando são? Cumpts.
ResponderEliminarTem razão. A sobrecarga de toda a espécie de brinquedos e guloseimas desvaloriza o encanto destes pequenos nadas. Estas novas gerações não hão-de valorizar tanto as coisas porque as não perderão de vista (a Internete e o comércio massificado não deixarão) de modo a criarem saudades.
ResponderEliminarCumpts.
Eu teria uns nove anos..ou dez..talvez 1968 ou 69. Mas existiram muitas colecções diversas e coleccionei-os durante muitas férias.
ResponderEliminarPode estar explicado. E pelos vistos o meu irmão não comia muitos gelados. Cumpts.
ResponderEliminarTive um lapsus memoriae. Era o Avis, sem dúvida. E devia lembrar-me, pois foi lá que ví "Trinitá, o Cowboy Insolente", p.ex. Alí se exibiu "Bobby, em lacrimejantes lotações esgotadas, nos inícios do cinema indiano em Portugal. Não simpatizo muito com o tal prédio de esquina, embora conceda que no meio da miséria que por aí vai, nem é dos mais feios. Quando o resto do quarteirão for demolido, os mamarrachos que se seguirão, farão dele um edifício bonito. A estação da Carris do Arco do Cego, situava-se frente ao cinema Avis,onde hoje está o jardim. Foi inaugurada em 1902. Em 1936, sofreu um corte de 9000m2 para possibilitar a construção da Casa da Moeda e em 1997 foi desactivada. Falou-se em instalar lá o Museu da Carris mas, por um daqueles estranhos negócios em que o património público fica ao serviço do capital privado, foi lá parar,estúpidamente, uma estação de camionagem, que teve vida efémera, porque a população local lutou tenazmente contra tão nefasto vizinho. Na quase total demolição, perdeu-se um belo edifício em tijolo "burro", que muito beneficiaria o jardim existente. Hoje, pouco mais há que o esqueleto do falecido "car barn", encalhado num relvado de duvidosa utilidade prática. Resta afogar as máguas, em frente, na cervejaria "Duas Amazonas".
ResponderEliminarA.v.o.
As instalações da Carris devem fazer água na boca a muitos. O museu da Carris teria sido uma belíssima solução que poderia ter mantido algumas linhas de eléctricos abertas nas avenidas. Tanto mega-projecto por aí e ninguém aparece com a grande obra de ressuscitas a via férrea da Carris. Cumpts.
ResponderEliminarMas às vezes a minha Mãe fazia em casa gelados de refresco, e que bons, e mais baratos, e eram mais.
ResponderEliminarE eu comia-os todos.
Não a muitos. São poucos mas têm muito peso. Dão pelo nome de imobiliário. Mas isso é só uma parte dum problema mais vasto. Para começar, os administradores das empresas do sector empresarial do Estado, deviam ser pessoas conhecedoras e competentes e não amigalhaços diletantes, premiados permanentes na lotaria dos tachos. Voltando aos eléctricos: a carreira 28, a única digna desse nome feita com electricos clássicos, é uma mina de ouro em termos turísticos, mas só é verdadeiramente explorada pelos carteiristas. Os turistas, esses, fazem bicha nas paragens, à torreira do Sol, à espera de um eléctrico que leva que tempos a aparecer e ainda por cima vem à cunha. Exemplar. A C.P., para não ficar atrás, em vez de aproveitar o seu vasto potencial turístico-ferroviário, abandona-o, ou colecciona acidentes na fabulosa linha do Tua, que já nem sequer é feita em comboio clássico, ou faz umas viagens em comboio a vapor (que às vezes é a diesel) entre a Régua e Tua, mas só aos Sábados, de 31 de Maio a 4 de Outubro, a 43 Euros por cabeça, o que dá quase 1 Euro por Km. Se calhar, qualquer dia acaba-se, com a desculpa habitual da falta de passageiros, o que a estes preços não admira.
ResponderEliminarHá excepções: o sr. Fernando Pinto, administrador da TAP. Mas esse veio de fora. Foi fornecido pela Egor (uma agência de empregos) e tem-se aguentado lindamente numa altura particularmente difícil e sem mandar ninguém para o olho da rua. Ou melhor, mandou, mas era alguém que nunca lá devería ter entrado: um senhor chamado Falcão e Cunha que trocou o tacho da Expo pelo da transportadora aérea e que só sabia dizer que "aquilo não era um clube de aviadores e era preciso despedir pessoal". O mesmo senhor que, segundo foi noticiado, pediu uma declaração de insolvência. Pelos vistos nem o seu património soube gerir. É sintomático que os gestores públicos não cheguem a altos cargos no sector privado nem criem, eles próprios, empresas que se vejam.
Mas isto dá pano para mangas e eu, dizendo pouco, já me excedí muito, do que peço desculpa.
A.v.o.
Mas disse tudo. Seriemente e sem excesso. Cumpts.
ResponderEliminarPor isso a minha mãe desistiu de fazê-los... Cumpts.
ResponderEliminarQuando eu era pequenina ninguém me tirava o meu Perna de Pau ou o meu Super Maxi. Era chegar a casa, da escola, e sentar-me a comer um – ou dois! - enquanto lia o “Tio Patinhas” ou a “Luluzinha”.
ResponderEliminar:-)
E o Drácula e o Zé-Zé-Sete… lembra-se?
Felizmente eu sempre tive a mania de guardar recordações das coisas e tenho os papelitos originais de alguns dos meus gelados preferidos. Vou ver se desencanto isso da dispensa… :-)
Abraço
Luciana
Cem por cento de acordo, Sr. Gatti!
ResponderEliminarQue pena a surdez daqueles de quem fala…
Abraço
Luciana
Lembro-me do Zezessete sim senhora. Era amarelo por fora e chocolate por dentro. Cumpts.
ResponderEliminarEu tenho esses bonecos!!!... Eram dos gelados Raja que comprava na Costa!
ResponderEliminarMas que grande alegria partilhar aqui essas pequenas alegrias... :-)
Quanto à sua época, eu vou mais para serem dos anos 70, visto ser um bocadito mais nova e ainda ter tido a oportunidade de os comprar. :-)
Abraço
O Drácula era roxo e deixava os lábios da mesma cor! :-) Ainda o vendem em Espanha.
ResponderEliminare alguem sabe como se chama o gelado cilindrico com copinho que esta a direita em 1972???
ResponderEliminarIsso também eu gostava de saber...
ResponderEliminarCumpts.
e o Badalim ? o que eu procurei para encontrar o nome desse gelado verde com conteúdo laranja que fez as minhas delícias nos finais dos anos 70.
ResponderEliminarFoi de duração curta e deixou saudades. 40 anos depois tive um flashback que me fez lembrar dele.
Julgo que tinha algo que estalava na boca.
Fica o link para uma carta de gelados desses anos onde pode ver-se esse gelado logo acima do logotipo da Olá. O Drácula está na direcção inferior esquerda do logo e acho que está ali um amarelo que poderá ser o Zé-Zé-Sete.
http://imageshack.us/f/84/562375277gmu.jpg/
Não me lembro desse. Do Drácula e do Zezessete sim.
ResponderEliminarCumpts.