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sábado, 9 de agosto de 2008

Diário da República ilustrado


Av. da República, cruzamento com a Elias Garcia, Lisboa, 2008
Av. da República, cruz. com a Elias Garcia, Lisboa, 2008.


 



Av. da República, 55, Lisboa, 2008
Av. da República, 55, Lisboa, 2008.


 



Av. da República, 73, Lisboa, 2008
Av. da República, 73, Lisboa, 2008.


 



Av. da República, 77-79, Lisboa, 2008.
Av. da República, 77-79, Lisboa, 2008.


 



Av. da República, 93, Lisboa, 2008
Av. da República, 93, Lisboa, 2008.


 



Av. da República, 95, Lisboa, 2008
Av. da República, 95, Lisboa, 2008.


 



Av. da República, 97, Lisboa, 2008
Av. da República, 97, Lisboa, 2008.


 



Av. da República, muro da Feira Popular, Lisboa, 2008
Av. da República, muro da Feira Popular, Lisboa, 2008.


 






 No princípio dos anos 80 a série da Balada de Hill Street deu-me uma imagem muito abjecta de Nova Iorque: imunda de graffitti e degradada, habitada como um formigueiro por gente que, depois vista em pormenor, era no mínimo pouco menos que sebosa, vivendo em casas semiarruinadas ou na rua, convivendo em desacatos e zaragatas.
 Vendo melhor, outros filmes ou séries americanos dos anos 70 já davam esta imagem, mas com a Balada de Hill street lembro-me de ter pensado com certo alívio que Lisboa não era assim, pelo menos do centro para as avenidas. A imagem deprimente de edifícios em ruínas no tecido urbano nuclear da cidade, da imundície dos grafitos, das pilhas de lixo em cada esquina, das ruas encardidas, do cheirete a mijo, dos cachos de gente andrajosa deambulando pelas ruas arrastando trastes vasculhados na porcaria dos caixotes, tudo isso, se fosse era a excepção e não a regra. Havia os bairros de lata, bem sei, mas a cidade como um todo não tendia para uma imensa zona J. Pois hoje parece que sim.

6 comentários:

  1. Pois é… mas não vê o Sr. Bic que no princípio dos anos também víamos o E.T. a receber Tele-Pizzas e a ir a hipermercados e pensávamos: Eh, pá! Na América é que é bom!!!
    A malta agora ainda anda a descobrir os "encantos" dos "novos mundos" (então agora que o termo "Novo" é tão querido!). :-0

    Abraço

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  2. Verdade, verdadinha. Mas existem excepções à regra:)
    Cumpts!

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  3. Pois é caro Bic.....o pior é se ainda estamos no princípio desse processo. Cumprimentos !

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  4. Na minha modesta opinião a nossa Lisboa representada nas fotos, é o retrato dos últimos Presidentes de Câmara que teve.

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  5. Sem dúvida, meu caro Bic. E é pena verificar que as Câmaras mudam, mas a degradação fica (e se agrava). Talvez, no final deste mandato, as contas estejam mais limpas. Mas Lisboa estará, certamente, muito mais «suja».
    P.S.: Devo, ainda assim, dizer que alguma da responsabilidade do mau aspecto da cidade é dos seus habitantes. Resolver uma parte dos problemas do lixo, do trânsito caótico, dos graffitti, por exemplo, está nas suas mãos.

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  6. Luciana: Cuido que muito do que se diz novo é marca de ignorância geral sobre passado.
    Dona T.: Há sim. Atrás dos muros dos condomínios fechados é uma excepção. E pena não haver mais.
    Anónimo Pois!...
    Paulo Sim. E da sua boçal falta de respeito pela memória da cidade.
    Luísa Não nego. Mas quando o desmazelo é grande ninguém se motiva em cuidar de nada.
    Cumpts. a todos.

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