No princípio dos anos 80 a série da Balada de Hill Street deu-me uma imagem muito abjecta de Nova Iorque: imunda de graffitti e degradada, habitada como um formigueiro por gente que, depois vista em pormenor, era no mínimo pouco menos que sebosa, vivendo em casas semiarruinadas ou na rua, convivendo em desacatos e zaragatas.
Vendo melhor, outros filmes ou séries americanos dos anos 70 já davam esta imagem, mas com a Balada de Hill street lembro-me de ter pensado com certo alívio que Lisboa não era assim, pelo menos do centro para as avenidas. A imagem deprimente de edifícios em ruínas no tecido urbano nuclear da cidade, da imundície dos grafitos, das pilhas de lixo em cada esquina, das ruas encardidas, do cheirete a mijo, dos cachos de gente andrajosa deambulando pelas ruas arrastando trastes vasculhados na porcaria dos caixotes, tudo isso, se fosse era a excepção e não a regra. Havia os bairros de lata, bem sei, mas a cidade como um todo não tendia para uma imensa zona J. Pois hoje parece que sim.
sábado, 9 de agosto de 2008
Diário da República ilustrado
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Pois é… mas não vê o Sr. Bic que no princípio dos anos também víamos o E.T. a receber Tele-Pizzas e a ir a hipermercados e pensávamos: Eh, pá! Na América é que é bom!!!
ResponderEliminarA malta agora ainda anda a descobrir os "encantos" dos "novos mundos" (então agora que o termo "Novo" é tão querido!). :-0
Abraço
Verdade, verdadinha. Mas existem excepções à regra:)
ResponderEliminarCumpts!
Pois é caro Bic.....o pior é se ainda estamos no princípio desse processo. Cumprimentos !
ResponderEliminarNa minha modesta opinião a nossa Lisboa representada nas fotos, é o retrato dos últimos Presidentes de Câmara que teve.
ResponderEliminarSem dúvida, meu caro Bic. E é pena verificar que as Câmaras mudam, mas a degradação fica (e se agrava). Talvez, no final deste mandato, as contas estejam mais limpas. Mas Lisboa estará, certamente, muito mais «suja».
ResponderEliminarP.S.: Devo, ainda assim, dizer que alguma da responsabilidade do mau aspecto da cidade é dos seus habitantes. Resolver uma parte dos problemas do lixo, do trânsito caótico, dos graffitti, por exemplo, está nas suas mãos.
Luciana: Cuido que muito do que se diz novo é marca de ignorância geral sobre passado.
ResponderEliminarDona T.: Há sim. Atrás dos muros dos condomínios fechados é uma excepção. E pena não haver mais.
Anónimo Pois!...
Paulo Sim. E da sua boçal falta de respeito pela memória da cidade.
Luísa Não nego. Mas quando o desmazelo é grande ninguém se motiva em cuidar de nada.
Cumpts. a todos.