- E as maletas de coiro brilhante para o dinheiro? E o cordão também de coiro puído para a campainhada da paragem? E a mudança da peça metálica do timão, quando o eléctrico chegava ao fim da linha e havia de mudar de sentido?
- Isso! Isso! E o trolley que também virava no término? Mai-los bancos dos passageiros. E as janelas que se abriam por inteiro, ora para cima, ora descendo, deixando apanhar o vento fresco? E as cortinas de lona para quebrar o sol...?
Pequena unidade duma série de 1901 que a Carris abateu definitivamente em 1961, Lisboa, 1961.
Nota: a legenda diz Rossio mas trata-se da Praça da Figueira. Imagem do AMTUIR.
E o prego da serradura para as rodas não derraparem nos carris? E o volante do travão para segurar o eléctrico nas ladeiras mais íngremes? E as grades de lagarto? E as portas guarda-vento da plataforma para a coxia? E os nove pontos do timão donde resta a expressão 'ir a nove' que quer dizer ir à velocidade máxima...? E o plim plim? E o Tio Zé Lapa? E...
Que saudades!
ResponderEliminarBem lembrado...a par do custo de cada viagem....7 tostões....
Conheço quem tenha arrematado uma das maletas de couro.
ResponderEliminarEu o que queria era um alicate! Mas diz que eram muito caros.
Abraço
Se soubesse tinha-te fanado um! Risos.
ResponderEliminarE a guerra entre os Ascensores e Carris? gosto dessa história.
E o pó que fazia andar os eléctricos? E os lanternins do tejadilho com todos aqueles vidrinhos que abriam? E as "belinhas" que alguns malandros davam na testa dos passageiros que adormeciam de janela aberta? e os "boletineiros" dos CTT que aproveitavam a "boleia" dos eléctricos para não terem de pedalar nas subidas? E o "cacho" de gente que era o "carro operário"? E, mais que tudo, as belas "penduras" na pontinha do estribo da plataforma traseira?
ResponderEliminarNaquelas recuadas épocas pré-globalização, os cobradores dos eléctricos alfacinhas usavam a mala pendurada no ombro ou, com a alça curta, pendurada no braço. No Porto usavam-na a tiracolo. Regionalismos.
Uma pequena correcção: os eléctricos não usavam serradura mas sim areia, cujas caixas se situavam por baixo dos "bancos dos palermas".
A.v.
J. Q. Soares: Desse preço da viagem é que não me lembro. Mas tenho saudade. // Manuel: Haverá ainda disso nalgum lugar? // Dona T.: A Carris comeu tudo... Mas não me queixo. // Atentti al Gatti: O pó de andar ou o pó de seguir? Nem todos tinham as janelinhas, mas este da imagem tinha. Grato pela correcção. // Cumpts. a todos.
ResponderEliminarNão sei se haverá.
ResponderEliminarTenho ideia de que essa mala foi comprada na Avenida da Liberdade, lado esquerdo de quem sobe, por alturas do Salitre.
Mas não garanto.
Abraço
Tive hoje na mão um livro sobre a carreira do 28, com belas fotografias da Lisboa que se foi. Creio que um dos dois Autores era José Augusto França. O Amigo Bic havia de gostar. Abraço
ResponderEliminarUm dia, quando alguém das futuras gerações reparar na beleza das imagens, ou quando visitar um qualquer museu da Carris, Ou quando reparar nos carris abandonados pelas ruas de Lisboa, em perpétua memória de um passado memorável, provavelmente ir-se-á questionar o porquê do fim deste meio de transporte, típico, intrinsecamente urbano, turístico , e sei lá a infinidade mais de adjectivos aplicáveis.
ResponderEliminarE, nessa altura, questionará, em nome dessas gerações, quem, e em nome de quê, tomou a decisão criminosa de acabar com as carreiras dos carros eléctricos da Carris em Lisboa.
E os eléctricos abertos que circulavam no Verão por causa do calor ?
ResponderEliminarEm nome dos automóveis. Foi em nome dos automóveis. Cumpts.
ResponderEliminarEsses eram mais antigos. :) Cumpts.
ResponderEliminarClaro que sim. Grato pela sugestão. Cumpts.
ResponderEliminarObrigado! :)
ResponderEliminarE o bilhete Operário que dava para a ida e a volta.
ResponderEliminarEu apanhava 0 27 que ía para o Poço do Bispo, mas só até às 7h30 da manhã.
Ía para a Patricio Prazeres.
Lembro-me do 27 para o Poço do Bispo. Cumpts. :)
ResponderEliminarOlha!É o modelo S.LUÍS.Gosto da foto.É gira!
ResponderEliminarÉ. Mérito do fotógrafo.
ResponderEliminarCumpts.
Como tudo de bom neste país... tende acabar! Tudo se vende, "todos" se vendem, um pais ao abandono no que respeita ao património nacional
ResponderEliminarÉ verdade! A riqueza desbaratada é épica. Só acha proporção na formidavel estupidez dos que a desbaratam.
ResponderEliminarÉ assim vamos.
Cumpts.