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sábado, 14 de junho de 2008

Verbete sobre eléctricos

- E as maletas de coiro brilhante para o dinheiro? E o cordão também de coiro puído para a campainhada da paragem? E a mudança da peça metálica do timão, quando o eléctrico chegava ao fim da linha e havia de mudar de sentido?


- Isso! Isso! E o trolley que também virava no término? Mai-los bancos dos passageiros. E as janelas que se abriam por inteiro, ora para cima, ora descendo, deixando apanhar o vento fresco? E as cortinas de lona para quebrar o sol...?





Pequena unidade duma série de 1901 que a Carris abateu definitivamente em 1961, Lisboa, 1961.

Nota: a legenda diz Rossio mas trata-se da Praça da Figueira. Imagem do AMTUIR.

 


E o prego da serradura para as rodas não derraparem nos carris? E o volante do travão para segurar o eléctrico nas ladeiras mais íngremes? E as grades de lagarto? E as portas guarda-vento da plataforma para a coxia? E os nove pontos do timão donde resta a expressão 'ir a nove' que quer dizer ir à velocidade máxima...? E o plim plim? E o Tio Zé Lapa? E...

19 comentários:

  1. Que saudades!

    Bem lembrado...a par do custo de cada viagem....7 tostões....

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  2. Conheço quem tenha arrematado uma das maletas de couro.
    Eu o que queria era um alicate! Mas diz que eram muito caros.
    Abraço

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  3. Se soubesse tinha-te fanado um! Risos.
    E a guerra entre os Ascensores e Carris? gosto dessa história.

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  4. E o pó que fazia andar os eléctricos? E os lanternins do tejadilho com todos aqueles vidrinhos que abriam? E as "belinhas" que alguns malandros davam na testa dos passageiros que adormeciam de janela aberta? e os "boletineiros" dos CTT que aproveitavam a "boleia" dos eléctricos para não terem de pedalar nas subidas? E o "cacho" de gente que era o "carro operário"? E, mais que tudo, as belas "penduras" na pontinha do estribo da plataforma traseira?
    Naquelas recuadas épocas pré-globalização, os cobradores dos eléctricos alfacinhas usavam a mala pendurada no ombro ou, com a alça curta, pendurada no braço. No Porto usavam-na a tiracolo. Regionalismos.
    Uma pequena correcção: os eléctricos não usavam serradura mas sim areia, cujas caixas se situavam por baixo dos "bancos dos palermas".
    A.v.

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  5. Bic Laranja16/6/08 13:28

    J. Q. Soares: Desse preço da viagem é que não me lembro. Mas tenho saudade. // Manuel: Haverá ainda disso nalgum lugar? // Dona T.: A Carris comeu tudo... Mas não me queixo. // Atentti al Gatti: O pó de andar ou o pó de seguir? Nem todos tinham as janelinhas, mas este da imagem tinha. Grato pela correcção. // Cumpts. a todos.

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  6. Não sei se haverá.
    Tenho ideia de que essa mala foi comprada na Avenida da Liberdade, lado esquerdo de quem sobe, por alturas do Salitre.
    Mas não garanto.
    Abraço

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  7. Tive hoje na mão um livro sobre a carreira do 28, com belas fotografias da Lisboa que se foi. Creio que um dos dois Autores era José Augusto França. O Amigo Bic havia de gostar. Abraço

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  8. Um dia, quando alguém das futuras gerações reparar na beleza das imagens, ou quando visitar um qualquer museu da Carris, Ou quando reparar nos carris abandonados pelas ruas de Lisboa, em perpétua memória de um passado memorável, provavelmente ir-se-á questionar o porquê do fim deste meio de transporte, típico, intrinsecamente urbano, turístico , e sei lá a infinidade mais de adjectivos aplicáveis.

    E, nessa altura, questionará, em nome dessas gerações, quem, e em nome de quê, tomou a decisão criminosa de acabar com as carreiras dos carros eléctricos da Carris em Lisboa.

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  9. Luis Maia17/6/08 23:50

    E os eléctricos abertos que circulavam no Verão por causa do calor ?


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  10. Em nome dos automóveis. Foi em nome dos automóveis. Cumpts.

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  11. Esses eram mais antigos. :) Cumpts.

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  12. Claro que sim. Grato pela sugestão. Cumpts.

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  13. E o bilhete Operário que dava para a ida e a volta.
    Eu apanhava 0 27 que ía para o Poço do Bispo, mas só até às 7h30 da manhã.
    Ía para a Patricio Prazeres.

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  14. Lembro-me do 27 para o Poço do Bispo. Cumpts. :)

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  15. Pedro Cação2/6/15 22:33

    Olha!É o modelo S.LUÍS.Gosto da foto.É gira!

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  16. É. Mérito do fotógrafo.
    Cumpts.

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  17. José Simião20/8/18 12:16

    Como tudo de bom neste país... tende acabar! Tudo se vende, "todos" se vendem, um pais ao abandono no que respeita ao património nacional

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  18. É verdade! A riqueza desbaratada é épica. Só acha proporção na formidavel estupidez dos que a desbaratam.
    É assim vamos.
    Cumpts.

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