| Praça está muito bem. Por isso as gentes o dizem. Mas então vieram os das iniciativas, os da inovação, mai-los das certificações e pespegaram lá com o rótulo na praça: 'Mercado de Arroios'. Arrivistas do bairro vêm da pretensa modernidade e, com os filhos nas creches e os pais nos lares proclamam tão alto quanto papagueiam doutrinadamente os modelos de negócio e as melhores práticas: - "Mercado de Arroios! Mercado de Arroios!" Por mais que se lhes diga que é - ou pode ser, vá lá - praça do Chile, como já o diziam os antigos, teimam que não. É deixá-los, que andam grávidos do futuro. |
Praça do Chile, Lisboa, [anos 40]. Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.. |
Que ampla e bela fotografia. Agora o mercado está abafado pelo estacionamento. Mas por dentro, continua bonito.
ResponderEliminarEu ainda sou do tempo em que se dizia praça. E era bom ir à praça!
ResponderEliminarAbraço
Sou assíduo leitor do seu blog. Gosto de aprender sobre Lisboa antiga e o seu blog é óptimo!
ResponderEliminarJá noutros comentários assisti, por mais do que uma vez, a lançarem-lhe o desafio de escrever um livro. Pois hoje venho lançar-lhe um outro desafio. Quando leio os seus textos é frequente ter vontade de ir ao local, ver e comparar com as fotografias e textos que nos deixa. Mas, muito melhor que ir ao local sozinho seria ir ao local mas com uma visita guiada. Que tal?
Aqui fica o desafio - um destes dias organizar uma pequena visita à zona de Xabregas, Beato, Chelas, Picheleira que já vi que conhece muito bem e tem muitas histórias para contar.
Cumprimentos e parabéns pelo blog!
Praça do Chile. Sempre assim será. Para mim que passei anos a fio a caminhar para lá. Primeiro pela minha avó e depois pela minha mãe. Hoje em decadência está ás moscas, segundo dizem. É a sociedade moderna da comida plastificada e de que o preteriu. Pelo sentimentalismo e pela saudade que me faz adorei a foto.
ResponderEliminarUm abraço,
Pedro Gonçalves
Ainda mexe. Sobretudo ao sábado. Durante a semana é fraco o movimento.
ResponderEliminarQuando acciono o corrector ortográfico, desformata assim. Estranho não é?
ResponderEliminarMais vale ir com erros.
Cumpts:)
Meu Caro Bic,
ResponderEliminarsão essas gravidez e gravidade que condizem com a forma vagamente evocativa de um disco voador. E assim se chega a um Futuro um tanto passado, mas no sentido mais imediatamente mental do termo. Abraço
Os carros são uma montanha de sucata atulhando tudo. Cumpts.
ResponderEliminar:) Cumpts.
ResponderEliminarMuito obrigado pelo seu simpático convite. Agradeço-lhe o seu interesse pelo blogo e pelas histórias que me vou lembrando de aqui deixar, mas temo que fazer de cicerone por zonas tão pouco... turísticas - digamos - de Lisboa seja responsabilidade demasiada. E julgo que iria desiludir-se; a minha oralidade é bem mais maçadora que a minha escrita. Mas estou ao seu dispor para alguma questão que lhe surja.
ResponderEliminarDesculpe-me alguma desatenção! E mais uma vez muito obrigado!
Mais vale. Cumpts.
ResponderEliminarSei a que te referes. A praça fecha às duas, três da tarde. É muito cedo. As pessoas durante a semana trabalham. Ao sábado já não é assim.
ResponderEliminarCumpts.
Ou seja. Os das iniciativas &c. são uma espécie de 'aliens' dos UFO's. Assenta-lhes bem essa imagem. Cumpts.
ResponderEliminarOk. Mas deixo um outro desafio, e que vai na "onda" do livro - um roteiro de passeio com histórias daqueles locais.
ResponderEliminarCumprimentos e reitero os parabéns pelo blog.
Uma boa ideia. Já estou careca de insistir com o Sr Bic para publicar! Tenho a ideia que ele é ligeiramente teimoso:)
ResponderEliminarMas água mole em pedra dura e tal e coisa.
Enquanto o roteiro não vai para o prelo.
ResponderEliminarO livro XV das Peregrinações de Norberto de Araújo (1ª ed., 1939) passeia-nos no pitoresco operário e nos encantos fidalgos da Lisboa oriental, desde os caminhos de ferro a Marvila.
«Silvam os apitos da Fábricas» (Mª João Janeiro, Lisboa: Histórias e Memórias, Livros Horizonte, 2006, pp. 367-383), com uma pequena resenha de excertos literários referentes a Chelas, Xabregas, Beato e Poço do Bispo.
Não conheço mas pode ter interesse a monografia A Freguesia do Beato na História (J.F. do Beato, 1995).
Quanto ao mais apenas posso dizer procurarei em alguma medida indexar os verbetes publicados e a publicar para melhor alinhar eventuais roteiros.
Assim tenha eu o tempo.
Obrigado e Cumpts.
Com o devido respeito, tomo a liberdade de dar o meu modesto contributo à bibliografia sobre os citados locais: a monografia publicada pela J. F. do Beato é interessante como introdução ao tema e cumpre como obra de divulgação genérica, além de ser barata. Idem, no que diz respeito a idêntica publicação da iniciativa da J. F. de Marvila. Um acto meritório destas autarquias. Para um conhecimento mais profundo: Deolinda Folgado/Jorge Custódio: "Caminho do Oriente - Guia do Património Industrial", José Sarmento de Matos/Jorge Ferreira Paulo e "Caminho do Oriente - Guia Histórico" Vols. I e II, ed. Livros Horizonte. Mário Furtado: "Do Antigo Sítio de Xabregas", ed. Vega. O clássico Ralph Delgado: "A Antiga Freguesia dos Olivais", ed. da C.M. L. 1969. A obra remete para o tempo em que esta freguesia tinha um perímetro que compreendia Xabregas, a frente ribeirinha daquí até Mocavide, Encarnação, Alvalade, Chelas e Bº da Madre de Deus. Por último: o rigor cartográfico de Vieira da Silva em "Dispersos" 1º vol., de 1940, com uma reedição em 1968, também da C.M.L. Tata-se do mapa da rede viária de Marvila entre 1874 e 1940. Dão-se alvíssaras a quem o encontrar. A.v.o.
ResponderEliminarGrato pela rica adenda. Modesto e superficial foi o meu contributo. É manifesta a minha impreparação para maiores edições. Obrigado.
ResponderEliminarCumpts.
Espero que publique em breve esse seu roteiro, para o poder juntar às obras que enunciei.
ResponderEliminarA.v.o.
Simpatia sua. Obrigado!
ResponderEliminarolá !!! eu sou uma aluna do ensino profissional e tenho que fazer um trabalho sobre o mercado de Arroios , estudo muito perto do mercado e preciso de saber a historia do mercado mas não a encontro em lado nenhum!! se me pudesse dispensar alguma informação sobre a historia eu ficaria grata!
ResponderEliminarcomprimentos e parabéns pelo blog
Peço desculpa mas não dei com este comentário em devido tempo. Acredito que tenha achado forma de fazer o seu trabalho com êxito.
ResponderEliminarCumpts.
Olá , eu estou na mesma situação que a pessoa a que respondeu e também preciso de informações sobre o mercado. Se me poder disponibilizar algo era perfeito. Muito obrigado pelo seu tempo e continue com o óptimo trabalho no blogue, parabéns.
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