Praceta no Areeiro.
No dia 16 de Dezembro de 1940 (segunda-feira) foi alterado o percurso dos eléctricos no Areeiro, passando o término do eléctrico 8 a fazer-se na nova praceta [Cruz-Filipe].

Praceta do Areeiro, Lisboa, 1945.
Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.
A papinha toda feita, como é habitual. O percurso do eléctrico a N. da Praça do Chile obliterou-se por completo da minha memória. Vá-se lá saber porquê. Lembro-me apenas do apontamento pitoresco contado pelo meu pai: as mulheres dos trabalhadores da Carris a entregarem ao expedidor do Areeiro as malas com o almoço para os maridos e que este ia juntando perto de si até as embarcar num carro que recolhesse ao Arco do Cego, onde lhes seria dado o competente destino.
ResponderEliminarAgradecido por mais este acréscimo de informação.
A.v.o.
Engraçado! Parece que a cabeça de Sá Carneiro ainda não tinha sido instalada na altura.
ResponderEliminarRico apontamento. Obrigado!
ResponderEliminarNão. Devia estar a planear a grande obra que ele haveria de fazer em Portugal. Cumpts.
ResponderEliminarMeu Caro Bic, pela paisagem semi-desértica quase se diria que o eléctrico chegava à periferia. Hoje o deserto transferiu-se para cabeças ditas responsáveis, neste local já nada há de periférico e, globalmente, cada vez mais, rareiam os eléctricos.
ResponderEliminarAbraço
Extraordinária imagem esta.
ResponderEliminarEra aqui que, a meio do século XX, acabava Lisboa e, portanto, Portugal.
Procurarei reconstrui-la, com a força que for preciso, todas as vezes que voltar a passar por lá.
Em memória do que aquilo era antes do que se tornou.
E das oliveiras e das gentes que lá viveram.
Cumprimentos,
Está o ermo da periferia simbolizado na cabeça que lá puseram e a obra materialmente notável na monumentalidade da praça?
ResponderEliminarCumpts.
Sim senhor! Obrigado!
ResponderEliminarGenial! :-)))
ResponderEliminarUma das memórias mais vivas que o meu pai tem da sua infância lisboeta é das suas muitas idas “às terras” da Alameda e do Areeiro, na altura em que tudo era “fora de portas” e campo aberto. Lembra-se muitas vezes das brincadeiras que fazia com os primos nas “moitas” e dos “jogos da bola”, que mais tarde envolveram alguns dos muitos trabalhadores que fizeram nascer aquela “nova e revolucionária” zona da cidade.
ResponderEliminarDiz ele, com muita saudade, que naquela altura Lisboa ainda era de quem cá vivia.
Ontem ouvia o meu sobrinho contar como o pai dele ia da zona onde moro ao aeroporto, a pé e atalhando pelos caminhos, para ver os aviões. E o meu irmão recordava vir de lá a pé para Benfica, coisa de hora e meia dizia ele e que rico passeio que era.
ResponderEliminarGostei muito desta imagem, muito obrigada caro Senhor Bic:)
Luciana e Dona T.: Era o que a minha mãe dizia, que aquilo era tudo campos. Cumpts.
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