Conheço o castelo e tb. outros "senhorios" como o estaminé do Rabino, o Club dos Pedras, Pic Nic-O Rei das Bifanas, etc., pq é preciso aproveitar,enquanto não chega a nossa vez de também pertencermos às relíquias do passado. É pena que não haja (que eu conheça) uma reconstiruição, virtual que fosse, dos tempos áureos destas construções, de modo a termos uma ideia do que teria havido dentro das suas muralhas. E Ilhas Kirrin é o que não falta por esse país fora (Algoso, p.ex.)
Esta fotografia é de uma sensibilidade artística notável e só funcionaria com tanta intensidade a preto e brnco. Dá um ar hierático ao topo do Blogo, arriscaria. Abraço, Caro Bic
O Castelo de Montemor-o-Novo é um dos meus predilectos, apesar do avançado estado de ruína em que se encontra (excepto na parte Norte, junto ao convento). Então a parte que o meu Caro Amigo fotografou com tanta sensibilidade e arte - a alcáçova, ou o que dela resta - é evocativa de imensos feitos e ainda maiores sonhos. Foi ali que se planeou a viagem marítima para a Índia, foi ali que se tomaram mil e uma decisões para o Império que se estava a construir. Ainda hoje podemos sonhar com cavaleiros etéricos a guardar o Paço.
Quanto à Ilha Kirrin, o castelo mais aproximado no nosso País seria o de Almourol, embora esteja - felizmente - parcialmente reconstruído. O indicado no site da Enid Blyton, o de Corfe, no sul de Inglaterra, não me parece correcto, já que não está numa ilha, e quando se fala em Isle (não island, note-se), está-se a referir a um pedaço de terra separado da «mainland» por um fosso cavado artificialmente. Esse fosso, hoje seco, com uns vinte metros de largura, não é suficiente para fazer do monte e da povoação anexa uma «ilha».
Creio que a Enid Blyton se tenha inspirado no St. Michael Mount (não é o de Saint Michel, nas costas francesas), ao largo de Penzance, um pouco mais para oeste de Corfe. A vista da praia corresponde espantosamente à descrição das aventuras dos «Cinco», embora o castelo e igreja estejam restaurados. Se quiser, mando-lhe umas fotos.
Um grande abraço, e mais uma vez parabéns pelas excelentes evocações que tem feito da nossa Pátria.
O castelo abrigava toda a vila de Montemor. Depois dos Mouros os vizinhos foram-se mudando para o termo. Foi divido em talhões depois de morrer a última freira do convento (a única construção que não ruiu) e vendido a agricultores. Depois o Estado comprou-o. Cumpts.
Sim, sim! Eram de lá, julgo, os fidalgos Rui de Sousa e João de Sousa, pai e filho; o pai foi um dos embaixadores a Tordesilhas e o filho foi capitão dos Ginetes. Há histórias deles que se contam; creio que já pus aqui aquela que D. João de Sousa estocou um touro bravo que a rainha Isabel a Católica mandara largar contra ele. A ilha Kirrin em Almourol? Obviamente que sim. No mais não sei dizer. Já tinha ouvido que a ilha era na verdade uma península, mas nunca me informei. Se lhe não der muito trabalho, biclaranja[a]sapo.pt. Cumpts.
Em cheio essa associação.
ResponderEliminarEste castelo chama-me há muito. E ainda não o vi de perto.
Abraço
Conheço o castelo e tb. outros "senhorios" como o estaminé do Rabino, o Club dos Pedras, Pic Nic-O Rei das Bifanas, etc., pq é preciso aproveitar,enquanto não chega a nossa vez de também pertencermos às relíquias do passado.
ResponderEliminarÉ pena que não haja (que eu conheça) uma reconstiruição, virtual que fosse, dos tempos áureos destas construções, de modo a termos uma ideia do que teria havido dentro das suas muralhas. E Ilhas Kirrin é o que não falta por esse país fora (Algoso, p.ex.)
O seu blog todos os dias me dá supresas lindissimas
ResponderEliminarobrigada
Carlota Joaquina
É mesmo! Toca a trazer o cesto com o lanche!
ResponderEliminarEsta fotografia é de uma sensibilidade artística notável e só funcionaria com tanta intensidade a preto e brnco. Dá um ar hierático ao topo do Blogo, arriscaria.
ResponderEliminarAbraço, Caro Bic
Este é um Castelo que deve ter sido extremamente interessante, pois tem um extemsão intramuros bem grande.
ResponderEliminarEstive lá a caminho de Mora há algum tempo e também fotografei estas ruínas mas de outro angulo.
Um abraço
Belíssima foto, na verdade.
ResponderEliminarCaro Bic:
ResponderEliminarO Castelo de Montemor-o-Novo é um dos meus predilectos, apesar do avançado estado de ruína em que se encontra (excepto na parte Norte, junto ao convento). Então a parte que o meu Caro Amigo fotografou com tanta sensibilidade e arte - a alcáçova, ou o que dela resta - é evocativa de imensos feitos e ainda maiores sonhos. Foi ali que se planeou a viagem marítima para a Índia, foi ali que se tomaram mil e uma decisões para o Império que se estava a construir. Ainda hoje podemos sonhar com cavaleiros etéricos a guardar o Paço.
Quanto à Ilha Kirrin, o castelo mais aproximado no nosso País seria o de Almourol, embora esteja - felizmente - parcialmente reconstruído. O indicado no site da Enid Blyton, o de Corfe, no sul de Inglaterra, não me parece correcto, já que não está numa ilha, e quando se fala em Isle (não island, note-se), está-se a referir a um pedaço de terra separado da «mainland» por um fosso cavado artificialmente. Esse fosso, hoje seco, com uns vinte metros de largura, não é suficiente para fazer do monte e da povoação anexa uma «ilha».
Creio que a Enid Blyton se tenha inspirado no St. Michael Mount (não é o de Saint Michel, nas costas francesas), ao largo de Penzance, um pouco mais para oeste de Corfe. A vista da praia corresponde espantosamente à descrição das aventuras dos «Cinco», embora o castelo e igreja estejam restaurados. Se quiser, mando-lhe umas fotos.
Um grande abraço, e mais uma vez parabéns pelas excelentes evocações que tem feito da nossa Pátria.
Olhe que se desilude. Sobra pouco dele. Cumpts.
ResponderEliminarO Rei das Bifanas dei conta dele à beira do caminho. Os outros... Ia de barriga cheia, foi o que foi.
ResponderEliminarAlgoso tem parecença, sim senhor.
Cumpts.
Obrigado eu! :)
ResponderEliminarQue fome me davam os piqueniques d' Os Cinco. Julgo que era geral. Cumpts.
ResponderEliminarQuem sabe... Quem sabe... Obrigado!
ResponderEliminarO castelo abrigava toda a vila de Montemor. Depois dos Mouros os vizinhos foram-se mudando para o termo. Foi divido em talhões depois de morrer a última freira do convento (a única construção que não ruiu) e vendido a agricultores. Depois o Estado comprou-o.
ResponderEliminarCumpts.
Um engano da inspiração. Obrigado!
ResponderEliminarSim, sim! Eram de lá, julgo, os fidalgos Rui de Sousa e João de Sousa, pai e filho; o pai foi um dos embaixadores a Tordesilhas e o filho foi capitão dos Ginetes. Há histórias deles que se contam; creio que já pus aqui aquela que D. João de Sousa estocou um touro bravo que a rainha Isabel a Católica mandara largar contra ele.
ResponderEliminarA ilha Kirrin em Almourol? Obviamente que sim. No mais não sei dizer. Já tinha ouvido que a ilha era na verdade uma península, mas nunca me informei.
Se lhe não der muito trabalho, biclaranja[a]sapo.pt.
Cumpts.