Azinhaga da Fonte do Louro, Lisboa, 1953.
Fernando Martinez Pozal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
« Penso que afotoserá do início dos anos 60, porque já não se vê um chafariz que lá existiu e do qual tenho uma vaga ideia. A sua posição não andaria longe dos objectos que vêm no chão, junto ao início do muro e que não consigo identificar. Poderíam até ser os restos desse chafariz, que por lá andaram durante algum tempo.»
[Attenti al Gatti em 18/3/2008.]
"Quem que que o Diabo apareça, fale-lhe na cabeça" (minha avó materna dixit). Fala-se num pormenor, aparente comezinho, da Lisboa de "outras eras" e salta um coelho da cartola i.e, uma foto de arquivo sobre o dito pormenor ou versando sobre ele. Incrível!! Tenho pena que os meus pais já não possam apreciar as suas fotos. Teríam gostado muito. Além do valor revivalista, fiquei seduzido pela foto em sí (abstraindo o desperdício de água).
ResponderEliminarPor acaso não consta por aí nada sobre um célebre Pátio das Águias que existiu na R. Barão de Sabrosa, um pouco à frente da Calçada da Ladeira, sentido Alameda - P. Couceiro e de que tanto ouvi falar e não conhcí?
Não! As fotografias não são minhas. São do Arquivo, o que as faz nossas. Se houver algo desse pátio creio que há-de aparecer mas nesta agora apanha-me desprevenido. Nunca ouvi falar desse pátio. A menos que seja um já lá mais adiante, na curva ao início da descida, mais ou menos em frente a um barbeiro... Marinho, parece-me que era.
ResponderEliminarEsta fotografia é bonita; já conhecia há tempo e tinha-a cá fisgada para quando se proporcionasse. Vossemecê deu um mote a calhar. Obrigado!
O Pátio das Águias, assim chamado devido às águis que encimavam o portal de entrada, foi demolido há uns 60 anos, mais coisa, menos coisa. Ainda há pessoas vivas que se lembram bem dele. Já não sou desse tempo e, por isso, tudo o que sei é de ouvir falar. Caminhando da Alameda para a Paiva Couceiro, pela Barão de Sabrosa, temos um horrível "mamarracho" de esquina, com uma espécie de túnel - triste recordação da falecida Calçada da Ladeira - segue-se o prédio do "colchoeiro" e depois um primeiro prédio com uma espécie de jardim murado à frente, saliente face ao anterior. Terá sido por aí que existiu o tal pátio.
ResponderEliminarDisse "suas" fotos porque mas deu a conhecer. Sabia da sua origem porque teve o cuidado de a expressar devidamente.
Agradecido.
Viva
ResponderEliminarOs tempos passam, os blogs interessantes vão aumentando e o tempo vai escasseando pk há mais vida para além da virtual na blogosfera.
Mas de vez en qd faz-se uma ronda por aqueles que ficaram «gravados» e é sempre um prazer para mim encontrar a clareza e a simplicidade do Bic Laranja,
Longa vida e um abraço
Victor Nogueira
Não fora pelos prédios à esquerda e pela pedra da fonte (que não é granito), esta imagem podia ser do Porto, retirada do filme Aniki Bobó.
ResponderEliminarÀntes do mais, Amigo Bic, dou a Sua simpatia Leonina como causa de ignorar o Pátio das Águias.
ResponderEliminarDepois, numa colectânea de 1961, Luís Chaves, tratando os Chafarizes de Lisboa, dá conta de uma projectada exposição camarária sobre o tema. Saberá dizer-nos se chegou a realizar-se?
Por fim, para dar razão ao Funes, extraio do mesmo local a evocação da hora de ir buscar água ao chafariz, aproveitada por Camilo no «Amor de Perdição»; e a consagração como local de desafio amoroso no cancioneiro popular, como até no Alentejano, recolhido por Tomás Pires:
"Ailé.
Lá no chafariz
Q´ria assoar
Esse teu nariz."
E agora, que já meti o meu onde não era chamado, vou-me, deixando um abraço.
Obrigado pela visita Victor Nogueira! Igualmente para si. Cumpts.
ResponderEliminarSem dúvida. Cumpts.
ResponderEliminarAh! Ah! A rima tem muita graça.
ResponderEliminarJá do Pátio das Águias é mais ignorância que pendor clubístico. Da exposição de charfarizes idem. Apenas lhe posso adiantar que o Arquivo Fotográfico guarda uma bela colecção deste Fernando Martinez Pozal versando o tema. Pode bem ter servido de base à dita exposição. Mas não sei dizer.
Cumpts.
Imagino o que sentiria esta menina se pudesse rever-se aqui nesta foto, à vista de todo o mundo...
ResponderEliminarA maravilhosa magia da infância é comparável àquela que todos sentimos à boleia destas imagens intemporais.
Maravilhoso Aniki Bobó!...
ResponderEliminarLembro-me de, há muitos anos, andar pelo Porto à procura das arcadas que aparecem no filme. Creio até que as encontrei.
Se tiver tempo para procurar as fotos ainda as publico no meu blogue!
Pode ser que a menina ainda veja a fotografia, nunca se sabe. Cumpts.
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