De repente vi-me por decreto dono de mais um automóvel. Uma 'herança' que um governo demencial demente me devolveu à posse apesar de a ter sido vendido a um sucateiro em 1991. O negócio foi legítimo: preenchemos o impresso, assinámos, eu entreguei o bem e recebi o pagamento ajustado. Desde aí a realidade esteve certa e só paguei Imposto Automóvel (com I.V.A por cima) dos carros que comprei; só paguei o selo dos carros que fui possuindo; só paguei 4/5 de imposto na gasolina que fui gastando...
 Auto-Palace, Sociedade Portuguesa de Automóveis, Rua do Jardim do Regedor (Lisboa), 1908. Fotografia de Joshua Benoliel in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
Em 2008 o governo diz-me que a realidade está errada e que a base de dados da Conservatória do Registo Automóvel é que está certa. A base de dados torna-se a realidade e sobre essa nova realidade - como sempre - a Fazenda, cobra imposto. Não importa que a coisa, o bem patrimonial, não exista. Nem importa que o Estado o tenha tacitamente reconhecido durante 17 anos. O que importa é encher o cofre da Fazenda à custa de coisa nenhuma. Segundo a imprensa: 3.000.000 de coisas nenhumas.
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Grande parte deles enxameia a paisagem, que já foi rural, deste País ferro-velho, ou então faz margem à estrada Carcavelos-Cacém, conferindo-lhe um enquadramento de rara beleza (sobre rodas).
ResponderEliminarO aproveitamento de "fina" crítica e esta retrospectiva que está a fazer da Lisboa que amamos é notável.
Parabéns e obrigado.
Cumps
Obrigado eu. Cumpts.
ResponderEliminarSugiro consulta em:
ResponderEliminarhttp://escritosdispersos.blogs.sapo.pt/53603.html (http://escritosdispersos.blogs.sapo.pt/53603.html)
Grato pela indicação! Sobre o fim da Lei e o império da medida avulsa, veja, caso lhe interesse http://questao-dos-universais.blogspot.com/2008/01/da-crise-da-justia-i.html . Cumpts.
ResponderEliminarOra, Amigo Bic, é a concepão de moralização da coisa pública que esta gente faz. Um carro e uma Mulher eram até agora aproximados no imaginário popular pela conotação da palavra "conduções". Agora tenta-se que a ligação com um carro seja indissolúvel, já que a outra... Abraço
ResponderEliminarDe feito essa é a melhor explicação. Mas acha este governo capaz de tal?! Cumpts.
ResponderEliminarAgradeço a indicação. Li, entre outros, com muito interesse.
ResponderEliminarSugiro a seguinte leitura:
http://www.almedina.net/catalog/product_info.php?cPath=2_39&products_id=460
..."enquanto o legislador não tratar a sua loucura, prefiro não enlouquecer eu também.".
Cumprimentos.
O legislador parece que tomou o freio nos dentes. Cumpts.
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