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sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Autocarro XXI

Autocarro 54-3 — (c) 2004

O obliterador?


 Não sei já onde vi que o bilhete era € 1,30.
 Subi, pus o dinheiro certo na bandeja do cobrador (que por acaso é também motorista).
 Com o bilhete na mão devo ter olhado intrigado para a máquina ali à frente sem ranhura e hesitado a caminho doutra mais atrás.
 Foi quando ouvi o motorista (que por acaso também é cobrador) dizer secamente sem olhar para mim.
 — Não é preciso.



Do autocarro certificado
Of the bus certificaded (*)


 Andar de autocarro dá tempo para observar.
 O aviso de parar que pisca quando tocamos a campainha agora diz 'stop'. Dantes dizia 'parar'.
 E o linguajar no autocarro é crioulo.
 Ir no autocarro vai-me dando para pensar — exercício que procuro fazer uma ou duas vezes por semana:
 Se for para crioulos os avisos e a sinalização devem ser em linguagem de bárbaros...?

(*) É ingliú, subdialecto do bárbaro.


Autocarro 54-3, Buraca, 2004.

 

2 comentários:

  1. Ora, os autocarros não são suecos? É a ONU! Cuidado com a carteira. Abraço

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  2. Bic Laranja29/12/07 21:43

    Grato pelo aviso. Em geral viajo orgulhosamente só e não tomo cautela com isso. Cumpts.

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