Muito bonito e então a música... Não sou de Lisboa mas a esta cidade desloquei-me em passeio no passado sábado. Que tristeza. Tanto lixo, tanto desleixo, tantos buracos. Deixei o carro próximo do Cais do Sodré e andei cerca de 4 horas a pé (das 9 ás 13)pela Baixa indo até à Feira da Ladra e voltando à Baixa. Começa logo na estação do Cais do Sodré. Que desleixo. E o mamarracho que aí estão a construir, mesmo junto ao Tejo. Desculpe o meu desabafo mas penso que esta País está irrecuperável (pois não é só Lisboa). É isto que deixamos para os nossos filhos? Que desilusão.Cumprimentos e parabéns pelo blog. Valdemar Alves
Obrigado eu, Errezinha! // O arejamento é notável, sim, caros Marta e Réprobo. É um mundo perdido. Cumpts. // Tristemente só lhe posso dar razão; é essa vergonha irrecuperável que diz que deixaremos aos vindouros. Obrigado e cumpts. caro sr. Valdemar Alves.
Que maravilha d'imagens! E pelos anos sessenta, que é quando Lisboa se começa de facto a entranhar no meu espírito, essas avenidas, estavam todas tal e qual aparecem nas fotos. Limpas, espaçosas e com prédios lindos e bem cuidados e construções e fachadas imponentes. Vivi por aí com os meus pais e irmãos, assim como muita da minha família próxima, avós, tios, primos: Areeiro, Praça de Londres, Av. de Roma, Guerra Junqueiro, Alameda, etc. A lavagem das ruas era minuciosa e frequente, o trânsito ordenado, os passeios impecàvelmente calcetados e sem reentrâncias e saliências no empedrado, muito menos estavam esburacados, que é o que se verifica hoje em dia por toda a cidade de Lisboa devido às péssimas reparações do calcetamento dos passeios e do alcatroamento das ruas e avenidas. No pavimento destas não havia remendos d'alcatrão indecentemente colocados uns sobre outros, como agora se vê por tudo quanto é sítio, nem desnivelamentos dos passeios, estes colocados às três pancadas, mais parecendo terem sido medidos, desenhados e calcetados pelos coitados dos drogados. A actual Praça do Areeiro (nome pelo qual a conheci e como a ela sempre me referi e refiro por uma questão de hábito), comparada com a desses anos, é o dia da noite. Esta Praça está um autêntico nôjo, não só porque foi descaracterizada na totalidade relativamente à bonita traça original, basta compará-la com a foto que apresenta, como sobretudo à volta dela e junto aos prédios, os passeios foram criminosamente encurtados e mal desenhados e o pouco que restou deles, n'alguns casos, foi preenchido com horríveis cubos de basalto, para poupar nos gastos, substituíndo o primitivo e bonito calcário branco - uma das imagens de marca de toda a Lisboa, os quais (passeios) os estrangeiros que nos visitavam, maravilhados, elogiavam imenso - e encontram-se atravancados d'objecos inúteis, de viaturas amontoadas e enfiadas à força em parques exíguos e mal desenhados, de superfície - em lugar de os terem construído subterrâneamente, deixando o espaço exterior para os transeuntes e arvoredo que tanta falta faz; ouvi dizer que já lá há um parque destes, não sei se há nem me interessa, o mal à superfície está feito há muito e já não é possível desfazê-lo - já para não falar no chão nojento, que nem sequer é lavado. Não é lavado nesta Praça nem em toda a cidade de Lisboa, salvo uma ou outra excepção, num ou noutro bairro e muito de vez em quando, para inglês ver. Tudo isto faz doer a alma de quem lá viveu e compara a Praça d'então com esta d'agora. E nas outras praças e avenidas à volta, todas as que aparecem nas fotografias, a porcaria, o desleixo e o abandono é igual ou semelhante. Em poucas palavras: Lisboa foi entregue a criminosos. Muitos parabéns pelas lindas imagens que trouxe da Lisboa d'outrora. Maria
...O que nao me impede de dizer que esses prédios sao mesmo feios, alveares de cimento, arquitectura sem valor mas com ambiçoes de riqueza. Sim, nota-se a limpeza das ruas, a quantidade minima de carros e os autocarros de dois andares. Mas nao consigo esquecer o imenso barracal que ia por esses arredores e arrabaldes...
Talvez não D. Scarlata: o Bairro de Alvalade e a Av. de Roma edificaram-se com plano e método; ali só havia quintas nos anos 40 e 50. Deve estar a referir-se ao Areeiro; por aí sim, houve bairros de lata, mas só nos anos 60 e 70. // A arquitectura eu aprecio, especialmente a do estilo "Português Suave" dos anos 40 e 50. Já os anos 60 me impressionam menos. Mas são gostos; cada um com os seus. Mas note: estes bairros do Areeiro a Alvalade têm (tiveram) uma identidade fruto dum plano e de ideias concretas sobre a cidade; representam uma epoca. Hoje só há construção especulativa, caótica, casual, abastardando a identidade de cada bairro e da cidade e da sua história. Lisboa anda destroçada pela a imundície dos cifrões e pela avidez de edis e clientes de famílias de empreiteiros e 'democratas' cheios de interesses muito particulares. Lisboa democratizou-se, foi isso. Cumpts. Scarlata.
Acham que no tempo do Dr. António era tudo santidades ? Nunca nada se chegava a saber porque os jornais eram censurados a toda a linha. Naquele tempo só meia dúzia de burgueses tinham carro. POr isso as imagens parecem de uma terra solitária. É evidente que havia menos gente do que hoje. Os chamadops retornados aindam estavampelas Áfricas explorando os negritos. Enfim. Mas por cá nas mercearias comprava-se dez tostões de café, 150 grs de açucar e ficava-se a dever até ao fim do mês. Uma verdadeira maravilha. Alguns familiares, dividiam seis sardinhas por quatro o que os fez definhar e fugir daqui tal como mais um milhão de portugueses o fizeram. Tristes tempos. Ficaria aqui a noite inteira contando umas coisitas de tão produtivos tempos . Nao quero importunar mais com estes escritos. Mas a verdade é que a Democracia se constroi. Todos os dias e com todos nós. Se estivermos interessados, claro. Mudaram tantas coisas que as gentes de hoje que já nascem com carro à porta, computador no quarto e não sei que mais, não podem compreender. Estamos longe de vivermos TODOS BEM. Lá nas Américas dos Dólares e dos milhões também parece que não. Mas <apesar de tudo querer é poder. Queiramos. Parabéns pelas fotos magnificas. Joff
Belas fotos sim. Ainda vi uma delas há um dia no boletim do meu ordenado a publicitar o Glorioso Arquivo Municipal. Excelente escolha de imagens senhor Bic . Eu acho que mesmo assim e como é natural são zonas que conservam muito das características iniciais. O Lixo? Ah pois há, mas não há cantoneiro que nos valha, se todos os lisboetas não colaborarem para conservar os espaços.E pronto. Cumps.
Acusam o lisboeta de andar, por estes dias, muito nostálgico. Mas olhando para a ordem e o desafogo das suas «avenidas novíssimas», caro Bic Laranja, será possível andar de outro modo?
Boa tarde Penso que hoje faz-se uma grande confusão e a sociedade portuguesa está num dilema. Se dizemos bem destas fotos, da limpeza, etc. e tal, pensam logo que estamos a defender o homem do 28 de Maio e o seu regime. Será que não é possível as cidades estarem limpas, haver ordenamento, haver flores sem serem apanhadas e destruídas pela população? Isto não tem nada a ver com facismo ou democracia. Tem a ver com consciência cívica (ou a falta dela) do povo português que infelizmente, grassa hoje em dia. Isto é que foi o nosso falhanço. Uma coisa é certa. Antes, as cidades, vilas e aldeias eram feitas para as pessoas (com todos os defeitos e virtudes da época). Com jardins, bancos, árvores e calçada à portuguesa. Hoje, quando vejo noticias que cidade "x" vai sofrer obras de revitalização até tenho medo. Surgem praças e ruas onde domina pedra, pedra e pedra. Isto é que é a verdade e não tem nada a ver com regimes políticos. Estes serão o que o povo quiser e o nosso tem querido muito pouco. Como dizia o outro, é a vida... Só para terminar, há meses em Sintra, uma senhora estava a arrancar pela raíz algumas plantas que estavem nas floreiras da Volta do Duche. Chamei a sua atenção para o seu acto e ela respondeu-me: "O que é que o senhor tem a ver? Isto é seu?". Enquanto nós todos não gostarmos das nossas cidades, vilas e aldeias, como gostamos da nossa casa, nunca vamos lá. E, o que é mais grave, não estamos a rectificar isso. Não tem nada a haver com regimes políticos (volto a reafirmar), mas perante o nosso falhanço actual, é natural que haja "saudades" do antigamente, pois ficaram-nos as fotografias e postais que eu tanto gosto de coleccionar. Um abraço a todos. Valdemar Alves
As avenidas novíssimas (foi esse o nome que lhes deram para distingui-las das avenidas novas do início de 1900) são suas também, D. Luar. Ou o que sobra delas. Sobre a nostalgia ela deve-se ao desmazelo dos últimos 40 anos (cf. http://combustoes.blogspot.com/2007/05/cidades-assassinadas-4-lisboa.html ). Cumpts.
Caro Sr. Valdemar Alves: Os vestígios de cada época falam pela acção dos homens nesse tempo. E as interpretações variam conforme as cabeças... Objectivamente as imagens estão aí. Desculpe não me alongar mais na resposta, mas não pretendo fomentar neste blogo qualquer fórum sobre regimes. Cumpts. e obrigado pelas suas ponderadas palavras.
Risos também, Dona T. // Não peça caro Valdemar Alves. O seu comentário foi importante para recentrar o tema. Obrigado! // É uma designação maioritariamente desconhecida, D. Luar. Obrigado eu! // Cumpts.
Que belo postal Mr.Bic :-) está muito giro!
ResponderEliminarE a limpeza? Quer do ar quer do solo, não falando já em buracos urbanísticos e reprodução de veículos à laia das pulgas. Mas está tudo ligado. Abraço
ResponderEliminarO Réprobo tem toda a razão. So clean!
ResponderEliminarA Praça de Londres até dá gosto!
Muito bonito e então a música...
ResponderEliminarNão sou de Lisboa mas a esta cidade desloquei-me em passeio no passado sábado. Que tristeza. Tanto lixo, tanto desleixo, tantos buracos. Deixei o carro próximo do Cais do Sodré e andei cerca de 4 horas a pé (das 9 ás 13)pela Baixa indo até à Feira da Ladra e voltando à Baixa. Começa logo na estação do Cais do Sodré. Que desleixo. E o mamarracho que aí estão a construir, mesmo junto ao Tejo. Desculpe o meu desabafo mas penso que esta País está irrecuperável (pois não é só Lisboa). É isto que deixamos para os nossos filhos? Que desilusão.Cumprimentos e parabéns pelo blog. Valdemar Alves
Obrigado eu, Errezinha! // O arejamento é notável, sim, caros Marta e Réprobo. É um mundo perdido. Cumpts. // Tristemente só lhe posso dar razão; é essa vergonha irrecuperável que diz que deixaremos aos vindouros. Obrigado e cumpts. caro sr. Valdemar Alves.
ResponderEliminarQue maravilha d'imagens! E pelos anos sessenta, que é quando Lisboa se começa de facto a entranhar no meu espírito, essas avenidas, estavam todas tal e qual aparecem nas fotos. Limpas, espaçosas e com prédios lindos e bem cuidados e construções e fachadas imponentes. Vivi por aí com os meus pais e irmãos, assim como muita da minha família próxima, avós, tios, primos: Areeiro, Praça de Londres, Av. de Roma, Guerra Junqueiro, Alameda, etc. A lavagem das ruas era minuciosa e frequente, o trânsito ordenado, os passeios impecàvelmente calcetados e sem reentrâncias e saliências no empedrado, muito menos estavam esburacados, que é o que se verifica hoje em dia por toda a cidade de Lisboa devido às péssimas reparações do calcetamento dos passeios e do alcatroamento das ruas e avenidas. No pavimento destas não havia remendos d'alcatrão indecentemente colocados uns sobre outros, como agora se vê por tudo quanto é sítio, nem desnivelamentos dos passeios, estes colocados
ResponderEliminaràs três pancadas, mais parecendo terem sido medidos, desenhados e calcetados pelos coitados dos drogados. A actual Praça do Areeiro (nome pelo qual a conheci e como a ela sempre me referi e refiro por uma questão de hábito), comparada com a desses anos, é o dia da noite. Esta Praça está um autêntico nôjo, não só porque foi descaracterizada na totalidade relativamente à bonita traça original, basta compará-la com a foto que apresenta, como sobretudo à volta dela e junto aos prédios, os passeios foram criminosamente encurtados e mal desenhados e o pouco que restou deles, n'alguns casos, foi preenchido com horríveis cubos de basalto, para poupar nos gastos, substituíndo o primitivo e bonito calcário branco - uma das imagens de marca de toda a Lisboa, os quais (passeios) os estrangeiros que nos visitavam, maravilhados, elogiavam imenso - e encontram-se atravancados d'objecos inúteis, de viaturas amontoadas e enfiadas à força em parques exíguos e mal desenhados, de superfície - em lugar de os terem construído subterrâneamente, deixando o espaço exterior para os transeuntes e arvoredo que tanta falta faz; ouvi dizer que já lá há um parque destes, não sei se há nem me interessa, o mal à superfície está feito há muito e já não é possível desfazê-lo - já para não falar no chão nojento, que nem sequer é lavado. Não é lavado nesta Praça nem em toda a cidade de Lisboa, salvo uma ou outra excepção, num ou noutro bairro e muito de vez em quando, para inglês ver. Tudo isto faz doer a alma de quem lá viveu e compara a Praça d'então com esta d'agora. E nas outras praças e avenidas à volta, todas as que aparecem nas fotografias, a porcaria, o desleixo e o abandono é igual ou semelhante. Em poucas palavras: Lisboa foi entregue a criminosos.
Muitos parabéns pelas lindas imagens que trouxe da Lisboa d'outrora.
Maria
Bonita sequencia!!!
ResponderEliminarGostei das imagens. Da música não posso falar, não ouço. Gosto de Nat King Cole, mas talvez seja o meu quicktime. Cumprimentos.
ResponderEliminarAgora fiquei com nostalgia...
ResponderEliminarMaria: tem muita razão! Nem sei mais que lhe diga... // Mário: Folgo que agrade. //
ResponderEliminarNeves de Ontem: Parece que a música agora vai... // Cumpts.
É um bom sentimento. :) Cumpts.
ResponderEliminar...O que nao me impede de dizer que esses prédios sao mesmo feios, alveares de cimento, arquitectura sem valor mas com ambiçoes de riqueza. Sim, nota-se a limpeza das ruas, a quantidade minima de carros e os autocarros de dois andares. Mas nao consigo esquecer o imenso barracal que ia por esses arredores e arrabaldes...
ResponderEliminarTalvez não D. Scarlata: o Bairro de Alvalade e a Av. de Roma edificaram-se com plano e método; ali só havia quintas nos anos 40 e 50. Deve estar a referir-se ao Areeiro; por aí sim, houve bairros de lata, mas só nos anos 60 e 70. // A arquitectura eu aprecio, especialmente a do estilo "Português Suave" dos anos 40 e 50. Já os anos 60 me impressionam menos. Mas são gostos; cada um com os seus. Mas note: estes bairros do Areeiro a Alvalade têm (tiveram) uma identidade fruto dum plano e de ideias concretas sobre a cidade; representam uma epoca. Hoje só há construção especulativa, caótica, casual, abastardando a identidade de cada bairro e da cidade e da sua história. Lisboa anda destroçada pela a imundície dos cifrões e pela avidez de edis e clientes de famílias de empreiteiros e 'democratas' cheios de interesses muito particulares. Lisboa democratizou-se, foi isso. Cumpts. Scarlata.
ResponderEliminarAcham que no tempo do Dr. António era tudo santidades ? Nunca nada se chegava a saber porque os jornais eram censurados a toda a linha. Naquele tempo só meia dúzia de burgueses tinham carro. POr isso as imagens parecem de uma terra solitária. É evidente que havia menos gente do que hoje. Os chamadops retornados aindam estavampelas Áfricas explorando os negritos. Enfim. Mas por cá nas mercearias comprava-se dez tostões de café, 150 grs de açucar e ficava-se a dever até ao fim do mês. Uma verdadeira maravilha. Alguns familiares, dividiam seis sardinhas por quatro o que os fez definhar e fugir daqui tal como mais um milhão de portugueses o fizeram. Tristes tempos. Ficaria aqui a noite inteira contando umas coisitas de tão produtivos tempos . Nao quero importunar mais com estes escritos. Mas a verdade é que a Democracia se constroi. Todos os dias e com todos nós. Se estivermos interessados, claro. Mudaram tantas coisas que as gentes de hoje que já nascem com carro à porta, computador no quarto e não sei que mais, não podem compreender. Estamos longe de vivermos TODOS BEM. Lá nas Américas dos Dólares e dos milhões também parece que não. Mas <apesar de tudo querer é poder. Queiramos. Parabéns pelas fotos magnificas. Joff
ResponderEliminarFolgo que lhe agradem as fotografias. Cumpts.
ResponderEliminarAhhhhhhh!
ResponderEliminar(De queixo muito caído...)
Parabéns! Belíssimo!
Belas fotos sim. Ainda vi uma delas há um dia no boletim do meu ordenado a publicitar o Glorioso Arquivo Municipal. Excelente escolha de imagens senhor Bic .
ResponderEliminarEu acho que mesmo assim e como é natural são zonas que conservam muito das características iniciais. O Lixo? Ah pois há, mas não há cantoneiro que nos valha, se todos os lisboetas não colaborarem para conservar os espaços.E pronto. Cumps.
Muito obrigado, caro confrade! // Dona T.: Conservam-se, mas a custo. Cumpts.
ResponderEliminarAcusam o lisboeta de andar, por estes dias, muito nostálgico. Mas olhando para a ordem e o desafogo das suas «avenidas novíssimas», caro Bic Laranja, será possível andar de outro modo?
ResponderEliminarBoa tarde
ResponderEliminarPenso que hoje faz-se uma grande confusão e a sociedade portuguesa está num dilema. Se dizemos bem destas fotos, da limpeza, etc. e tal, pensam logo que estamos a defender o homem do 28 de Maio e o seu regime. Será que não é possível as cidades estarem limpas, haver ordenamento, haver flores sem serem apanhadas e destruídas pela população? Isto não tem nada a ver com facismo ou democracia. Tem a ver com consciência cívica (ou a falta dela) do povo português que infelizmente, grassa hoje em dia. Isto é que foi o nosso falhanço. Uma coisa é certa. Antes, as cidades, vilas e aldeias eram feitas para as pessoas (com todos os defeitos e virtudes da época). Com jardins, bancos, árvores e calçada à portuguesa. Hoje, quando vejo noticias que cidade "x" vai sofrer obras de revitalização até tenho medo. Surgem praças e ruas onde domina pedra, pedra e pedra. Isto é que é a verdade e não tem nada a ver com regimes políticos. Estes serão o que o povo quiser e o nosso tem querido muito pouco. Como dizia o outro, é a vida...
Só para terminar, há meses em Sintra, uma senhora estava a arrancar pela raíz algumas plantas que estavem nas floreiras da Volta do Duche. Chamei a sua atenção para o seu acto e ela respondeu-me: "O que é que o senhor tem a ver? Isto é seu?". Enquanto nós todos não gostarmos das nossas cidades, vilas e aldeias, como gostamos da nossa casa, nunca vamos lá. E, o que é mais grave, não estamos a rectificar isso. Não tem nada a haver com regimes políticos (volto a reafirmar), mas perante o nosso falhanço actual, é natural que haja "saudades" do antigamente, pois ficaram-nos as fotografias e postais que eu tanto gosto de coleccionar. Um abraço a todos. Valdemar Alves
As avenidas novíssimas (foi esse o nome que lhes deram para distingui-las das avenidas novas do início de 1900) são suas também, D. Luar. Ou o que sobra delas. Sobre a nostalgia ela deve-se ao desmazelo dos últimos 40 anos (cf. http://combustoes.blogspot.com/2007/05/cidades-assassinadas-4-lisboa.html ). Cumpts.
ResponderEliminarCaro Sr. Valdemar Alves: Os vestígios de cada época falam pela acção dos homens nesse tempo. E as interpretações variam conforme as cabeças... Objectivamente as imagens estão aí. Desculpe não me alongar mais na resposta, mas não pretendo fomentar neste blogo qualquer fórum sobre regimes. Cumpts. e obrigado pelas suas ponderadas palavras.
ResponderEliminarEstou preocupada com a minha visão Sr Bic:)
ResponderEliminarVisão turva?!... Cumpts.
ResponderEliminarNão. Agora repeti porque isto emperrou. Se calhar li mal de tarde:) A velhice é terrífica ! Risos.
ResponderEliminarEu é que peço desculpa se me alonguei no meu comentário entrando por caminhos que não estão no âmbito deste blog. Cumprimentos. Valdemar Alves
ResponderEliminarNão conhecia essa designação de «avenidas novíssimas». Estou sempre a aprender. Obrigada.
ResponderEliminarRisos também, Dona T. // Não peça caro Valdemar Alves. O seu comentário foi importante para recentrar o tema. Obrigado! // É uma designação maioritariamente desconhecida, D. Luar. Obrigado eu! // Cumpts.
ResponderEliminarOlá
ResponderEliminarPosso pôr no Carmo e Trindade?
Está bem engraçado
Cumprimentos
Isabel
Concerteza! :)
ResponderEliminarMagnifico!
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