Privados é um nome muito na moda. Assim mesmo no plural. Julgo que é como dizer prontos...
Ora bem, há também agora aí outra moda chamada privatizar. Parece coisa muito janota e moderna, mas quem conheça a História sabe que é prato requentado da Revolução Liberal: isto que se diz privatizar é tão só vender os bens nacionais. A particulares, não a privados, entendei. Sim porque se privada é a propriedade desses bens quando hábeis governantes os vendem, os compradores, esses designam-se particulares.
E então os privados?
Ora privados é uma condição. É a condição geral daqueles que pagam a conta do saneamento de empresas públicas quando qualquer governante as vende. Ficam, já se vê, privados, i.e. desprovidos, das empresas e da renda do que investiram em sanear. Depois, se for preciso, compram-lhes bens ou serviços, às ditas empresas. É parecido com a R.T.P. haver vendido os transmissores que eram seus à Companhia dos telefones. Agora aluga-lhos. O produto da venda ainda pagou o aluguer nos primeiros tempos...
Ontem diziam nas notícias que o governo vai vender a antiga J.A.E.. Acho inteligente. Acho que foi também um governante inteligente quem vendeu o vento dessas serranias ermas às ventoinhas da Mercedes. Mas queira Deus que os governantes - mesmo os inteligentes - ainda tenham amigos particulares quando não houver bens nacionais para vender; porque aí os privados de bens nacionais já não poderão fazer nada por eles.
Campo de Valada, 2007.
terça-feira, 19 de junho de 2007
Ironia dos privados
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Se me permite, assino por baixo.
ResponderEliminarE, já agora, sabe onde começa o "quilómetro lançado"?
Abraço
Sim senhor. Nuns portões. Cumpts.
ResponderEliminarMeu Caro Bic, não se preocupe. Onde cheira a dinheiro fácil há sempre "amigos". E trata-se de recursos semelhantes às energias renováveis: quando escassearem os bens públicos faz-se outra nacionalização e revenda a novos amigalhaços enfileirados. Por falar nisso, quer comprar uma propriedade magnífica que me venderam,... em Marte? Abraço.
ResponderEliminarPodia ser... Vão lá fazer algum aeroporto perto? Cumpts.
ResponderEliminarMeu caro Bic Laranja, não gaste o seu precioso dinheiro em Marte. Aquilo não vale nada. Eu posso vender-lhe, por um preço muito em conta, uma Torre aqui no Porto, projectada por Nicolau Nasoni. É belíssima. E ainda leva, incluída no preço, uma ponte do eng.º Edgar Cardoso.
ResponderEliminarAo ver a foto do post, não senti o cheiro a dinheiro fácil de que falava também o Réprobo, mas quase senti o cheiro a terra molhada e lavrada.
Obrigado.
É isso aí................um método muito bem "planeado" para proveito DELES claro!!!
ResponderEliminarFunes: A torre há tempos tinha uma promoção melhor; ofereciam como brinde uma grade de cervejas: http://photos1.blogger.com/blogger/831/420/1600/clerigosagres.jpg . Mas ainda assim era muito cara. Talvez o Joe Berardo... Grato pelo seu apreço pela lezíria. Cumpts. // Intemporal: é um negócio bem bolado, não é?! Cumpts.
ResponderEliminarAmigo Bic eu acho que foi por causa do revestimento dessa torre que o clérigo anda com umas ideias meio estranhas... Ele são missas por convites, retirar de apoios (n sei quais) á A.Internacional....
ResponderEliminarEu comprava este entardecer da fotografia. É caro?
ResponderEliminarNeves, acho que as fotos que o caríssimo Bic aqui coloca não têm preço! Cumpts.
ResponderEliminarAmiga Luar: É um revestimento que dá azo a actos... boémios. // Obrigado, Neves de Ontem; é muito amável. Esta fotografia da lezíria do Ribatejo foi em Janeiro. Caso não conheça, Valada é perto da Azambuja. Há uma foto maior aqui: http://fotos.sapo.pt/biclaranja/pic/000kdqt5 (http://fotos.sapo.pt/biclaranja/pic/000kdqt5) . // É muita generosidade sua, Everything in its right place. Grato pelo apreço. // Cumpts.
ResponderEliminarVícios privados, públicas virtudes:)
ResponderEliminarJulgo qque a fotografia aponta na direcção das Virtudes... Mas não sei. Cumpts.
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