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sábado, 21 de abril de 2007

Rua do Sol a Chelas

 Diz a D. Scarlata que a rua tem um nome romântico que não combina com o aspecto. Pois aqui está uma vista que recordava ainda em [talvez] 1961 o aspecto campestre deste caminho. Ao fundo a encosta N. do cemitério do Alto de São João - de que se vê apenas o muro os contrafortes - que aqui vemos povoada de oliveiras. Estas terras foram em tempos duma Quinta do Pinheiro. No vale ao fundo daquela encosta - esta estrada ia lá dar - havia a quinta do sr. Abel; se era num talhão roubado à dita Quinta do Pinheiro não sei; nem sei se ele - o sr. Abel - era rendeiro se proprietário. Sei que em menino fui lá muitas vezes com a minha mãe ao leite...

Rua do Sol a Chelas, Lisboa (A.Goulart, 1961)
Rua do Sol a Chelas, Lisboa, [1961].
Artur Goulart, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

63 comentários:

  1. Que luxo, ir buscar leite à quinta:)
    Outra zona de Chelas de que eu gosto, é a velha Estrada.
    Tem uns pátios muito bonitas, mas em estádio de quase ruína e muitas das habitações emparedadas. Para variar...

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  2. Assim me recordo da Estrada da Pontinha, mais ou menos na mesma altura. Aqueles muros altos, que para nós escondiam algo. A demarcacao clara do "teu", e do "meu", de quem tem, e de quem ve.
    Saudades desses muros.......nenhumas!

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  3. Bic Laranja22/4/07 08:58

    Dona T.: Toda a Chelas Velha desde a estação, a velha estrada até à Afonso II, a Gualdim Pais, as azinhagas do Broma, do Planeta, do Perdigão, anda tudo decadentíssimo... // Não se iluda sr.(a) J.A.; estes muros secos eram uma bucólica marca na paisagem lisboeta que no seu tempo apenas tapavam quintas, quase todas elas já expropriadas e na posse da C.M.L.. E como tudo isto dá bons loteamentos para venda... // Cumpts.

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  4. Ah, aqui faz juz ao nome sim!

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  5. Bic Laranja22/4/07 22:54

    :) Cumpts.

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  6. luis grangeia1/5/07 18:40

    e bastante agradavel ver fotos que relembram a minha infancia
    a bela da azinhaga do sol a chelas que começava no fim da rua capitao roby, junto a escola primaria nº28 e seguia ate xabregas,
    eu sou nado e criado na picheleira, brinquei na sol a chelas, vi jogos no vitoria e bebi leite das vacaria do ti abel
    um abraço

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  7. Bic Laranja1/5/07 19:20

    Grato pela visita e pelo que conta, caro Luís Grangeia. Cumpts.

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  8. ..Conheço essa curva como as minhas mãos :), (entrada do 30-B da Rua do Sol a Chelas, morei no nº. 66 até um incêncio acabar com esse luxo, foi no dia 31 de Outubro de 1991, nem de propósito...um verdadeiro dia de Bruxas, fogueira incluida), do lado direito da foto existia um pequeno portão em ferro que dava acesso á Quinta do Abel, zona dos Pombais, de onde a foto foi tirada existia a Creche da "Mà Mere", e o campo da bola onde os jogos acabavam por vezes entre uns murros e umas pedradas, coisa pouca..eheheh, no dia a seguir lá estava tudo outra vez ao pontapé á bola.

    Hoje nada existe, foi completamente aterrado, a unica parte da rua que sobrou foi até ao Portão do J. Cartaxo, e quem vem por baixo da zona da estrada de Chelas, nem á antiga Calçada do Carrascal chega, agora a Curraleira não passa de uma Av. de 6 faixas com uma Rotunda de tamanho a condizer, mas tenho sorte de onde os "meus velhos" moram, ainda poder olhar e ver o muro do cemitério...e as Oliveiras, de onde algumas vezes cai, os pombais...e a malta do costume, porque ao contrário do que se diz, aquilo tinha muito boa gente.

    Um Abraço

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  9. Lembro-me de ter percorrido esta rua há uns 10 anos atrás, por ter ouvido falar nela (ainda que pela vertente negativa - a decadência do troço junto à Morais Soares, mas tinha curiosidade no seu percurso relativamente extenso).
    De facto, ter percorrido esta rua (ainda que de carro e evitando as paragens...) é das melhores memórias de Lisboa que tenho (sou lisboeta de nascença, tendo eu que nascido em 1973). A partir de certa parte do percurso, era como se estivesse numa estrada de aldeia. Foi para mim uma grande surpresa descobrir "aquela" Lisboa!
    Prometi a mim mesmo que lá voltaria (para fotografar), mas só o voltei a fazer há 4 anos atrás (desta vez fi-lo pela estrada de Chelas), quando o percurso já estava cortado. Estacionei o carro onde pude e avancei um pouco para tirar umas fotos. Mas já não era a mesma coisa (ainda não havia ETAR, mas acho que já estavam a construir o novo bairro ao fundo da calçada do Carrascal).

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  10. Era uma rua muito curiosa, sim senhor. E revelava de facto essa faceta rural do termo de Lisboa de que não há-de sobrar nada, rigorosmente nada. Obrigado pelo seu comentário e Cumpts.

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  11. Obrigado pelo esclarecimento. E pelas memórias. Cumpts.

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  12. Moro nos Olivais, que são um "belo" exemplo desse desaparecimento da faceta rural do termo de Lisboa (ainda que sejam um bairro relativamente aprazível para viver, dentro do que Lisboa tem para oferecer)... Neste momento o que resta dessa faceta rural é quase irrisório.
    Vai-nos restando, ainda assim, a zona do Paço do Lumiar, que ainda preserva algumas azinhagas do género da Rua do Sol a Chelas.

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  13. É tudo para acabar. Não creio que vá sobrar nada. Cumpts.

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  14. nao sei que dizer ou sequer o que pensar em relaçao á quinta da curraleira... Conhecia desde toda a minha vida, e desde muito jovem tornou-se a minha desgraça. Perdi muitos amigos na costa do cemitério, incluso la encima donde esta o curraleira, junto ao largo, passei anos como um zoombie perdido ali... é verdade que existia muito boa gente ali, mas a maior parte era aproveitadora, egoísta, e acima de tudo ma... Nao me refiro a todos, havia muita gente boa, mas essa pode contar-se pelos dedos de uma mao. Poderia enumerar a quantidade de amigos e conhecidos que deixaram que as suas vidas apodrecessem até desaparecer por causa de bairros como a curraleira, a minha curraleira... Também recordo os pombais, e a alegria de ver os pombos chegar, também recordo o bom que era beber uma ¨¨mini¨¨ na tasca da Rosa ao fim do dia, mas isso acabou aos 14 anos, cuando a outra parte da curraleira me consumiu, nao tenho pena da alice, nem da paula dos tanques, nem da marreca, nem da sara, nem da virita nem da lurdes, e outros nomes que ao longo dos ultimos 12 anos fui tratando de esquecer... A curraleira segue la, hoje com outras caracteristicas, um pouco disfarçada, mas nao deixa de ser a mesma, cuando vou de férias a portugal cruzo-me na morais soares com a familia dos carapaus, e volta-me tudo á memoria... nao tenho saudades do fim da curraleira... tenho saudades dos amigos que la perdi, como se tivesse sido uma batalha mortal, numa guerra desigual....


    alvaro

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  15. jose daniel pardal da fonseca2/10/08 22:06

    tambem eu vi muitos jogos do vitoria para entrar-mos colavamo-nos a um adulto (ó vizinho deixe-me entrar consigo)e todos os dias ia a quinta do srªabel buscar o leite ainda quentinho acabado de tirar das vacas ,sim sou da picheleira mais propiamente da quinta dos embraixados.

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  16. FARNANDO CÁRCERES "27"20/12/08 13:25

    vivi 25 anos nesse grande bairro, tenho 40 anos.e grandes exibições que fiz nesse grandre campo de futebol chamado cooperativa.
    a minha equipa era eu, palila, gordo, carapau, andorinha e o pé (já faleceu)
    conheci esse bairro de cima abaixo.
    comentem os vossos nomes,

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  17. Dou-me conta do que fala e nem sei que lhe diga. O que aqui mostrei são vestígios duma faceta rural da Lisboa de há 100 anos. O seu testemunho é da cruelmiséria de subúrbio a que aquilo veio dar. As cidades são o que os homens fazem delas. A quinta é um reflexo.
    Saúde!

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  18. agradeço a sua resposta, pois sim, aquilo nao tem nada a ver com o que a rua do sol se tornou 100 anos depois, a desgraça de muitas vidas e muitas familias, eu posso ser um testemunho vivo disso, mas outros nao puderam ser. Confesso que me entristece ver no que se tornou a rua do sol na actualidade, muito mais deprimente seguramente que a 10 ou 11 anos atras, mas a vida é assim... felicito-o pelo seu blog, e se tiver oportunidade de mandar-me mais fotos de essa mesma zona, agradeço imenso...
    felicidades
    alvaro

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  19. amigo, conheci esse bairro por outras razoes que nao foram propriamente o futebol, conheço alguns dos nomes que cita, talvez o que melhor conheço seja o do carapau, a curraleira tambem tinha muito boa gente, se tiveres fotos do bairro y mas puderes enviar agradeço, e um abraço
    alvaro

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  20. fernando cárceres22/12/08 22:13

    ok, compreendi.

    vai a este link e pesquisa rua do sol a chelas.
    http://arquivomunicipal.cm-lisboa.pt/sala/online/ui/SearchBasic.aspx?filter=AF

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  21. ALVARO FRANCO14/8/09 11:06

    Ola, vejo que precorrestea rua do sol, talvez nao na melhor altura porque eu andei por ali muito tempo perdido se e que me entendes, mas consegui dar a volta por cima e ja la vao 12 anos. Dizes que tiraste umas fotos sera possivel ve-Las, agradeço imenso, cmprimentos

    alvaro

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  22. eu ainda moro na Praceta, ao pé da escola primária... tb ia buscar leite quentinho ao ti Abel e ainda íamos também comprar fruta, legumes, ovos, frangos, etc a uma quinta onde agora é a Rua Professor Mira Fernandes... via os jogos do Vitória da minha varanda, coisa que já não posso, pq foram construidos uns "monstrinhos" à nossa frente, tirando-nos a bela paisagem para o rio... enfim... já lá vão uns 40 anos, pelo menos... ah! e tínhamos ainda cinema grátis, dia sim - dia stambém, com as discusões e pancadaria dos ciganos nas traseiras!!! belos tempos!!!!

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  23. Sei dessa quinta. Cuido ser uma Quinta dos Peixinhos. Não era mais para lá, debaixo dos viadutos sobre o caminho de ferro, hoje? Moravam lá umas gémeas.
    Cumpts.

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  24. Rita Torroais3/4/10 00:19

    Uma busca no google levou-me até este post sobre a quinta do Abel. Até 1978 vivi na Calçada do Carrascal e todos os fins de tarde, desde que não chovesse, lá ia eu de bilha de alumínio (que ainda guardo) buscar leite à quinta do Abel apesar do pavor que tinha dos poços da quinta. Pelo caminho passava pela mercearia e taberna do Lau onde se comprava tudo a granel, em cartuchos de papel. A meio da Calçada do Carrascal havia outra quinta onde ia comprar figos e onde a filha dos donos, a Menina Mena, fazia trabalhos de modista para fora. Frequentei a escola n.º 28 / 40 entre 1974-1978 e testemunhei a demolição do muro que separava a escola feminina da masculina quando passou a ser mista em Outubro de 1974 (a minha professora da 1.ª classe era a D. Rosa Queiroz). Lembro-me até da "lenda" do Dr. Salgado... Esta Lisboa das quintas de que me lembro, com as azinhagas e os muros antigos, parece-me às vezes uma alucinação minha pois já não consigo encontrar no terreno os sítios da minha infância, parece que estou noutro planeta. Muito obrigada por me mostrar que afinal há mais alguém que se lembra dessa Lisboa Oriental que a CML e os patos-bravos fizeram o favor de destruir.
    Rita

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  25. olá eu tb morei na rua do sol a chelas só que agora moro no porto, tb ia buscar leite ao ti abel para os meus irmaos

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  26. Olá eu sou a carla a filha do falecido zé antonio gostaria de ter fotos da curraleira . tb la morei.
    se quisres adiciona o meu imail, carla.vieira33@hotmail.com

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  27. olá bic , olha uma coisa moras-te em que sitio da curraleira?

    Eu morei mesmo ao pé da casa da ti Alice que ficava ao pé de uma oficina de pintura de automovéis.

    Nao sei se te lembras , tambem brincava com o xaninhas, o miguel o carlos.

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  28. Prezada Carla,
    Não morei lá. Da quinta conheci o portão de entrada e o caminho até umas velhas casas de pedra que foram estábulos ou currais onde havia uma taberna e uma pia que serviu nos velhos tempos da quinta para dar de beber aos animas. Parece que havia por alí uma cabina telefónica.
    Também não conheço nenhuma das pessoas de quem a senhora me fala.
    Cumpts.

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  29. Estimada Rita,
    Leio só agora este seu comentário. Volta-me agora esse nome: Lau. A mercearia ficava no gaveto da Rua do Sol com a do Carrascal, não é verdade?
    Frequentámos a mesma escola primária em simultâneo e é curioso o que conta do muro. Ainda há pouco tempo me batia de razõesaqui sobre a escola se tornar mista em 73 e o muro do recreio só er sido quebrado em 74.
    Esta Lisboa das azinhagas e das quintas é irreal, sim senhora. Ainda viemos a tempo de ver. Afortunadamente.
    Cumpts.

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  30. SO AGORA E QUE VI QUE AINDA A PESSOAS QUE SE LEMBRAM DOS TEMPOS BOMS NO CHAFARIZ A TOMAR BANHO AO PE DOS TANQUES IR APANHAR FIGOS AO PE DO LAU ONDE PASSAVA-MOS AO PE DO SILVERIO DO ANTIGO BALHALHAS DAS NOSSAS BRINCADEIRAS AS APANHADAS AO ILASTICO A TANTAS COISAS AS NOITES DOS SANTOS PUPOLARES COM MUSICA ALTA QUE FAZIAMOS NOS MIUDOS ADORAVAMOS AQUELES TEMPOS QUEM ME DERA VOLTAR A ESSE TEMPO QUANDO NAO HAVIA DROGA AII SIM GOSTAVA DE CRIAR OS MEUS FILHOS. QUANDO ERA FIM DE ANO VINHAMOS DAR A VOLTA AO BAIRRO A BATER AS PANELAS IAMOS PARA A QUINTA DO ABEL BRINCAR NO BALOIÇO DA ARVORE GRANDE COMIAMOS AZEDAS LEVAVAMOS PICADAS DAS ABELHAS ANDAVAMOS AOS CARACOIS TAO BOM ANDAVAMOS DESCALSAS E NAO NOS DOIA OS PES NAS PEDRAS IR AO CAGA-TE AMELIA TOMAR BANHO DE CHUVEIRO AO DOMINGO AUVIA NA TELEVISAO O BARULHO DA F1 NO INVERNO ACENDIASE FOGUEIRAS ONDE OS MAIS ANTIGOS CONTAVAM AS COISAS QUE SE PASSAVAM ANTES E QUE ADORAVAMOS OUVIR . E NAS NOITES DE CALOR QUE IAMOS JOGAR AO BINGO BOMS TEMPOS E A ESCOLA CESARIO VERDE TAO BOM QUE ERA TENHO SOUDADES DAS MINHAS COLEGAS DO 5-18 A PATIRCIA (PATANISCA),SUSANA E MUITAS MAIS E OS RAPAZES TAMBEM BONS TEMPOS

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  31. Tem graça o seu comentário. Obrigado.
    Cumpts. :)

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  32. Ola Carla eu também brinquei com o Xaninha e com o Miguel e com o Carlos que são os sobrinhos da Aninhas netos da Laura pequena mas não me lembro de ti,eu morava no patio a onde morava a aninhas eu sou a filha do Mário da carris

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  33. olá eu morava ao pé da nina, que é a mae do carlos, e do miguel que sao primos do xaninha.
    eu sou a filha do zé antonio que morreu na tasca da ti inacia sim conhecia o mario da carris perfeitamente.
    eu sou prima da carma e do vitor

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  34. olá desculpa não me lembrar de ti mas se calhar brincamos juntas com as tuas primas, as filhas da carma andávamos sempre juntas ate íamos para a escola juntas espero que estejam bem de saúde .tenho muitas saudades desse tempo que éramos felizes, tantas brincadeiras desejo tudo de bom para ti e para os teus familiares se vires as tuas primas manda beijinhos da Adelaide filha do Mário neves da carris as maiores felicidades.

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  35. Apontamentos interessantes sobre a Rua do Sol a Chelas!... Parabéns! Uma pergunta: a Rua das Lages diz-lhe alguma coisa? Encontrei no AFL uma fotografia identificada como sendo de lá (Rua das Lages, Quinta do Abel), com um pequeno grupo de miúdos que deverão ter a minha idade (54 anos) Seria engraçado poder chegar a eles!... Obrigado!...

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  36. Obrigado eu!
    Não senhor, desconheço a rua. Lamento.
    Cumpts.

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  37. alvaro franco15/11/11 11:21

    Carla, essa curraleira que tu contas nao existe, e se alguma vez foi assim, foi a custa da vida de muitos, que morreram na mais completa miseria, por causa de gente como a anita, a tia alice, o paulo conamae, e tantos outros que quero esquecer, nao estou contra as tuas recordacoes, so quero que nao esquecas que isso teve um preco muito elevado.
    Alvaro

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  38. Ana Paula Da Silva Bosman30/1/14 23:50

    Nasci na maternidade Alfredo da Costa e os meus pais tinham uma merceiria na Rua Frei Fortunato no predio Americano a onde vivemos até maio de 1973. Eu ía com a minha vizinha, a Dona Carmen, á Quinta do senhor Abel ao leite. A caminho havia figueiras por tras dos muros e eu apanhava figos das ramas do lado da rua.

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  39. Ana Paula Da Silva Bosman30/1/14 23:51

    Nasci na maternidade Alfredo da Costa e os meus pais tinham uma merceiria na Rua Frei Fortunato no predio Americano a onde vivemos até maio de 1973. Eu ía com a minha vizinha, a Dona Carmen, á Quinta do senhor Abel ao leite. A caminho havia figueiras por tras dos muros e eu apanhava figos das ramas do lado da rua.

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  40. O mundo é pequeno.
    O prédio americano aqui, no n.º 4.
    Cumpts. :)

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  41. Eu nasci e vivi ate aos dois anos e meio na calcada do Carrascal. A minha mae custa-lhe a acreditar, mas eu tenho recordacoes do casebre onde viviamos. Um pouco acima vivia a minha avo Alzira. O meu irmao perdeu um braco na Quinta do Abel, uma manha quando foi buscar leite com a minha irma. Ela entrou na casa das maquinas, puxou a alavanca, ele estava sentado ao pe da nora.... Ando por aqui a tentar juntar retalhos de uma vida, se alguem se lembrar da minha familia e tiver historias para contar, tristes ou alegres nao interessa.

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  42. O meu irmao perdeu um braco na nora da quinta do Abel...tem memorias? Estou a tentar criar uma historia sobre a familia, todas as memorias sao bem vindas. Obrigada.

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  43. Lembro-me de duas casas no troço da Calçada entre muros; uma deante da escola da câmara; outra mais abaixo, deante dum chafariz ao fundo duma encosta a pique do campo do Victoria. Nunca soube de quem lá morou.
    Cumpts.

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  44. Obrigada pela resposta. Sim creio que as casas eram na Quinta da Barbacena. Havia uma entrada para a quinta mas as nossas eram as unicas casas que existiam naquele espaco. A taverna do Lau ficava do outro lado do muro. O meu irmao perdeu o braco na nora antes de eu nascer, creio que em 1967/68. Enfim...obrigada pelas memorias. Um abraco.

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  45. Rita Torroais19/3/15 10:08

    Olá! Lembro-me de uma D. Cármen, senhora só, sempre de preto (viúva ou solteirona...) que parece vivia com uma irmã e que todos os dias descia a Cç. do Carrascal para ir à quinta do Abel buscar leite. Cheguei a ir com ela à boleia da sua companhia e lembro-me de me ter oferecido um magnífico exemplar da Bela Adormecida, daqueles que exibem imagens em 3D quando abertos! Sei que viva nessa rua da Picheleira, salvo erro num rés-do-chão. Será a mesma?

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  46. Rita Torroais19/3/15 10:25

    Olá Cristina, provavelmente até conheci o seu irmão mas, sinceramente, não me recordo. Lembro-me perfeitamente da Cç. do Carrascal, desde as barracas dos ciganos nas traseiras dos prédios da praceta, das casas velhas frente ao portão grande da escola primária, dos 2 portões do campo do Vitória, do muro da quinta do Costa, onde vivia a tal Mna. Mena, onde o Zé Barolas vendia figos e vivia o sapateiro com alcunha de Pitogueu. Em frente ao portão da quinta do Costa existia o chafariz público, com os tanques e as escadas para o pátio da Maria dos Porcos. Continuava a descer até encontrar a esquina da mercearia e taverna do Lau, já na desaparecida Rua do Sol. Nasci em 68 e saí de lá em 78 mas lembro-me de um outro terrível acidente com crianças: 2 ou 3 meninas que se queimaram com água a ferver e a quem a mãe, completamente ébria, vestiu combinações de nylon que esfolaram literalmente o tronco das meninas que vieram para rua aos gritos. Imagens de uma Lisboa pobre e com muita miséria de espírito. Recordo um colega de escola, filho do "Cara d'Homem" a quem o pai queimou as palmas das mãos no bico do fogão porque lhe tirou uma nota de 20 escudos. Estávamos na 3.ª classe. A partir desse dia e porque não podia escrever, passou a ser meu colega de carteira para que lhe pudesse escrever os exercícios no caderno e escrever as respostas que dava oralmente à professora, D. Amélia. Ninguém fez queixa daquele pai. Todos sabiam. Parece impossível mas é verdade.

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  47. Pois Rita, voce e muito jovem para se recordar do meu irmao ou da minha familia. Ele perdeu o braco com 3 anos, creio que em 67 68.Eu nasci em 1969... Saimos dali em 71/72 e fomos viver para o vale escuro, perto da quinta dos peixinhos. Infelizmente a miseria e a negligencia nao ficou para tras na quinta da barbacena. Viajou connosco atraves daqueles muros e institucionou-se nas nossas vidas por muitos mais anos.Encontrar este blogue tem sido uma viagem muito emocional para mim, pois trouxe a tona memorias a muito enterradas. No entanto eu recordo-me da figueira ao pe da barraca onde moravamos, de andar com os meus manos a apanhar "pichas de gato", que eram simplesmente umas raizes comestiveis. E tambem me lembro de ir a taverna do Lau. Eram realmente periodos de grande miseria e negligencia. As minhas saudades sao dos meus irmaos, da minha irma, da inocencia interrompida por varios factores pelo qual nenhum de nos foi responsavel.O meu irmao faleceu com 31 anos, tambem ele vitima (e carrasco) da triste cena que assolou o nosso pais nos anos 80, com a proliferacao da heroina , principalmente em Lisboa. Peco desculpa se estou a abusar do seu Blog caro Bic... Perdoem-me a falta de pontuacao mas estou em Inglaterra e da um trabalho dos diabos mudar isto para Portugues. Um bem haja a todos e obrigada.

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  48. Rita,
    Lembro-me de ouvir minha mãe conter essa história do Cara de Homem ter posto as mão do Luís no lume. Sempre a pus em dúvida porque o Luís a negava e porque lhe nunca vi marcas. E, tanto que sei, nunca mais roubou nada. Mas era um bruto que saía ao pai.
    O Cara de Homem pai teve um fim danado; vaio a morrer duma queda da varanda da casa que a Câmara lhe dera em substiuição da barraca.
    Ironias!...

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  49. Não abusa. É-me grato que o blogo sirva para desenterrar memórias. Bem vê que é o que mais pratico aqui. Dessa desgraça dos anos 80, porém, é melhor nem falar.
    Não sei se já viu este verbete com uma vista aérea sobre a Picheleira. Hei-de refezê-lo, pois que as remissões se perderam lá, em boa parte, mas sempre lho indico aqui; pergunto-lhe se me identifica ali a quinta da Barbacena.
    Obrigado!

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  50. Fernando inacio17/5/15 18:01

    Olá BOas a todos
    Meu nome é Fernando sou filho da Rosa que trabalhava na creche e neto da encarnação e do Mota ...que saudades destas ruas ......e esse lugar ... Viva a curraleira .....

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  51. Olá Bic Laranja
    Esta vida é cheia de coisas engraçadas!Imagine que eu sou sobrinha neta desse Abel.Também me lembro bem da quinta do Pinheiro e dos Peixinhos.
    O meu avó paterno o Manuel tal como o irmão, Abel, eram rendeiros da CML.
    Tenho histórias fabulosas desses meus tempos de criança. Gostava de continuar a trocar memórias convosco.
    Laranjina C

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  52. Esta vida é cheia de coisas engraçadas!Imagine que eu sou sobrinha neta desse Abel.Também me lembro bem da quinta do Pinheiro e dos Peixinhos.
    O meu avó paterno o Manuel tal como o irmão, Abel, eram rendeiros da CML.
    Tenho histórias fabulosas desses meus tempos de criança. Gostava de continuar a trocar memórias convosco.
    Laranjina C

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  53. Olá Cristina espero que mexer nas memórias nos faça bem!Imagine que eu sou sobrinha do Lau! o mundo é pequeno

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  54. Olá! Seja bem vinda!
    Este verbete já tem mais de dez anos, mas continua a render.
    Conte o que lhe parecer. Quaisquer histórias da quinta do Sr. Abel serão uma novidade antiga agradável. Só me recorda da quinta por lá ir ao leite com minha mãe.
    Cumpts.

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  55. Ana ferreira17/5/21 23:49

    Gostava muito de encontrar pessoas desse tempo onde morei na calçada do carracal numéro 37 com a natalia o sr alfredo à dona fernanda o sr fermino o tio chico e claro à minhs mae dona isaura e os meus irmaos todos de 1974 ate 1985 mais où mmenosnao esquecendo à donq berta e o sr ze.

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  56. Morei no pátio 26 um tempo trabalhava na taberna do Augusto Pátio 26 meu nome Amadeu Carreira conheci a rua do Sol a Chelas até a fábrica do sabão em Marvila onde morei algum tempo fiz muitas vezes a pé a quinta do Luís Maneta a quinta sr Abel taberna do pau algumas saudades disso tudo se alguém ler isto. dess
    Tempo um abraço para todos

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  57. Obrigado do testemunho.
    Um abraço.

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  58. também nasci na rua sol chelas30B-B

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