E o beijo-bicada da avó do Saramago se calhar não existiu.
— A avó Carolina [...] não me lembro que alguma vez me tivesse dado um beijo, e se me beijou foi com a boca dura como uma bicada (Saramago, «As Pequenas Memórias», p. 62).
O beijo-bicada da avó Carolina, a ter existido, haveria de levar o buço sobre bico. Haveria de o picar. Seria antes (talvez) como um beijo-barbado. Ná! Aquela memória do beijo-bicada deve advir dalguma tia. Mas aqui — sendo de tia — acho até que ele teve sorte por não ter gramado uma porção de beijos-babosos…
Senhora com uma criança na Av. da liberdade, Lisboa, 1912.
Joshua Benoliel, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
quinta-feira, 29 de março de 2007
O beijo-bicada
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e a ser verdade... sapiente tia!! Desculpem mas o Cavalheiro não me convence, nem como pessoa nem como escritor e no dia em que foi entrevistado pela tv portuguesa para portugal e "hablou" em espanhol... foi a gota de água!!!
ResponderEliminarAvó perdão Avó!!!!!!
ResponderEliminarPobre avó:) Não gosto nem um bocadinho do Saramago.
ResponderEliminarE o prémio "Nobél", senhoras...?! E o prémio "Nobél"?!
ResponderEliminarCumpts. :)
Ele ganhar ganhou o prémio, mas..............porque seria!? Fiz questão de alguns livros dele mas não me "conquistou", não teve esse condão. Excelente fim de semana
ResponderEliminarEle que até tinha dito que era contra o dito prémio e que se um dia lho dessem nem aceitava o dinheiro.... Memória curta, aldraboso ou caso de dupla personalidade?!
ResponderEliminarIntemporal: Não o aprecio. // Luar: Nem acho que ele seja personalidade(s) agradável(is). // Cumpts.
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