Esta manhã [foi ontem] ouvi na telefonia do carro, em tom trágico, a notícia dum estudo qualquer sobre o agravamento do abandono dos estudos pela mocidade. Parece que o problema é das escolas: diz que são muito mal amanhadas e até as há - imagine-se - sem computadores. E assim a mocidade foge delas. No fim vem a desmoralização completa: o risco da desqualificação futura da mão-de-obra nacional.
Dito isto veio-me à ideia: a) Quem garante que, mantendo todos os cábulas no ensino público, a mão-de-obra nacional no futuro será mais qualificada? b) Por que diabo há-de haver tanta gente a mandriar no ensino público, dispendioso, generalista e pouco técnico (viva a tecnocracia!) - e sem computadores (sem computadores, imagine-se) - quando há tanta oferta de formação profissional privada particular? Não é por esta via que jorra a dinheirama comunitária? c) Por que motivo ninguém lhe ocorre que - se até um burro tem vontade própria - a vontade dos cábulas é mandriar e não estudar? d) Que razão há para se promoverem turmas cheias de cábulas e fecharem-se escolas com menos de 10 alunos se estes forem interessados? e) Porque haveremos de continuar a insistir em produzir simulacros de doutores e engenheiros...?
E agora, ou eu não sei procurar, ou não há sinal desta notícia na Internete... É a importância que as notícias trágico-bombásticas têm.
Liceu de Camilo Castelo Branco, Vila Real, 2006.
Passei para rever seu cantinho, deixar um olá e convidar a que reveja o meu também...se passar por lá leve consigo a minha oferta que se encontra no meu Perfil. Fique bem. Nica.
ResponderEliminarSubscrevo integralmente cada uma das linhas deste post.
ResponderEliminarGrato pela vossa visita! Cumpts.
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