Em 1940 importou a Carris meia dúzia de veículos ingleses da marca A.E.C., modelo «Regente», para prestar serviço de passageiros para a Exposição do Mundo Português. Dispunham de 28 lugares sentados e de motores de 7,7 litros com 31 cv. Receberam os números de frota 1 a 6; tinham obviamente cabina à direita.
Autocarros 1 a 6, Santo Amaro, c. 1940.
Fotografia, in História da C.C.F.L., vol. 2, Carris, 2006.
Depois da Exposição do Mundo Português os autocarros recolheram a S. Amaro. Foram usados em 41 numa exposição de floricultura na Ajuda e em serviços ocasionais para a Mocidade Portuguesa. Havia a guerra e os abastecimentos para os autocarros eram difíceis. Só em 44 se levou a cabo um serviço regular de autocarros, sob compromisso do governo de prover o abastecimento de gasoil, lubrificantes e pneus; a Carris só tinha pneus para 200-250 dias de serviço com 5 autocarros. Em Março de 1944 fez-se o ensaio duma carreira entre os Restauradores e o Aeroporto da Portela. Em 9 de Abril inauguraram-se então as carreiras n.º 1 dos Restauradores ao Aeroporto (depois nesse ano entre o Cais do Sodré e a Rotunda da Encarnação), e as carreiras circulares n.º 3 e n.º 4 que iam do Terreiro do Paço à Av. Miguel Bombarda e volta, alternadamente pela Rodrigo da Fonseca e pela Duque de Loulé.
Autocarro no aeroporto [série Henschell, 197-200 Maudsley (*) Albion, n.º 135], Portela de Sacavém, c. 1946.
Ferreira da Cunha, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.
Os benévolos leitores a quem aperte a saudade ou curiosidade dos antigos autocarros A.E.C. da Carris desculpai que os remeta imodestamente para o que anteriormente publiquei aqui no blogo; assim, à laia de índex: 5$00; Quatro notas sobre autocarros da Carris; O 301; 56 lugares sentados; 2 pisos, 35º; e Um 17 com porta atrás!.
Mas não cuideis que o que aqui vos deixo é muito. Ele há uma riquíssima página de história das carreiras da Carris com muito mais sumo histórico que na da própria Carris...
Corrigido em 18/2 às 20h20.
(*) Segundo informação de Luís de Sampaio Howell, que agradeço.
Prefiro os eléctricos. :) Mas os velhinhos autocarros têm histórias, sim, sr.
ResponderEliminarTexto excelente e os links óptimos. De facto tem razão, o site que indicou é muito mais rico que o acervo da Carris. Eu ainda estou lá a espiolhar.
ResponderEliminarEle há cousas por cá sobre eléctricos. É um tema que há-de cá tornar, estou certo, Caiê. // Dos guias aos mapas... não perca nada. :) // Cumpts. a ambas.
ResponderEliminarAmigo Bic: Não consigo a ver a primeira foto.
ResponderEliminarNo mais, é como disse a T. Abraço.
Tente http://fotos.sapo.pt/biclaranja/pic/000batdp . Cumpts.
ResponderEliminarCaro amigo, este edifício aeroportuário em arqitectura de estilo do Estado Novo ainda existe? E se sim, onde se situa no actual complexo do Aeroporto da Portela? Nunca o vislumbrei das inúmeras vezes que por aquelas bandas tenho passado para viajar...
ResponderEliminarA resposta não é fácil. Trata-se do edifício onde hoje são as partidas no Aeroporto de Lisboa. A existir alguma coisa será a velha torre voltada para a pista, que me parece descortinar um pouco acima da caxilharia de alumínio e vidro fumado. Digo isto com base nesta imagem ( http://biclaranja.blogs.sapo.pt/arquivo/855090.html (http://biclaranja.blogs.sapo.pt/arquivo/855090.html) ) mas sem muita certeza.
ResponderEliminarCumpts.
Caro amigo, agradeço-lhe a dica.
ResponderEliminarEssa foto do Aeroporto não é dum Henschel é do 135, um Maudsley
ResponderEliminarmuito boa noite,
ResponderEliminargostaria de aceder ao blogue "história das carreiras da Carris". Há possibilidade de autorizar o acesso?
muito obrigado
O blogo não me pertence. Deve pedir autorização ao seu autor.
ResponderEliminarCumpts.