A planta é de 1909. A Rua José Falcão (2) — o troço dela a ocidente da Av. D. Amélia (1), que era o tudo o que havia — já está quase construído tanto no lado norte como no lado sul. Na fotografia se vos lembrardes, só lá havia dois ou três prédios. O mesmo se passa no troço da António Pedro a chegar à Morais Soares (3). Esta — podeis ver agora com mais clareza — prolongava-se em estreita via para ocidente da mal definida Praça do Chile. A fotografia é, pois, anterior a 1909; pelo menos um ano ou dois, mas estou conjecturando.
Os arruamentos actuais estão lá quase todos como hoje; os prolongamentos da Pereira Carrilho (7), da José Falcão, da Almirante Reis e da Rua de Ponta Delgada até ao Largo do Leão (10) adivinham-se sem esforço; assim também o desenho da Praça do Chile. Dispenso assim a sobreposição com um mapa actual.
A legenda, transcrevo a de hoje ao meio-dia.
Dúvidas?
Planta 11K (URBA-LT-03-143-11K — 1909) do Levantamento da Planta de Lisboa: 1904-1911.
- Av. D. Amélia, hoje Almirante Reis.
- Rua José Falcão, actualmente o n.º 47; não sei se o edifício é o mesmo.
- Rua Conselheiro Morais Soares.
- Nora da Quinta do Saraiva; a quinta estendia-se a sul da Rua Morais Soares.
- Rua António Pedro, 72.
- Estrada de Sacavém, ou Rua Alves Torgo; a) junto ao n.º 31
(esq.)[em baixo]; b) troço coincidente com a Rua Quirino da Fonseca (à dir.[acima] do hospital). - Rua Conselheiro António Pereira Carrilho; só desde a esquina do hospital até ao Largo do Leão.
- Hospital (antigo convento) de Arroios.
- Rua Particular, sem saída; hoje Rua Joaquim Costa, com ligação à Travessa das Freiras a Arroios.
- Largo do Leão.
- Capela; Azinhaga das Freiras a Arroios.
- Rua Visconde de Santarém.
- Lugar do I.S.T..
- Praça de Touros do Campo Pequeno.
- Quinta do Fole; ocupava terrenos hoje da Alameda até à Guerra Junqueiro e até à Azinhaga do Areeiro (R. Carvalho Araújo).
Nenhumas dúvidas senhor Bic! O meu lado da rua era prado na época:)
ResponderEliminarEu espreitei o 47;é o colado ao prédio que faz o quarteirão. Tem montes de processos de obra na CML, desde 1949.
Talvez se descubra, quem sabe.
Vénias:)
Obrigado pela achega! Já agora, o nº 86 da Almirante Reis ainda está de pé. Cumpts.
ResponderEliminarO 26 também está de pé.O 86 é o da esquina com a António Pedro? E obrigada:)
ResponderEliminarO 86 é o lá de trás que tinha escritos. Cumpts.
ResponderEliminarRepito o que disse há algum tempo: estamos a acompanhar o início de uma obra de olisipografia daquelas que serão referência.
ResponderEliminarAbraço
Bondade sua, meu caro amigo. Bondade sua. Cumpts.
ResponderEliminarEu concordo com o Manuel: o Bic é muito metódico, rigoroso e analítico,qualidades que aliadas à exigência estética e criatividade o tornam um excelente olisipógrafo.
ResponderEliminarQuando ele editar, eu compro.
Muito obrigado! Haja quem publique e um exemplar é seu. (Mas assim deixo de vender o único que se venderia!...)
ResponderEliminarCumpts. :)
A CML devia e deve publicar!Eu compro :)
ResponderEliminar:)
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