Durante os primeiros 40 anos da sua existência a Av. Almirante Reis [1] terminou em Arroios, na circunvalação, onde confluem as ruas Morais Soares [3] e Pereira Carrilho [7]. O lugar hoje chama-se Praça do Chile [aprox. 4].
Convido-vos a subir à Penha de França. Apreciai!
Terrenos da Av. Almirante Reis, Lisboa, ante 1909.
Fotografia de Alberto Carlos Lima in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
Olhai na direcção do Hospital de Arroios. O cenário campestre é formidável!
O hospital de Arroios [8] vê-se bem ao centro; à sua direita o casario baixo meio escondido no arvoredo identifica-nos a estrada de Sacavém [6] no troço correspondente à Quirino da Fonseca. Por trás do hospital, meia encosta acima, é a Azinhaga (ou Travessa) das Freiras a Arroios [11], onde deram com o almirante Reis depois que se suicidou na manhã de 5 de Outubro de 1910; é lá onde se vê uma casa grande com uma capelinha diante. A Azinhaga das Freiras ainda hoje leva ao Largo do Leão [10] que podeis ver um pouco mais à esquerda, encosta acima. Estendendo o olhar ao monte alto que vem a seguir, o da cumeada arborizada, digo-vos que lá veio a erguer-se o Instituto Superior Técnico [13]. Para além do monte, não se vê, mas segue a Rua do Arco do Cego em direcção ao Campo Pequeno [14] cujas cúpulas sobressaem um pouco à direita do cume do monte.
Ao cimo da Av. D. Amélia atravessa-se para lá e para cá dela, entre muros, a Rua Conselheiro Morais Soares, bordejando hortas e quintas, beijando inclusive uma nora [4] ali na esquina nascente. Começava naquele tempo a Morais Soares quase no enfiamento da travessa das Amoreiras a Arroios, no ponto exacto onde acaba a Rua António Pedro [5]; o muro do hospital ficava mais para sul do que fica hoje. Mais tarde a Rua Pereira Carrilho desceu à Praça do Chile e este troço inicial da Morais Soares foi suprimido.
Esta fotografia é um mimo - os montes enevoados que mal se distinguem no horizonte não são eles para os lados de Belas?!
Esta fotografia é, de feito, um mimo; se vos não maçar conto tornar cá com ela legendada um mapa legendado.
Se vos não maçar...
Legenda [trazida no dia 17 ao meio-dia]:
- Av. D. Amélia, hoje Almirante Reis.
- Rua José Falcão, actualmente o nº 47; não sei se o edifício é o mesmo.
- Rua Conselheiro Morais Soares.
- Nora da Quinta do Saraiva; a quinta estendia-se a sul da Rua Morais Soares.
- Rua António Pedro, 72.
- Estrada de Sacavém, ou Rua Alves Torgo; a) junto ao nº 31 (esq.); b) troço coincidente com a Rua Quirino da Fonseca (à dir. do hospital).
- Rua Conselheiro António Pereira Carrilho; só desde a esquina do hospital até ao Largo do Leão.
- Hospital (antigo convento) de Arroios.
- Rua Particular, sem saída; hoje Rua Joaquim Costa, com ligação à Travessa das Freiras a Arroios.
- Largo do Leão.
- Capela; Azinhaga das Freiras a Arroios.
- Rua Visconde de Santarém.
- Lugar do I.S.T..
- Praça de Touros do Campo Pequeno.
- Quinta do Fole; ocupava terrenos hoje da Alameda até à Guerra Junqueiro e até à Azinhaga do Areeiro (R. Carvalho Araújo).
Maravilha de achado!! Mace, ó por favor mace com as legendas:)
ResponderEliminarVénias, caro senhor Bic!
Ena! Ainda estava a compor o texto... Nem dei conta de si olhando por cima do ombro! Cumpts. :)
ResponderEliminarMagnífica descoberta.
ResponderEliminarUm abraço
Foto espectacular! Mace e mace depressa, que a curiosidade é muita.
ResponderEliminarObrigado!
Desculpe, não queria ser indiscreta! O texto já me parecia muito composto!Vénias:)
ResponderEliminarFaça a fineza eu até gosto muito de legendas.
ResponderEliminarPor favor mace lá! É espectacular na verdade.
ResponderEliminarEstou encantada com esta (nova-velha) perspectiva! :)
ResponderEliminarSou surpreendida com cada "antiguidade" quando venho aqui, até fico sem palavras. Acaso foste presidente da Camara de Lisboa em tempos idos?..........rs
ResponderEliminarOu "compadrio" com o Santana, só pode ser mesmo.
Fica bem e vai publicando mais fotos, eu prometo vir asqui de vez enquando.
Deixo-te um abraço
Excelentes explicações!
ResponderEliminarAinda por cima o Sr. Almirante suicida-se por nada... É o que dá dar ouvidos a boatos!
ResponderEliminarEna!! Vivam as legendas:)
ResponderEliminarE olha a minha rua. Eu logo vejo se esse prédio ainda existe ou não:) Belo trabalho ,senhor Bic rei das legendas!
Dona T.: não é nada indiscreta; orgulha-me tê-la como visita atenta. // Intemporal: se já vivi antes é possível que tenha sido lisboeta; se fui presidente da Câmara? Não! Talvez ardina o marçano... //
ResponderEliminarAos que se não maçam de aqui vir agradeço o interesse e a simpatia! Oxalá continue a não aborrecê-los. // Obrigado pelos comentários!
Impossível aborrecer-nos. Nós é que vamos pedir-lhe sempre mais. Bjs.
ResponderEliminarCaro senhor Bic, uma ideia: e se por obséquio, se fizesse uma justaposição dessa antiga foto,com um ortofoto ou planta actual de Lisboa?
ResponderEliminarLendo essas legendas fico con a sensaçao que se perdeu muito, até o nome das quintas e das ruas parecia mais sugestivo... chuif
ResponderEliminarMelhor assim D. Marta! // Desculpe-me não o fazer, Dona T., mas creio que não é necessário. // Os nomes soam mais românticos, é verdade, Scarlata. // Cumpts.
ResponderEliminarComo fez está bem:)Obrigada!
ResponderEliminar:)
ResponderEliminarCada vez melhor, meu Caro Bic! Para quando um livro?
ResponderEliminarForte abraço.
Obrigado pelo incentivo, mas há pouca substância para publicar. Mas obrigado à mesma!
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