A estatística dos espectadores em teatros e cinemas é do I.N.E., mas na notícia dos resultados à hora do almoço resvala-se para consumo cultural; o rodapé reforçava o subtil desvio (doutrinação?) para um registo de compra & venda: consumo de teatro e cinema baixou.
O léxico é uma paleta que os humanos usam para comunicarem a policromia da vida em sociedade. Quando o tom do vocabulário se desvia invariavelmente para um matiz mercantil não admira que se desvaneça o colorido das freguesas na praça, dos hóspedes no hotel, dos passageiros no avião, dos depositantes no banco ou dos espectadores no teatro. Isso é gente. O que importa é haver de clientes. Em rebanho. Consumindo.
Panorâmica do local onde se irá construir o aeroporto da Portela, Estr. da Charneca, 1939.
Fotografia de Eduardo Portugal in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
quarta-feira, 6 de dezembro de 2006
O pastoreio
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Linda imagem. Fez-me despertar outras memórias.
ResponderEliminarTenho de memória de, no princípio dos anos 80, ver um rebanho atravessar a 2ª circular. E não foi uma só vez, foram várias. Tenho também a sensação que o viaduto que existe na 2ª circular e passa por cima da Santos e Castro (avenida que depois segue para a Charneca, passando agora pela Alta)não existia e que no mesmo local havia um semáforo. Estarei a baralhar? Alguém se lembra também?
Havia pelo menos um rebanho a pastar na 2ª Circular nos anos 80, sim senhor: o redil do mesmo era num bairro abarracado, que já desapareceu, junto ao Estado Universitário, bairro esse que se iniciava no local onde estão hoje umas bombas de gasolina da BP e uma nova área residencial construída ao longos dos anos 90.
ResponderEliminarQuanto ao viaduto a que se refere, suponho que estraá a falar do que a partir de Telheiras conduz ao Eixo Norte-Sul...
Meu Caríssimo Bic desculpe o trabalho que mais uma vez lhe vou dar, mas não vejo a fotografia.
ResponderEliminarDesde já obrigado.
Obrigado sr. Pedro! Não lhe sei dizer do semáforo. Pode ser que fosse no Campo Grande, antes do viaduto... Mas hei-de investigar. // Zé: O viaduto parece-me que é o detrás do Júlio de Matos Era o bairro da Quinta da Calçada, com casas em lusalite, edificado em 1939, salvo erro. Degradou-se até dar aquilo que conheceu. // D. Marta: Pode experimentar, s.f.f. esta ligação (http://arquivomunicipal.cm-lisboa.pt/x-arqweb/(bqk4wqfstfg5jfa5n3jn12fk)/SearchResultOnline.aspx?search=A83469&type=PCD&mode=1&page=0&submode=0&useaut=0&res=0&set=;AF;) . // Cumpts.
ResponderEliminarPor gostar de pastoreio só como laticínios das ilhas porque sei que são criados por pastoreio
ResponderEliminarCaro Bic:
ResponderEliminarNão sendo este o local apropriado, mesmo assim deixe-me que lhe pergunte. De onde é que conheceu o Luís da Conceição?
Um Abraço
Pois... E agora dizem que o aeroporto está dentro da cidade.... "Eles" são tão engraçados.....
ResponderEliminarPois não se está a ver, Meu Caro Bic Laranja, que a migração da sala com tela para o clube de vídeo é um fenómeno de transumância? E de ovelhas ronhosas, expressão antecedente e mais perceptível do que a "ranhosas" que sucedeu. Abraço.
ResponderEliminarAh! Ah! Você agora fez-me rir, Tron. // Sr. M. Gomes, a resposta vai por correio. // Já foi ao Carregado? Quanto tempo até o da OTA ficar na mesma, Luar? // Ah! Ah! Transumância está boa! Muito boa, Paulo! // Cumpts. a todos.
ResponderEliminarExcelente a fotografia! Vai passar a pastorear-se turistas.
ResponderEliminarObrigado pelo seu trabalho de me proporcionar o acesso à fotografia. Beijinhos
De nada! Cumpts.
ResponderEliminarQue espectáculo!
ResponderEliminarÉ verdade! Cumpts.
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