O caudex anda aburguesado; em vez de calçar as galochas deu em manda-chuva. É vê-lo feito Olavo Rasquinho a explicar a superfície frontal. Tem perfil...
Ouvi outra ali na televisão dizer que alguém ficou com o carro atolado; com isto da chuva fiquei na dúvida se o atolamento foi dentro de água. Neste caso temos evolução semântica por via duma tola mente...
Vamos então ao Monte Abraão: por motivo inesperado vi-me na obrigação de lá ir. O monte é tão íngreme que subir até lá é uma epopeia. Ver toda a construção feita ali e gente morando lá é penoso. Os vizinhos de Monsaraz, logo que os mouros já não rondavam, desceram para o Reguengo porque viver muito no alto quando se trabalha na planície nunca é fácil. Monsaraz foi quase abandonada por uma questão prática. Ao invés, dá-me ideia que a moirama anda rondando por Queluz...
Aqueduto que abastecia o palácio [monte Abraão em 2º plano], Queluz, c. 1900.
Fotografia de Paulo Guedes in Arquivo Fotográfico da C.M.L.
No concelho de Sintra ainda se hão-de erguer prédios no meio de rotundas.
sexta-feira, 24 de novembro de 2006
Monte Abraão
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Esta memória, da encosta do Monte Abraão, no dia 25 de Novembro, está-me marcada indelével.
ResponderEliminarEra o ano de 1967 e a encosta ainda não tinha prédios. A manhã de 26, Domingo, depois da catástrofe.
Abraço
Meu Caro Bic Laranja:
ResponderEliminarO alerta final que deixa é a luta urbanística do futuro,já que o conceito de "espaço verde" se acha limitado a uma rotunda com um arbusto. O antes e o depois da nossa «qualidade de vida», que, evidentemente, considerando as concretizações oficiais, não passa de conceito póstumo. Abraço.
E não será só em Queluz!
ResponderEliminarManuel: Julgo que fala da cheia de 1967. Deslizou, o monte...? Cumpts. // Qualidade de vida pela bitola duma rotunda com arbusto... Exactamente, Paulo. Exactamente! Cumpts. // É onde quer que haja um palmo de terreno para lotear, Marta. Uma desgraça! Cumpts.
ResponderEliminarFalo pois. O monte não deslizou mas morreu muita gente no Jamor, ali no vale.
ResponderEliminarSe me permite, usarei esta foto num post alusivo.
Abraço
Use, sim! Obrigado! Cumpts.
ResponderEliminarPrimeiro que tudo quero pedir desculpa mas não resisti em "roubar" esta foto para o blogue onde registo o nome de todas as ruas de Monte Abraão. Vai para 34 anos que moro neste local; de 1967 não tenho memória mas a primeira vez que aqui vim ver a anta ainda sem a incúria de que tem sido vitima visitei também nessa altura a igreja do Senhor da Serra mais para o lado de Belas, que ainda estava de pé, e a fonte e o Palácio da Quinta do Marquês. Estavamos então em 1970. Mal sabia eu que aqui viria morar 3 anos mais tarde.
ResponderEliminarO troço do aqueduto que serve de passeio ao casal está enterrado, escondido, maltratado, nas traseiras dos prédios horrorosos que enchem a Rua Dr. Manuel de Arriaga.
ResponderEliminarDaqui até ao tanque que abastecia o Palácio (igualmente maltratado) quase nada se vê do aqueduto. Em segundo plano, a pequena casa que interrompe a linha escura onde se esconde a linha de Sintra foi demolida há cerca de 20 anos. Creio que se tratava da casa do guarda da passagem de nível que foi desactivada após a construção do Bairro Económico de Queluz e crescente urbanização do próprio Monte Abraão.
Curiosamente, após a montagem das barreiras sonoras ao longo da linha, um grande portão continua a marcar a passagem.
Obrigado pela nota descritiva. Pena o estrago contemporâneo.
ResponderEliminarCumpts.