
Palácio do marquês do Alegre te demolido para alargamento da via pública, Lisboa, ant. 1946.
Fotografias (acima e à dir.): Mário de Novaes, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.
O velho palácio do Alegrete, que teve uma certa aura na Lisboa de setecentos, é hoje uma ruína, pouco mais que um pardieiro, condenado à demolição, mas onde estão instalados ainda estabelecimentos de vária natureza e casas de habitação. Tem a forma de um rectângulo contido entre a Rua da Mouraria (junto ao Arco, onde avulta aindo o portal brazonado dos Sylvas, entrada hoje de uma serralharia), a Rua Martim Moniz (onde existe um portal do antigo tipo arquitectónico), a Rua da Palma, agora em muro raso (desde que em 1935 foi demolido o prédio da ourivesaria Cunha, que se encontrava a êste tôpo do palácio) e o Largo Silva e Albuquerque, antiga Rua dos Canos (onde na fachada se rasgam dois portais também do tipo dos antecedentes).
O Arco, sôbre o qual assentam dois andares, cada um com a sua janela, pertence ao prédio da Rua do Arco do Marquês do Alegrete, que se lhe encosta, e que é propriedade da família dos condes de Tarouca.
Norberto de Araújo, Peregrinações em Lisboa, III vol., 2ª ed., Lisboa, Vega, 1992, p. 78.

Palácio do marquês do Alegrete, Lisboa, 1946.
Fotografia: Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

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