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segunda-feira, 2 de outubro de 2006

O velho Palácio do Alegrete

Palácio do Marquês do  Alegrete, Lisboa (M.Novaes, ant. 1946)
Palácio do marquês do Alegre te demolido para alargamento da via pública, Lisboa, ant. 1946.
Fotografias (acima e à dir.): Mário de Novaes, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.



Casa das Chaves, Mouraria (M. Novais, c. 1945)


  O velho palácio do Alegrete, que teve uma certa aura na Lisboa de setecentos, é hoje uma ruína, pouco mais que um pardieiro, condenado à demolição, mas onde estão instalados ainda estabelecimentos de vária natureza e casas de habitação. Tem a forma de um rectângulo contido entre a Rua da Mouraria (junto ao Arco, onde avulta aindo o  portal brazonado dos Sylvas, entrada hoje de uma serralharia), a Rua Martim Moniz (onde existe um portal do antigo tipo arquitectónico), a Rua da Palma, agora em muro raso (desde que em 1935 foi demolido o prédio da ourivesaria Cunha, que se encontrava a êste tôpo do palácio) e o Largo Silva e Albuquerque, antiga Rua dos Canos (onde na fachada se rasgam dois portais também do tipo dos antecedentes).
   O Arco, sôbre o qual assentam dois andares, cada um com a sua janela, pertence ao prédio da Rua do Arco do Marquês do Alegrete, que se lhe encosta, e que é propriedade da família dos condes de Tarouca.

Norberto de Araújo, Peregrinações em Lisboa, III vol., 2ª ed., Lisboa, Vega, 1992, p. 78.



Palácio do Marquês do Alegrete, Lisboa (E.Portugal, 1946)
Palácio do marquês do Alegrete, Lisboa, 1946.
Fotografia: Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

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