A primeira corrente que tive notícia chegou por carta dactilografada prometendo boa sorte aos que a mantivessem. A minha mãe não deu importância àquilo mas o meu irmão, meio crescidote e com modos de responsável tomou o assunto em mãos. Não quis ele arriscar – a coisa podia dar para o torto em quebrando a corrente. Era necessário enviar uma cartinha igual a, se não me engano, cinco destinatários, sem esquecer de pôr uma moeda de $50 em cada. Lá convenceu a minha mãe a dar-lhe 25 tostões. Mas dinheiro para selos (talvez 20$00), isso é que a minha mãe não lhe deu. Se quisesse prosseguir no intento que deitasse ele por mão própria as cartas no correio dos destinatários.
Afinal a boa fortuna acabou por sorrir a mim: julgo que comprei pastilhas com os 2$50 que a minha mãe me deu para igualar o que lhe dera.
Vem isto a propósito duma corrente que, pelas memórias me foi amavelmente passada pela Margarida. Manda a corrente que divilgue aqui seis dicas sobre mim, uma tarefa árdua, considerando o minimalismo daquele Bic Laranja ali no cabeçalho...
Cá vai: 1) gosto de dias longos e noites abafadas; 2) gosto de conservar hábitos (aliás: se algo está bem, mudar serve para quê?); 3) aflige-me não haver limite para o aumento do P.I.B.; 4) desconsolam-me os eufemismos politicamente correctos; 5) não tenho telefone móvel; 6) um melão, não sendo pepino, sabe sempre a Verão.
Quebrados assim os grilhões (a estimada Margarida que me perdoe a sinceridade) sinto-me incapaz de acorrentar mais alguém.
Um Sacrificado pela Liberdade alheia!
ResponderEliminarAbraço.
Achei melhor 'esvaziar' a corrente... Cumpts.
ResponderEliminarGostei particularmente da introdução que fez, ao utilizar uma história familiar numa simples corrente blogueira. Os meus parabens.
ResponderEliminarP.S. - Não tem telefone móvel? Como consegue sobreviver neste mundo louco?
Agradeço-lhe as boas palavras, obrigado. (E sobrevive-se bastante bem...) Cumpts.
ResponderEliminarDesde sempre também assim fiz no que respeita a correio sem remetente e em especial as correntes, morreram sempre no caixote do lixo.
ResponderEliminarContinuo com a grande dúvida se essa atitude influência a minha vida, presente passada ou futura. Se sim paciência. Não consigo compreender e não aceito que não exista uma atitude critica dos demais.
Com o advento dos mailing e outros que tais como as vendas agressivas via telefones, (que neste mundo moderno os accionistas das multi-telecoms agradecem) sempre aparecem novas adaptações das correntes, e levam o mesmo tratamento, mas ainda assim parece que nos blogs até as respostas não desejadas são bem vindas.
Desde que não sejam ofensivos, os comentários são bem-vindos. Cumpts.
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