Neste Areeiro onde vagueio tomo agora a calçada que sobe ao Casal Vistoso. A meio da rampa este panorama: aqueles montes de olival disperso parecem-me meia-dúzia de cabelos mal semeados. Isso e aquelas encostas a pique são inconfundíveis: sabem-no concerteza os que passam hoje na Gago Coutinho ou na Estados Unidos da América. Estendei os olhos por essa quinta da Bela Vista quase 70 anos antes de ser parque festivaleiro. Notai outrossim o vale adjacente perdendo-se com ela no horizonte em vésperas da avenida do aeroporto.
Areeiro, direcção da Portela de Sacavém, Lisboa, 1938.
Fotografia de Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
Quem estranha não haver betão? Eu não!
sexta-feira, 26 de maio de 2006
Bela Vista
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Medida realmente higiénica - e, sonhe-se, pedagógica - seria a colagem de reproduções desta fotografia sobre os cartazes e mapas do evento cultural que, nestes últimos tempos, vem fascinando uma estranha fauna com que me cruzo no comboio.
ResponderEliminarAbraço.
Grande ideia. Para a entenderem haveria só de se lhes ensinar - e sonhe-se, esperar que aprendessem - que o tempo, além do presente, se ordena em passado e futuro. Cumpts. ;)
ResponderEliminarAgora aqui é o Valsassina Rock In Rio, Feira Nova, droga e feira do Relógio q.b..
ResponderEliminarE já não chega de intocáveis ?
Obrigado pela visita e cumprimentos.
Salvo a droga de que fala (e os intocáveis lá no seu artigo), os demais não me parecem necessariamente maus. Obrigado eu! Cumpts.
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