Há vezes em que fujo ao Mundo e o Mundo forma-se estranho cá na ideia...
O «Wall» tem muita carga orwelliana. Mas as ligações de ideias na mente são muitas vezes estranhas: no «Wall» sinto um mundo dormente, tremendo de fricção latente, pesadelo industrial pós-holocausto sem holocausto. Estranhamente surgem-me em paralelo memórias de excursões escolares em maios mais soalheiros: país afora aos doze anos, com a cambada da escola numa espécie de fuga e descoberta de novas vivências, de cenários novos. Talvez a ligação advenha do «teacher leave the kids alone» que se atirava aos professores.
Luminosas recordações da infância ligadas ao sombrio muro...
Ao final, a criança está crescida, o sonho foi-se.
Tornei-me acomodadamente dormente.
Pink Floyd – Comfortably Numb
(Gilmour/Waters)
Hello?
Is there anybody in there?
Just nod if you can hear me.
Is there anyone at home?
Come on, now,
I hear you're feeling down.
Well I can ease your pain
Get you on your feet again.
Relax.
I'll need some information first.
Just the basic facts.
Can you show me where it hurts?
There is no pain you are receding
A distant ship, smoke on the horizon.
You are only coming through in waves.
Your lips move but I can't hear what you're saying.
When I was a child I had a fever
My hands felt just like two balloons.
Now I've got that feeling once again
I can't explain you would not understand
This is not how I am.
I have become comfortably numb.
O.K.
Just a little pinprick.
There'll be no more aaaaaaaaah!
But you may feel a little sick.
Can you stand up?
I do believe it's working, good.
That'll keep you going through the show
Come on it's time to go.
There is no pain you are receding
A distant ship, smoke on the horizon.
You are only coming through in waves.
Your lips move but I can't hear what you're saying.
When I was a childI caught a fleeting glimpse
Out of the corner of my eye.
I turned to look but it was gone
I cannot put my finger on it now
The child is grown,The dream is gone.
I have become comfortably numb.
The Wall (Capitol -1979)
Por vezes apetece ficar dormente.. talvez assim os problemas, as coisas chatas não se lembrem de nós...
ResponderEliminarEu fico dormente muitas vezes.. fico surda e muda... e passo-me para outra dimensão...
ResponderEliminarMeu Caro Bic Laranja:
ResponderEliminarPor uma vez tenho de discordar do Autor do Blogo: não de encontra "dormência" alguma em quem tanta atenção presta ao nosso Presente e ao nosso Passado, tão bem a expressando. Quanto à que se extrai de «THE WALL», tanto como as irradiações do mundo da época, talvez contribua para a caracterização a névoa do relembrar em que, um pouco, perdemos e nos perdemos.
Forte abraço.
Acho que este artigo foi desinspirado; se por mandriice se por dormência não sei. Mas ouvir o «Wall» não ajuda, apesar de ser uma boa obra. Cumpts.
ResponderEliminarE no entanto há aquela prazenteira recordação dos passeios escolares... (talvez o Paulo tenha razão). Tendes todos razão! Obrigado e cumpts.
ResponderEliminarInfelizmente, a tal 'numbness' que nos é descrita no som, tem uma origem que induz ao erro. Mas o som é de facto lindo. Impulsiona a fuga. Abraço Bic.
ResponderEliminarSinto o impulso para a fuga ao ouvir... Aliás, foi isso que motivou este artigo. Mas não sei se entendo bem toda a letra. Cumpts.
ResponderEliminarNão queremos ser mais um tijolo na muralha da ditadura socialista ou na nojice feita pela tv cabo juntamente com a IURD le no meu blog os detalhes e passa palavra
ResponderEliminarCompreendo a sua preocupação. Cumpts.
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