A cor havia de ser o verde. O verde oficial. Também castanho. O grenat também, como no caso, mostrando mais sofisticação e menos seriedade com o cânone. Ajusta-se ao ocre berrante da parede, fortemente contrastante.
Porta de loja antiga, portuguesa, em madeira. Decadente, como tudo…
Em numerosos casos os vidros — só os vidros — eram cobertos, ao fechar, por taipais de chapa ondulada, como da guerra do Solnado; ou por grades de malha fina de ferro. Haviam os taipais de ser na cor das portas. O tal verde oficial ou também, em muito caso, castanho. Ou o grenat.
[Não] É o caso.

Portugal em pormenor, [s.l], [s.d.].
A. n/ id., in Colecção da Fundação Portimagem © MMXXVI.
P.S.: isto foi antes das portas de alumínio amarelo (cadmiado?) aí pelos anos 70, e de alumínio branco (anodizado?) dos anos 80.
Os hábitos mudaram, aspessoas foram afastadas para as periferias e os centros das cidades ficaram assim...
ResponderEliminarA degradação urbana a que assistimos deve-se, em grande parte, ao fundamentalismo dos organismos que tutelam a area do património e aos arquitectos devairados que mandam nessas cenas. É mais dificil mudar uma telha num edificio a 500 metros de uma muralha de que conseguir uma audiência com o Papa.
Cumprimentos
Entropia. Civilização a transbordar de si. Ou uma barbárie de burocracia a reciclar-se cavalarmente em post civilização.
EliminarProgresso, chamam-lhe.
Cumpts.