Gostaria de o parabentear por este magnífico «post» com o devido pedido de desculpas pelo barbarismo, pois que, ao fazê-lo, sei que sabia muito bem o porquê… E com toda a razão.
Tive a sorte de viajar nessa linha ainda na década indicada… Essa viagem ficará indelèvelmente marcada na minha memória, não só por ter sido a única, mas também por motivos pessoais, e, técnico-ambientalistas; com efeito, posso garantir-lhe que fiz essa viagem até Mirandela, do Tua, naturalmente, sempre em pé, pois a beleza, por vezes rude, mesmo, da paisagem era pura e simplesmente de tirar o fôlego… Ao ponto de acabar por ler tudo o que podia /havia sobre a parte técnica de construção da linha, uma primeira mundial em muitos aspectos…
A coisa foi de tal monta, que a linha acabou por ser classificada como Património Mundial da Unesco, sem qualquer surpresa da minha parte; surpresa, essa sim, foi verificar que os defensores do planeta, mesmo às custas dos seus habitantes, sucumbiram perante o melhor solvente das consciências: o dinheiro; às duas por três, esse « escol » da alienação ambientalista, deu o dito por não dito e servil e invertebradamente mesmo, ouso dizer, acabaram por dar luz verde a uma barragem da treta, que ao que sei, é responsável por 0,5% da produção eléctrica nacional, mas que na verdade é só metade, pois que metade da água é bombeada novamente ara cima, por não ser suficiente… E assim se sepultou uma jóia natural das pouca que tínhamos, sacrificada no altar da ganância; paz à sua alma!!!
Obrigado do comentário. A sua grata recordação acaba como tudo neste ex-país e vai ao encontro do que outro comentador disse da marmelada da linha do Tua nomeando um dos marmelos de alto coturno que se lambuzou por lá e lambuza por cá. https://biclaranja2.blogspot.com/2025/12/do-toma-la-da-ca-da-javardice.html?showComment=1766001303000#c4799151467055422639
Viajei na linha do Tua (a viagem inteira, do Douro a Bragança) pelo menos duas vezes cerca de 1985. Que me recorde, a locomotiva não era a vapor. A viagem era deveras assustadora, por a linha e a carruagem serem muito estreitas e por vezes a linha estar numa estreita plataforma com falésia a cair diretamente sobre o rio.
Pois houve V. mais sorte que eu, que nunca nela viajei. Contentei-me com as linhas de Chelas e Xabregas por onde andei mais a pé que de comboio. Arribas, taludes a prumo, barrancos, pontes e tudo de Marvila à Madre de Deus e até ao túnel da bruxa (Xabregas) eram uma formidável aventura. Quem se assustava eram os meninos da mamã. Ficavam em casa. Nunca os queríamos nestas aventuras. Cumpts.
Caríssimo Bic:
ResponderEliminarGostaria de o parabentear por este magnífico «post» com o devido pedido de desculpas pelo barbarismo, pois que, ao fazê-lo, sei que sabia muito bem o porquê… E com toda a razão.
Tive a sorte de viajar nessa linha ainda na década indicada… Essa viagem ficará indelèvelmente marcada na minha memória, não só por ter sido a única, mas também por motivos pessoais, e, técnico-ambientalistas; com efeito, posso garantir-lhe que fiz essa viagem até Mirandela, do Tua, naturalmente, sempre em pé, pois a beleza, por vezes rude, mesmo, da paisagem era pura e simplesmente de tirar o fôlego… Ao ponto de acabar por ler tudo o que podia /havia sobre a parte técnica de construção da linha, uma primeira mundial em muitos aspectos…
A coisa foi de tal monta, que a linha acabou por ser classificada como Património Mundial da Unesco, sem qualquer surpresa da minha parte; surpresa, essa sim, foi verificar que os defensores do planeta, mesmo às custas dos seus habitantes, sucumbiram perante o melhor solvente das consciências: o dinheiro; às duas por três, esse « escol » da alienação ambientalista, deu o dito por não dito e servil e invertebradamente mesmo, ouso dizer, acabaram por dar luz verde a uma barragem da treta, que ao que sei, é responsável por 0,5% da produção eléctrica nacional, mas que na verdade é só metade, pois que metade da água é bombeada novamente ara cima, por não ser suficiente… E assim se sepultou uma jóia natural das pouca que tínhamos, sacrificada no altar da ganância; paz à sua alma!!!
Obrigado do comentário.
EliminarA sua grata recordação acaba como tudo neste ex-país e vai ao encontro do que outro comentador disse da marmelada da linha do Tua nomeando um dos marmelos de alto coturno que se lambuzou por lá e lambuza por cá.
https://biclaranja2.blogspot.com/2025/12/do-toma-la-da-ca-da-javardice.html?showComment=1766001303000#c4799151467055422639
O obrigado sou (sempre) eu, pelas suas ímpares dádivas de cultura nesta desgraça que já se chamou Portugal; Calorosos cumprimentos.
ResponderEliminarViajei na linha do Tua (a viagem inteira, do Douro a Bragança) pelo menos duas vezes cerca de 1985. Que me recorde, a locomotiva não era a vapor.
ResponderEliminarA viagem era deveras assustadora, por a linha e a carruagem serem muito estreitas e por vezes a linha estar numa estreita plataforma com falésia a cair diretamente sobre o rio.
Pois houve V. mais sorte que eu, que nunca nela viajei. Contentei-me com as linhas de Chelas e Xabregas por onde andei mais a pé que de comboio. Arribas, taludes a prumo, barrancos, pontes e tudo de Marvila à Madre de Deus e até ao túnel da bruxa (Xabregas) eram uma formidável aventura. Quem se assustava eram os meninos da mamã. Ficavam em casa. Nunca os queríamos nestas aventuras.
ResponderEliminarCumpts.