Fazer doze no Totobola é coisa mais vulgar do que treze. Mas no que toca a falar-se dele é ao contrário. Do que se sempre fala sempre é do treze, quere se faça, quere se não faça. Há ele até umas rhythmas meias esquecidas que me lembram agora:
Com um brilhozinho nos olhos
Dissemos, sei lá,
Tudo o que nos passou pela tola
Do estilo: és o number one
Dou-te vinte valores
És um treze no Totobola
Claro que acabar o passo com És um doze no Totobola não passaria pela tola. Dizer, do estilo, és o number two, dou-te dez valores, és um doze no Totobola — não poria nenhum brilhozinho nos olhos a ninguém. Se pusesse, seria um brilhozinho nos olhos, de choro, tal a mediocridade da conversa. E às duas por três, beber um copo nem dava para fazer o quatro nem para pintar o sete. Por tais contas, calhando, só bebendo uns poucos de copos antes, não só um.
O Godinho não fez portanto por tanto nem por menos.
Por isso soube-lhe a pouco e a tanto.
Sérgio Godinho, Com Um Brilhozinho nos Olhos
(Versão sonora do álbum Canto da Boca, 1981, c/ imagens ao vivo no Coliseu de Lisboa, 1995)
Curiosamente foi com 12 que tirei o melhor prémio no totobola até hoje, Cento e tal contos(no tempo do escudo) e o 13 ,inclusive com o super14 recentemente, nem metade desse valor,com o escudo ou com o euro.
ResponderEliminarTirei há dias um boletim dum escaparate da papelaria. Para ver em que paravam as modas.
ResponderEliminarNão tinha os jogos! E nem percebi aquela chinesice rebuscada do super 14 que li no rodapé. Coisa de sacar mais dinheiro, de certo.
Acabei sem perceber como se joga agora no totobola e sem vontade de aprender.
Ao diabo com aquilo!
Cumpts.