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terça-feira, 9 de setembro de 2025

No tempo da escola primária com professores

No tempo da escola, Estói [i.é, Estoi] (Saüdade 511, Portimagem, [s.d.])
No tempo da escola primária, Estói [i.é, Estoi], [s.d.]
Portimagem, in Flickr.


 


(Para calcar certas inteligências mais para baixo.)


 

3 comentários:

  1. Peço desculpa, mas deve escrever Estoi e não Estói. Até para que se pronuncie o "o" fechado (como está correcto) e não aberto. Obrigado

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  2. Sabe dizer-me se é a pronúncia da gente da terra, Estôi?
    Vejo que houve questão com a grafia Estói, cujo acento agudo no ditongo parecia marcar o timbre aberto na vogal. Nunca ouvi Estôi, mas nunca ouvi a gente da terra a dizê-lo também. E como aprendi Estói de ler, vai que o haja aprendido a rimar com herói e não com boi.

    Bem vejo agora também, pelas Ciberdúvidas, que a Lei 32/2005 — sem preâmbulo, sem aduzir razão ou explicação, e principalmente sem espaços nem sublinhados como no anúncio do código postal nos anos 70, ou sequer acentos agora… — alterou sem mais a grafia do nome da terra: «a povoação e a freguesia de Estói, no município de Faro, passam a denominar-se Estoi.»
    Parece-me bem a Assembleia com isto, pois não há nada como sem dúvida; determina-se e manda-se publicar. O caso é de nenhuma justificação e de igual importância, aliás, e com isto ninguém se chateia, nem o povo nem Visconde de Estói, antes pelo contrário. O visconde porque já morreu — mesmo que vivesse seria a bem dizer Visconde de Estoy, título dado por el-rei D. Carlos em 1906. A Estoy do visconde não está contemplada na lei da Assembleia. Só Estói. E Estoi, como manda a lei, o povo da terra talvez prefira.

    Que mais dizer?…

    Do que consultei agora, que vem de trás, estavam todos errados (o passado, nestes tempos actuais é assim: um erro crasso a precisar de penitência, quando não mortificação):

    Raul Proença, «Guia de Portugal, II Estremadura, Alentejo, Algarve», [repr. da 1.ª ed.], Biblioteca Nacional, Lisboa, 1927, p. 241 — Estói.

    Magnus Bergstrom, Neves Reis, «Prontuário Ortográfico e Guia da Língua Portuguesa», Empresa Nacional de Publicidade, [s.l.], [1955], p. 175 — Estói.

    A. Almeida Fernandes, «Toponímia Portuguesa (Exame a um Dicionário)», Associaçao para a Defesa da Cultura Arouquense, Arouca, 1999, p. 280 — Estói. — Este A., o Prof. Armando de Almeida Fernandes, até lhe crê origem germânica (asts, ramo, com sufixo oi) e que foi levado de Norte a Sul, do concelho medieval Vila Estói, hoje na freguesia de Valpedre, concelho de Penafiel. Tem graça esta origem e migração do topónimo de Vila Estói porquanto a Assembleia não decretou mudança de denominação para ela. Só para o povoado algarvio que dela tomou o nome, provavlemente por ser povoado por gente de lá. Tal é a vastidão do conhecimento das terras portuguesas e da sua história pela Assembleia.

    Que dizer, pois?…

    Só talvez que ainda hei eu de pensar melhor, se devo ou não passar a escrever Estoi por Estói como me educadamente pede o benévolo leitor. Mas só ao depois de o Congresso Nacional do Brasil ou Academia Brasileira das Letras emitirem lei, despacho ou decreto sobre o caso. Como sabemos, desde a sua Resolução n.º 35/2008, a Assembleia desta República Portuguesa trespassou o domínio da língua portuguesa para os brasileiros.

    Porém, enquanto esperamos, que me diga o sr. J.H.S. ou alguém que saiba, como diz realmente o povo o nome desta «linda aldeia edificada sobre um cômoro que domina a vasta planície banhada pela ribeira do Alcaide.»

    Obrigado do ensejo para estudar este assunto.

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