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sábado, 17 de maio de 2025

De camaradas carregados de livros (2616, para ser exacto)

«já [sic] é amanhã, camaradas» [arte cabotina], Palácio Galveias  (João Palmeira, 2025


 Um artista bom para contar livros. No sítio certo — a biblioteca das Galveias. Na profissão errada, porém. Era de o aproveitar melhor para assentar tijolo.


 Caso não, não se perdia tê-lo nas cargas e descargas, a lidar com paletes de livros, de tijolos, o que fosse.


 De MDF não sei o que diga, mas de ferragens parece-me este camarada bem capaz: às bestas, não é o que se faz…?


«já [sic] é amanhã, camaradas» [arte cabotina], Palácio Galveias  (João Palmeira, 2025
«já [sic] é amanhã, camaradas» [arte cabotina], Palácio Galveias (João Palmeira, 2025).


 


P.S.: a arte em primeiro plano é o que se vê: lombada à mostra, só a spinolada que deu o mote ao fim de Portugal; de resto, só o corte do miolo da livralhada histórico-política do séc. XX português — corte do miolo que bem assalta esta arte e estes artistas; de histórico, a política dá agora mais em mostrar ser isto do que o que os azulejos de Leopoldo Battistini em segundo plano ilustram, cujo holofote se vira muito sintomàticamente ao contrário, encobrindo a representação do combate da nau Chagas com os corsários ingleses ao largo dos Açores em 1594: desta memória esquecida, que quere-se lá agora saber, podemos achar um perdido relato pelo Capitão-Tenente da Armada, Francisco Maria Bordalo, n' O Panorama, n.º 42, de 21 de Outubro de 1854, pp. 332-333.


 

5 comentários:

  1. Qualquer ideia parva já há um bom tempo que é julgada uma obra d'arte.
    Lembro-me de ver uma reportagem em que se viam uns tantos a contemplar uma série de telas em branco.
    É o que temos.
    Um abraço

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  2. Assim é. Nada fazer.
    Abraço.

    (Deu bicaneco.)

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  3. Figueiredo18/5/25 09:38

    Espero que isto não tenha sido pago com o dinheiro dos Portugueses; só trampa é o que nos resta.

    Razão tinha o Presidente Rui Rio quando liderou a Câmara Municipal da Cidade do Porto e acabou com o chulanço desta escumalha liberal/maçónica que a pretexto da "arte" e "cultura" para eles, dedicavam-se a saquear o Orçamento Municipal subsidiando-se.

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  4. Deviam pagar-lhe em livros. Os que se para ali vêem que, a julgar pela amostra daquele que dá a lombada a mostrar o título, devem ser tomos não só de peso como de sustância. E com a sustância não me iludo. Foi dinheiriho do orçamento da cultura para cultura do povo; ou não tratássemos aqui de livros.
    A ordem de transferência foi dada por um confrade capacidóneo (irmão capaz e idóneo) nomeado e autorizado pelos homens e certificado por Deus para gastar o dinheiro dos outros.
    A bem da nação, certamente, embora se não possa dizer assim.
    Cumpts.

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