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segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

Missal de hoje

Passei a vista pelos jornais esta manhã e o rosário era este.


Diário de Notícias, 20/I/25


 


 No meio da cegada armada pelo carinhoso contrabando de imigrantes e da alienada produção galopante de «novos portugueses» (isto não vai parar, por isso no-lo tentam amaciar…) os portugueses naturais têm, contritos, de aturar esta m… missa do Diário de Notícias:



« O DN [sic] obteve dados estatísticos [sopraram-lhos da central de propaganda para que alardeasse recado em parangonas] que mostram que em 2023 se registou o segundo rácio [sic] mais baixo de estrangeiros detidos [afinal há contagem de estrangeiros para estatística…] pela PJ [sic] nos últimos 15 anos [… e a contagem não é de agora]. Isto quando o número de imigrantes residentes em Portugal [se são imigrantes em Portugal, residentes é redundância] superou um milhão [> 10% da população…] contra 454 mil em 2009 [< 5%, logo, aumentou para mais do dobro, fora os de que se nem sabe…]



 Há sofisma em os estrangeiros detidos serem insinuados como uma boa tendência recente (2023). Dizê-lo como segundo mais baixo é justamente porque o universo de estrangeiros em Portugal em 2023 era mais do dobro de 2009.
 Ou seja, os crimes violentos (só estes; dos outros crimes todos fico por saber)  hão certamente de ter aumentado, mas não na razão directa do aumento do número de estrangeiros, o que é apesar de tudo insinuado como bom — e não é, porque houve real aumento de crimes. —  Quanto a isto é também fácil  de conjecturar que uma maior parte de estrangeiros por aí deva, já hoje, de incluir grande dose de mulheres, filhos, pais e avós que se juntaram à primeira linha de homens que aqui têm dado à costa desde 2009. Isto para me cingir só à cronologia da missa do Diário de Notícias. Somo-lhe, porém, ainda, as mulheres que vieram cá só parir (fenómeno dos últimos, quê, 3, 4, 5 anos?) e que ficaram logo assim por «novas portuguesas» à conta duma boa-hora, e que acto contínuo juntaram o respectivo rancho familiar. Tudo gente que engrossa o universo de estrangeiros mas que por diluir a concentração da camada social de maior potencial de crime violento nem interessa levar em conta.


 Outro sofisma é a estatística invocada ser só de crimes violentos; nada de traficâncias de negreiros nem furtos de pilha-galinhas — quiçá até crimes ódio em línguas que nenhum português natural entenda e que, assim, nem existem. Só crimes violentos e deles só os contados pela Polícia Judiciária; tudo o restante, reportado (ou não) à P.S.P. ou à G.N.R. fica por saber. Ou seja, também não existe.


 Por fim, nem o idioma dos portugueses o Diário de Notícias trata bem: as siglas D.N. e P.J. haviam de levar pontos de abreviação; e «rácio» é lingua de pau; se soubessem português diriam «razão», que já os portugueses (os naturais) a tomaram do Latim há muitos séculos, muito antes até de os textos jornalísticos se tornarem por cá uma paráfrase do «amaricano».


 


Público, 20/I/25


 


 O Público, é a m… miséria do costume. O Trump da América enche a primeira página, mas só para receber ferrete de «ditador», coisa nunca vista com figurões como José Estaline, Mao Zedong, Fidel de Castro p. ex.
 «Imigrantes, clima e tarifas» são inculcas da malevolência do dito «ditador», tirano não só sobre as gentes (imigrantes), como com o mundo (clima) ou com a gente (nós, os do protectoradozinho ocidental e os outros da U.E. — tarifas).
 A tira acima do cabeçalho do pasquim é outro recado a insinuar a maldade da polícia (instituição), que mantém em serviço polícias (homens, não mulheres, subentenda-se) condenados por violência doméstica. Não é mera notícia. É uma série nova (leia-se campanha) nova, especial.
 Era necessário. A Polícia precisa de ser posta na ordem.
 Mais que dar notícias, o jornalismo do Público empenha-se a fundo na salvação do mundo pela denúncia da malvadez dos polícias em particular no seu quotidiano familiar, como da própria malvadez institucional da Polícia de Segurança Pública como agremiação dessa gente malvada.


 No fim, notícia de pé de página: o treinador do Porto arrisca demissão (i.é, ser demitido, ou despedido).
 Despedido!
 Ora estes defensores acérrimos do proletaridado, nesta notícia, nem tomam as dores do trabalhador que arrisca demissão (i.é, ser despedido, o pobre de Deus!…), nem acertam no teor da notícia, porque o vil patrão logo às 2h00 da madrugada informara ao mundo e à nação tripeira reunida em manifestação espontânea à porta do Dragom, em comunicado solene, o despedimento do trabalhador. Ora, jornalismo autêntico, noutro tempo, e paravam imediatamente as rotativas. Atrasava-se o jornal, os ardinas que esperassem, mas refazia-se a notícia e a primeira página, a bem da verdade.
 Pois, para o jornal Público, tanto faz…


 


(Recorte e pasquim ajeitados das capas de jornais do Sapo.)

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