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segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Umas tiradas bem calhadas


« […] Uma ideia de produção tão baratinha que custou apenas a impressão de uns quantos pendões, acabou por ser publicitada junto de milhões de portugueses, de borla, pelos cromos do estabelecimento e através da imprensa corporativa […]


 



 


« Há até que admitir que os políticos em Portugal ganham mal, como toda gente ganha mal, talvez com excepção do Mamadou Ba e de um ou outro banqueiro mais atrevido.


« É claro que ganhar mal não é a mesma coisa para toda a gente. Mesmo auferindo um salário modesto para chefe de estado, Marcelo Rebelo de Sousa será sempre remunerado acima do que merece, por exemplo. E considerando só o universo dos deputados da A.R., há aqueles que nos fazem rir, que deviam ganhar mais, aqueles que nos fazem chorar, que deviam ganhar menos, e aqueles que nem sequer têm a oportunidade da comédia ou a hipótese do drama, que se limitam ao estatuto de NPC’s [maria-vai-com-as-outras, leia-se] e que por isso não deviam receber o salário de actor, mas o de figurante.


« Se a Assembleia da República funcionasse segundo um critério meritocrático, produziria seguramente [hum!…] alguns deputados milionários [talvez], mas no cômputo geral a actividade parasitária do hemiciclo sairia mais barata ao erário público porque dos 230 deputados que lá estão, 200 seriam pagos como tarefeiros.»


Afonso Belisário, «De salários e pendões ou a indignação contraproducente», Contra-Cultura, 2/XII/24.


 


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