Aparato documental dado ao leitor de maneira a mais adensar o enigma que a resolvê-lo. A tese proposta pode conjecturar-se (com imaginação) dum ou outro documento ou de todos e mais algum — aquele que el-rei D. Sebastião diz que redigiu estando cativo e não morto, mas que se não acha nem achou.
A tradução e transcrição dos documentos coevos da batalha facilitam a leitura. A ortografia foi actualizada. Presumo o mesmo dalgum vocabulário e da sintaxe. A A. não no-lo diz, porém. Uma ou outra conjugação verbal da 2.ª pessoa do plural falha, o que nos nossos dias não espanta, mas é triste verificá-lo.
A arenga sobre o Estado Novo na introdução é de cartilha. Totalmente despropositada e contraditória com o nacionalismo que subjaz à tese e que é expresso nas considerações finais.
Uma espécie de romance de crime e mistério ou intriga palaciana com a História Política do séc. XVI. Como «tese de doutoramento», nem imagino a arguição que teve (terá, teria…)
(29/IX/24, pela manhã.)
![Gisela Ildefonso, «D. Sebastião: o regresso do enigma», [s.l.], [ed. de A.], 2023]](https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gec17d7e7/22700862_sR6Mw.jpeg)
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