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segunda-feira, 28 de outubro de 2024

Alice Vieira, Esta Lisboa

Esta Lisboa / Alice Vieira, António Pedro Ferreira (fot.). — [Lisboa] : Caminho, [1993]. — 200 p. : Il.; 31cm


 


 Um livro muito bem escrito: viajo no mito que é Lisboa pela poesia dum livro, porque Lisboa hoje não é já nada do que a A. tão bem soube escrever.
 Melhor assim, pois viajo deste modo em sonho por uma Lisboa de lenda e história; vogo pelas águas do Tejo, sorvo as dos chafarizes e das fontes; ando pela a Baixa dos terramotos (não houve só aquele…); delicio-me na gastronomia, entretenho-me no fado, nos cafés; sigo a fé nas procissões; acompanho a burguesia pelo Chiado; as gentes nas vilas, pátios, bairros, feiras; vejo as modas no Passeio Público, na Avenida, nos jardins; ouço poetas, escritores; assisto a revoltas e reviravoltas da História; visito monumentos e museus em bilhete postal…
 Sonho datado. Vem-me duma Lisboa dos alvores dos anos 90, que vi, vivi e me desencantava já, quando a comparava com outras épocas que não vi nem vivi. Mas era Lisboa. Revejo-a agora com saudade enquanto leio, porque…
 Porque?…
 Enfim!…

 Um erro — o Carmo não viu o presidente Thomaz em 25 de Abril; uma gralha — D. Afonso V, o Africano vem por D. Afonso IV, o Bravo do Salado a propósito do Paço do Lumiar; e meu pai, que aparece nos Restauradores na p. 113.


 Um belo livro de ver e sobretudo de ler.


 




«Esta Lisboa» / Alice Vieira, António Pedro Ferreira (fot.). — [Lisboa] : Caminho, [1993]. — 200 p. : Il.; 31cm.


(1/X/24.)

2 comentários:

  1. Do tempo em que se cantava a Lisboa não sejas francesa. Hoje em dia já não sabemos o que cantar.

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  2. Lisboa, Portugal, é só um sítio qualquer. Olha-se em redor e o que se vê não se parece com nada.

    Cumpts.

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