« Os lisboetas dilatavam as narinas farejando avidos para dentro da porta da Santa Casa. Cheirava-lhes a cem contos de réis distribuidos em cautelas de trez vintens, que são as escudelas do tempo de agora…»
Alberto Pimentel, Espelho de Portuguezes, v. I, Lisboa, Parceria A. M. Pereira, 1901, p. 74.
A multidão, no Largo de S. Roque, espera o número da taluda do Natal, Lisboa, 1938.
A. n/ id., A.N.T.T., Empresa Pública Jornal «O Século», Álbuns Gerais, n.º 61, 4700M.
De repente, como estala um trovão sêcco, de Maio, parte da Santa Casa a abalada dos cauteleiros, que descem de escantilhão pelas escadas do Duque, empurrando, atropellando, derrubando.
Vão levar aos cambistas a noticia do numero feliz. Querem ganhar alviçaras da boa nova, e por isso correm á porfia a ver qual ha de chegar primeiro.
Ouvem-se varias vozes dizer: 5:723! 5:723! Foi esse o numero, o do premio grande, cem contos, nada menos — um seculo de oiro! E´ a riqueza que passa, que foge, que vôa, como tudo passa n' este mundo…
Id., ib., p. 76.
Aspecto da corrida dos alvissareiros da lotaria do Natal, Lisboa, 1927.
A. n/id., A.N.T.T., Empresa Pública Jornal «O Século», Álbuns Gerais, n.º 7, 1808B.


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