| início |

segunda-feira, 23 de outubro de 2023

Das musas da Carris

 Das etymologias tenho que tôdo o museu é templo ou santuário de musas. O da Carris também o será e, assim sendo, cuido que haverá de por lá rondar principalmente Clio, a musa da História. Todavia parece-me uma ronda meia de esguelha, meia daltónica, meia vesga… Ou amba-las três, pois que — já por aqui o disse antes — baralhou as cores dos volantes dos autocarros A.E.C. históricos. Lembra-me a memória e não mo nega a História que eram êles, os ditos volantes, verdes nos autocarros dum só piso e vermelhos nos autocarros altos de dois andares. Sucede que andam ao contrário nos autocarros do museu da Carris.
 Isto, de Clio ser daltónica.
 De andar por ali de esguelha, ou de mesmo ser vesga, descobri agora que o 301 se passeia luzidamente por aí com o emblema da Carris mal centrado na carroçaria.


A.E.C. Regent V, n.º de frota 301 (c/ logótipo mal centrado), Belém (Museu da Carris, 2023.)
A.E.C. Regent V, n.º de frota 301 (c/ logótipo mal centrado), Belém, 2023.
Fotografia: A. n/ id., Museu da Carris, in Livro das Fuças.



A.E.C. Regent III n.º de frota 240 na carreira 4A [?], Rossio de Lisboa, c. 1960. Fototipia animada dum original de Portimagem, in Flickr.
A.E.C. Regent III n.º de frota 240 na carreira 4A [?], Rossio de Lisboa, c. 1960.
Fototipia animada dum original de Portimagem, in Flickr.


 E, pois, assim é. Clio a precisar de óculos?!… Ou, alguma partida de Thália. Ao fim e ao cabo já é hábito firmado dizer que se a História repete é como comédia.

Sem comentários:

Enviar um comentário