No meu tempo de menino o Cornetto era o maior sorvete do cartaz. E coisa rara. Só ao domingo ou quando me a madrinha dava um dinheirito é que me lambuzava com um Cornetto.
São coisas que mudam. Melhoram como da longa noite para a plena liberdade. E o magnífico dêstes tempos de agora meço-o pela pluralidade de Magnuns no cartaz, tôdos mais chiques e mais caros que o Cornetto. Com o pouco mais de rajás que sobram no cartaz é mais ou menos como o Ford T, o primeiro automóvel produzido em série. Podia escolher-se em qualquer côr desde que fôsse preto. Por aí me parece que vai o cartaz da Olá.
Agora, os preços dos gelados são "chiques a valer", de modo que o dinheirito da senhora madrinha não chegaria para tal excentricidade...
ResponderEliminarEra o melhor, infelizmente a Olá caiu em decadência, perdeu qualidade, o actual símbolo da marca é muito feio e parolo - não tem identidade - o cartaz é muito pobrezinho, e as embalagens/invólucros dos gelados têm um mau grafismo, quer dizer, «design».
ResponderEliminarVeja lá que até o chiclete do Epá foi banido.
O reclame do vídeo que publicou é impecável, até à Década de 90 do Século XX realmente valeu a pena.
Vexa mostra coisas lindas. E eu procuro outros exemplos:
ResponderEliminar#publicidadeantigaportuguesa - YouTube
https://www.youtube.com/hashtag/publicidadeantigaportuguesa
Talvez se encontre uma ou outra coisa gira dos tempos em que neste país se trabalhava.
cumps
De que ano são esses filmes?
ResponderEliminarCumpts.
Boa tarde
ResponderEliminarOs gelados da Rajá eram melhores que os da Olá.
E os chocolates da dita marca era também excelentes.
Cumprimentos
A marca Rajá era portuguesa? Ainda existe?
ResponderEliminarA marca Rajá foi vendida em 1970 à Olá da Jerónimo Martins.
ResponderEliminarCumpts.
Agora há mais fartura. E com ela a Olá pôs o Perna de Pau a 260$00. O ano passado era a 200 mil réis. É quási 1/3 mais caro, ou 30% de inflação, na maneira de dizer dos jornais.
ResponderEliminarCumpts.
Pois é!…
ResponderEliminarNos anos 90 apareceram os Magnuns. Lembra-me que era uma novidade chique a valer, não sei se com o prêço já por cima do Cornetto — calhando, não — ou se andava êle pelo mesmo para filhar a freguesia.
Eh pá, a pastilha do Epá diz que foi por causa das creancinhas. Regras da C.E.E, não sei se de paranóides da segurança — diz que se os meninos podiam engasgar —, se algo mais perigoso como o que ditou uma directiva sôbre o arco de curvatura do pepino a vender na praça.
A pastilha do Epá era uma bolinha igual à que por anos e anos qualquer miúdo tirava sem se engasgar por 5 ou 10 tostões daquelas maquinetas de rodar o manípulo que havia à porta de qualquer café.
Enfim!…
Cumpts.
Um preto de cabeleira loira ou um branco de carapinha não é natural. O que é natural e fica bem é cada um usar o cabelo com que nasceu.
ResponderEliminarUse diàriamente Restaurador Olex!
Restaurador Olex dá ao seu cabelo a cor primitiva.
Agora nem se pode dizer preto. Salvo se fôr o feijão.
Cumpts.
Se comi algum seria muito pequeno. Não me lembra. Só me ficou a marca como sinónimo de gelado. Dos Esquimaux é igual. Ficou a expressão do esquimó fresquinho para dizer rajá, ou gelado. Já ambas vão esquecendo às novas gèrações, eu me parece.
ResponderEliminarCumpts.
A Olá que é hoje duma multinacional de sabões e lava-loiças. E daí o gelado único Magnum e o fim do emblema da Olá.
ResponderEliminarParece que esta vida é sempre a perder, como diziam numa canção.
Cumpts.
Êste do Cornetto deve sêr do tempo do Cavaco. Posterior ao da Julie Sergent, porém. E ao da… da televisão a preto e branco
ResponderEliminar.
Cumpts.
Fui ler a directiva sobre o arco de curvatura do pepino. É uma imundície mesmo perdoando a burocracia.
ResponderEliminarA burocracia é a arte de tornar o simples em complicado através do inútil.
Cumps
A Rajá foi propriedade de um dos donos do maior laboratório farmacêutico português — Luso Fármaco.
ResponderEliminarPaolo Cocco.
Exacta definição. Se somarmos a estupidez à cupidez dos seus agentes devemos chegar ao zénite da civilização, como se tem visto, aliás.
ResponderEliminarCumpts.
Não é paranóia com a segurança, é antes uma frustração, inveja, e traumas pessoais, de certa gente - talvez quando eram crianças pediam um Epá e os Pais davam-lhes um estalo, depois iam beber copos para o café - daí certas coisas depois surgirem à boleia de outras, infelizmente.
ResponderEliminarEm relação à curvatura do pepino e demais normas presentes na directiva que consta na ligação, só lhe tenho a dizer que há coisas do arco-da-velha.
Essas máquinas eram espectaculares, em ferro e havia junto de tabacarias, clubes de vídeo, cafés, etc., algumas, talvez por defeito, por vezes lançavam duas bolinhas de chiclete em vez de uma.
Ah ah ah!
ResponderEliminarEsses pais de dar estalada pela pedincha dos filhos são da velha guarda, mas cuido que no tempo do Epá já se modernizavam a emborcar mines, em vez do velho copo de três.
Cumpts.
Não é correcto você não dar um brinquedo ou um gelado - por exemplo - a um filho, e ainda por cima dar-lhe umas lambadas, para depois pegar no dinheiro e ir para o café beber copos ou consumir/comprar outra coisa qualquer; isso é de gente mal-intencionada.
ResponderEliminarO dever dos Pais é proporcionar aos filhos tudo aquilo que faz parte de uma infância normal, e que lhes dá conforto, satisfação, e carinho.
Tem razão. Fiz uma caricatura. Conheci miúdos com pais de certo modo severos, mas confesso que nenhum como o que o que descrevi.
ResponderEliminarO que recordo dêsse tempo da velha guarda são pais disciplinadores. Severos, mas não não brutos tão gratuìtamente só porque o petiz lhe pedia um gelado. Normalmente um açoite por uma maldade.
Cumpts.