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domingo, 5 de março de 2023

Do sublime e do nojo

 Tempos desgraçados êstes. Duma degradação civilizacional atroz. Nem sei mais o que dizer sôbre esta m… porcaria tôda que vejo à minha volta. Cada vez mais!…
 Dum magnífico Handel, a voz sublime de Sabine Devieilhe dá-me tudo para me encantar. Mas só ouvindo porque o audiovisual, meu Deus!
 Procurei-lhe uma alternativa à gravação de Dezembro de 2020 (maldito ano) com a orquestra Pigmalião, a que me mais agrada de Júlio César no Egipto (HMV 17, Acto II), «Se pietà di me non senti». Procurei-a pela miséria do mascaralho dos músicos da orquestra. Insuportável!
 Pois, parecia…
 O que me aparece é bem pior, dum nojo tal que nem sei que mais diga. — Voix sublime et mise en scène de merde...Que va-t-on encore demander aux chanteurs, grimper aux rideaux pour montrer leur talent?? Courage Sabine... é o comentário que achei e que diz tudo, simplesmente. Se ponho o filmezinho aqui é pelo exemplo do nível vergonhoso em que esta nossa civilização decai. Cuido que vamos até bem entregues ao diabo…




Sabine Devieilhe, Se pietà di me non senti
(Handel: Giulio Cesare in Egitto, HMV 17, Acto II)


 Mal por mal… Porém só ouvindo e, tentar não ver os músicos, pois…



Sabine Devieilhe, Se pietà di me non senti
(Handel: Giulio Cesare in Egitto, HMV 17, Acto II)
Raphaël Pichon (maestro) e orquestra Pygmallion, Warner Classics/Erato, 2021

2 comentários:

  1. Se Vocemessê fosse meu inimigo, aconselhava-o vivamente a ver o Festival (RTP) da Canção neste sábado próximo, mas como não lhe quero mal...

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