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segunda-feira, 29 de agosto de 2022

Plano de Educação Popular, LIV

Metido agora a encadernador.


 


Baltazar Cardoso Valente, Alberto Cardoso, «Como se Encadernam os Livros», [Lisboa], Campanha Nacional de Educação de Adultos, 1956, p. 9


Baltazar Cardoso Valente, Alberto Cardoso (il.), Como se Encadernam os Livros, Col. Educativa, Série L, n.º 3,  [Lisboa], Campanha Nacional de Educação de Adultos, [Min. da Educação Nacional / D.-G. da Educação Permanente], 1956.

quinta-feira, 25 de agosto de 2022

Os três Antónios

 Já contei esta uma vez.
 No meu liceu havia três Antónios; um que era o Galo. Nã' sei já por que era o Galo. Tinha menos carisma do que uma galinha. Usava risco ao lado e uns óculos daquêles com lentes assim. Tinha muito mais ar de António do que de galo.
 Outro era o António da Rua António Pedro. Era brincalhão e perturbava muito as aulas. Com uma professora de Biologia que nunca mandava calar ninguém ; calava-se ela, em vez). Nunca expulsava ninguém; era a professora mais complacente e passiva que se alguma vez já viu. Pois o António da Rua António Pedro fez tanta vez tantas, tantas, que finalmente conseguiu a ordem: – António, agora sai! – O tom foi tudo menos imperativo, diga-se, mas o António saiu, plácido e sereno.
 Êste era o segundo António.
 O terceiro eu não me lembrava, mas olha, lembrei-me agora! Era o Acabu. — O Acabu, pá! — Lembrei-me agora dos três Antónios e dêle quando vi uma da Rua António Pedro onde a fábrica de cervejas também acabu.


Sociedade Central de Cervejas e garagem Tomarense na R. Ant.º Pedro, Lisboa  (H. Novais, c. 1940)
Rua Ant.º Pedro (trôço inf.), Lisboa, c. 1940.
Horácio Novais, in bibliotheca d' Arte da F.C.G.

quarta-feira, 24 de agosto de 2022

Panorâmica, mais outra…

 Vista do castelo para N. O monte de S. Gens e a Penha de França em plano mais afastado. Achar o hospital de Arroios é fácil. E a paroquial de S. Jorge de Arroios?


Panorâmica sôbre as Olarias, Monte de S. Gens e a Penha de França, Lisboa, 3.º quartel do séc. XIX. A. n/ id., in bibliotheca d' Arte da F.C.G.
Panorâmica sôbre as Olarias, Monte de S. Gens e a Penha de França, Lisboa, 3.º quartel do séc. XIX.
Repr. dum or. de A. n/ id., col. de Horácio Novais, in bibliotheca d' Arte da F.C.G.

terça-feira, 23 de agosto de 2022

Panorâmica, outra…

 Tomada do mesmo sítio da anterior, rodando para N, para o lado do Destêrro.


 Panorâmica sôbre o Destêrro e a Bemposta, Lisboa (A. n/ id., 3.º quartel do séc. XIX)
Panorâmica sôbre o Destêrro e a Bemposta, Lisboa, 3.º quartel do séc. XIX.
Repr. dum or. de A. n/ id., col. de Horácio Novais, in bibliotheca d' Arte da F.C.G.



 No canto inf. esq. o zimbório oitavado, o telhado da nave e a tôrre sineira da igreja do Socorro.
 Na meia esq. o arvoredo do Campo de Sant’ Anna.
 Em plano central o Hospital do Destêrro. Distingo bem o trôço superior da Rua Nova da Palma, rasgada em 1862 da Carreirinha do Socorro ao Intendente. Por ela, antes do muro e jardim, o primitivo palácio de Geraz do Lima, ao depois Folgosa, que foi comprado e truncado pela câmara para alargamento da Rua da Palma já nos anos 30, salvo êrro.
 Acima do Hospital percebemos o paço da Bemposta com a sua capela e «tôrre» do relógio que lhe está fronteira (Posto Astronómico e Geodésico).
 Na banda direita, a meia altura, quem identifica à antiga igreja dos Anjos, demolida para se rasgar a Av. D.ª Amélia? Os fados atravessaram-na no caminho da nova avenida o que lhe ditou a sorte. Foi demolida em 1907.
 Em plano afastado edifica-se o hospital da Bemposta, hoje dito de D.ª Estefânia; distinguem-se lá o corpo central e a ala nascente, bem assim o torreão da ala poente. Iniciado no fim do reinado de D. Pedro V, foi inaugurado em 1877 por el-rei D. Luiz.
 Eis de quando pode ser esta photographia.

sábado, 20 de agosto de 2022

Uma panorâmica de Lisboa do 3.º quartel do séc. XIX?

Panorâmica tirada sobre a Calçada Nova do Colégio, o Hospital de S. José e a Igreja das Pena, Lisboa (Col. de H. Novais,  3.º quartel do séc. XIX)
Panorâmica tirada sobre a Calçada Nova do Colégio, o Hospital de S. José e a Igreja da Pena, Lisboa, 3.º quartel do séc. XIX.
Fotografia da col. de Horácio Novais, in biblioteca d'Arte da F.C.G.



 Panorâmica tomada do Castelo sôbre a Calçada Nova do Colégio, o Hospital de S. José (antigo Colégio dos jesuítas ou Colégio de S. Antão-o-Novo, dali o nome da calçada) e o Campo de Sant' Anna. Ao centro distigue-se bem a paroquial de N.ª Senhora da Pena, à Calçada de Sant' Anna.
 A praça de touros do Campo de Sant' Anna é aquele corpo negro raso na meia direita, em chãos da Faculdade de Medicina; foi demolida a praça em 1889. Detrás de si vejo o casario ocidental do Campo de Sant' Anna (ou Campo dos Mártires da Pátria), lá onde são a legação da Alemanha, antiga Faculdade de Direito, e o antigo palácio dos viscondes de Valmór.
 No têrço inf. esq. ainda distingo o trôço da cêrca fernandina adjacente à Calçada do Jôgo da Péla.
Ao fundo, no quadrante sup. esq. avisto os grandes volumes do quartel do Vale do Pereiro (R. Braamcamp) e, detrás, com sua chaminé cónica, o Pátio dos Geraldes (aprox. no gaveto S das actuais ruas Castilho, Rodrigo da Fonseca e Av. Joaquim Ant.º de Aguiar).
 Não avisto sombra da Rotunda, do Parque, sequer da cadeia penitenciária de Lisboa que foi começada a edificar em 1873. Antes distingo bem, a meia altura na banda esquerda da imagem, a Rua do Salitre e as fachadas dos prédios de rendimento da Praça da Alegria de Baixo que fechava pelo lado N o Passeio Público no que é hoje o leito da Avenida por alturas da Rua das Pretas.
 Anterior, portanto, à edificação da Avenida e dos adjacentes bairros de Rosa Araújo [de Barata Salgueiro, digo] e de Camões (Conde de Redondo), arrisco dá-la ao 3.º quartel do séc. XIX.

sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Av. Casal Ribeiro, Lisboa

Av. de Casal Ribeiro, Lisboa, 1964 (A. Madureira, in archivo photographico da C.M.L.)
Av. Casal Ribeiro (trôço inf.), Lisboa, 1964.
Arnaldo Madureira, in archivo photographico da C.M.L.

Paradoxo de modernice

Arquitectura que despreza o Modernismo e o cavalga com o post moderno.


«Av. de Casal Ribeiro, 26», Lisboa — © 2022
Av. de Casal Ribeiro, 26, Lisboa — © 2022

Credo e homilia

Certificação Acreditada ISO 14001 = De acordo com a moral e os bons costumes, Alfragide — © 2022
Certificação Acreditada ISO 14001 = De acordo com a moral e os bons costumes, Alfragide (e Mundo inteiro em redor) — © 2022


 


Play by the book = Segue a Sagrada Escritura, i.é, Certificação Acreditada ISO &c., Alfragide (e Mundo inteiro adjacente) — © 2022
«Play by the book» = Segui a Sagrada Escritura!, Alfragide (e globalização envolvente) — © 2022

A descaso do cheiro a mijo por essas esquinas…

  O medinho incutido aos simples e/ou o simples livrar-se da sarna pelos inteligentes condicionados leva ao susto permanente: um balão esterilizado (balão ou lá o que seja) de recolha de urina para análises mais parece coisa radioactiva.
 


«Biohazardo» — © 2022
Por segurança, com segurança, em segurança, a vós, deus Medo todo-perigoso, na perplexidade do Santo Susto, toda a honra e toda a glória e para quanto durar a paranóia — A.D. 2022

domingo, 7 de agosto de 2022

Ai Mouraria em 78 rotações




 Há tempos publiquei uma versão de «Ai Mouraria» em 78 rotações acompanhada ao piano, com a imagem dum disco da Melodia a ilustrar. Venho a ver que a que a gravação do fado que então pus era dum disco da Continental, brasileira, uma das primeiras gravações de Amália, feitas no Brasil em 1945. Uma gravação com Fernando de Freitas e Gonçalves Dias. Diz que se cá dizia se Amália gravasse um disco as pessoas deixariam de a ir ver cantar e assim acabou por gravar primeiramente no Brasil.
 Da editora Melodia, descubro agora, a gravação será por ventura a que deixo e é de 1952, com acompanhamento de guitarras e orquestra, e dir. de Ferderico Valério; no lado B de «Que Deus Me Perdoe».


 


sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Da catequese…

 Dantes, dizer mal dos padres no jornal era sacrilégio. Agora a religião é outra.


Expesso (Expesso, isso mesmo),</em> 5/VIII/22
Expesso (Expesso, isso mesmo), 5/VIII/22.


 A capa do eco-saco de plástico desta semana parece estimulação contraditória e, lá o será…
 Pois bem! — O saco de ex-plástico publicou? — Certos e seguros, os sagrados sinos da rádio e TV repicam-no esta manhã hora a hora, infrenes.


 O ferrete anticlecrical do ex-saco de plástico é de catálogo: propõe um vilão agressor (a Igreja) personificado no seu agente essencial: o sacerdote — uma heresia monstruosa, medonha; já as vítimas, coitadinhas, são apresentadas à compaixão do leitor, em dobro: à uma os meninos crentes, comidos pelo papão (salvo seja, mas, a bem da beatitude do jornalixo, não confundir papão com Papa!); à outra os desgraçados homossexuais, enganados por essa construção social opressora que é a anatomia. Um caso complicado!…


 Vai de desconstruir, portanto.


 Assim: de os vilões objecto da notícia serem eles homossexuais, activos, chiu! Nada de o exprimir. São é padres. Padres. Já daqueloutros sacerdotes da santa madre democracia — uns que jazem lá nas calendas da Casa Pia — mais chiu ainda! Nem lembrar!… — E de os hipócritas agentes da notícia serem moralões catequistas da sodomia, a estimulação contraditória lá fará seu efeito na sua confusão. O do restante, que é a gente, nós bem entendemos…


 Esta catequese, cá, vai por aí agora nos mancebos. Um atraso, estas élites por cá!… Na Inglaterra e nos Estados Unidos vai já ela desenfreada nos meninos das creches, levada a cabo por travestis contadores de histórias aliciantemente infantis.

quinta-feira, 4 de agosto de 2022