
Era uma vez… Portugal…, [s.d].
Portimagem, in Flickr
segunda-feira, 25 de abril de 2022
quarta-feira, 20 de abril de 2022
sábado, 16 de abril de 2022
terça-feira, 12 de abril de 2022
Diário da Manhã
Cheira a torradas na escada. A D.ª Tânia do 2.º tem hoje o «Papa Don’t Preach» da Madonna. Ressoam de lá muito os anos 80. No outro dia era o «True» dos Spandau Ballet. Mediante isto não devia havê-la por D.ª, antes só Tânia. Mas os anos 80 foram há já trinta anos… Oitenta por oitenta — em tempos de há oitenta anos, entendei —, se soasse seria o Fado Malhoa ou assim; numa telefonia sintonizada na Emissora ou no Rádio Clube. E por Tânia do 2.º haveria de ser Amélia; D.ª Amélia. Descontando a naftalina disto tudo, o cheiro a torradas havia de ser igual.
Na esplanada do café (coisa moderna, a armar ao fino; mesmo assim, já dos anos 70 e, logo aí em largos e praças de aldeias, porque… — porque era o progresso; e porque antes dêle seria ao balcão da taberna)… Dizia eu: na esplanada do café (duas mesas de plástico com cadeiras postas na calçada do passeio) um, com uma cerveja de ante; outro, com uma tacinha de tinto. Ambos mais a dormir do que acordados, que o petróleo às tantas já deixa de alumiar… — Por castiço salva-se o do tinto; se fôr do carrascão.
Está um daquêles dias incertos de Abril. Ora chove; ora há uma olheirada.
Amália, Fado Malhoa
segunda-feira, 11 de abril de 2022
Carroça do lixo
domingo, 3 de abril de 2022
No tempo em que a C.P. era azul
Ao depois daquêle ano do grande acidente nacional não sei que deu nas modas; os transportes ficaram todos côr de laranjas: foram os comboios, foram os autocarros, as camionetas da carreira, os cacilheiros… Meio caminho para ficarem vermelhos?…

Comboio de mercadorias, Contumil, 1974.
Jorge Woods, in Flickr.
sexta-feira, 1 de abril de 2022
Quando os guarda-freios da Carris ainda usavam boné
Ou quando ainda tinham pipas, as tabernas, que era só num momento antes.

Largo de Santo André, Lisboa, 1967.
John F. Bromley, Lisboa: diapositivos 1962–2004, in Flickr.

