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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Ainda a Lisboa modernista

Peixeira para os lados da Estatística, Lisboa (H. Novais, post 1934)
Palácio da Estatística (lado sul), Lisboa, c. 1935.
Horácio Novais, in bibliotheca d' Arte da F.C.G.

 Ainda a Lisboa modernista e ainda a Av. de Ant.º José de Almeida; aqui estavam a calçá-la — a Manuel da Maia nem isso… Já havia freguêsas para varinas ambulantes…
 O Palácio da Estatística parece acabado. Foi inaugurado em Maio de 34. A moradia que ao longe fecha o horizonte entre o Palácio da Estatística e o Técnico foi construída por 1935-36 e também aqui parece acabada.
 Antes de 34 o panorama do lugar era mais ou menos…?

7 comentários:

  1. Caro Bic Laranja
    As fotos que vem publicando, são maravilhosas para testemunhar outros tempos. Muito obrigado.

    Se mo permite,transcrevo aqui parte da minha colecção sobre este tema:

    De 1930 a 1974, Obra efectuada na Região de Lisboa:

    1) Construção de Bairros Sociais.
    (Arco do Cego (conclusão); Madre de Deus; Encarnação; Caselas; Alvalade; Olivais; Santa Cruz (Benfica); Bairro para a Guarda Republicana no Alto do Pina, etc.).

    2) Construção do Aeroporto Internacional da Portela.

    3) Construção do Aeroporto Marítimo de Lisboa.
    (Hoje extinto. Na Doca dos Olivais está actualmente instalado o Oceanário de Lisboa).

    4) Construção do Instituto Superior Técnico.

    5) Construção da Cidade Universitária de Lisboa.
    (Faculdades de Direito e Letras, Reitoria, Cantina e o Complexo do Estádio Universitário e Faculdade de Medicina no Hospital de Santa Maria).

    6) Construção do novo Edifício da Escola Técnica Industrial Marquês de Pombal.

    7) Construção do Liceu Filipa de Lencastre, no Arco do Cego.

    8) Construção da Escola Técnica elementar Francisco de Arruda e mais oito similares.

    9) Construção da Escola Comercial Patrício Prazeres.

    10) Construção da Biblioteca Nacional
    (Incluindo a trasladação correcta de todo o Acervo das antigas para as novas instalações).

    11) Construção do Instituto Nacional de Estatística.

    12) Construção do Laboratório Nacional de Engenharia Civil.

    13) Construção do Edifício do Ministério das Corporações e Previdência Social.
    (Hoje Ministério do Trabalho).

    14) Construção do Metropolitano de Lisboa.
    (As primeiras 20 Estações).

    15) Construção da Ponte Salazar.
    (Incluindo os respectivos acessos).

    16) Captação e condução, para Lisboa, das águas do vale do Tejo.
    (Comemorada com a construção da Fonte Luminosa na Alameda Afonso Henriques).

    17) Plantação do Parque Florestal de Monsanto.

    18) Construção do Estádio Nacional (no Jamor) e alguns dos seus Anexos.

    19) Construção do Estádio 28 de Maio.

    20) Construção do Laboratório Químico Central do Instituto Superior de Agronomia.

    21) Construção do primeiro troço da Auto-estrada da Costa do Estoril.

    22) Construção do troço de Auto-estrada Lisboa a Vila Franca de Xira.

    23) Construção do Hospital Escolar de Santa Maria.

    24) Construção do actual Edifício do Instituto Ricardo Jorge.
    (Incluindo o arranjo paisagístico da área envolvente).

    25) Construção do actual Edifício do Instituto de Oftalmologia Dr. Gama Pinto

    26) Construção da maior parte dos edifícios do Instituto Português de Oncologia (IPO).

    27) Criação da Escola Superior de Enfermagem.
    (Instalada, quatro anos após a sua criação, no perímetro do IPO, com gestão administrativa, financeira e pedagógica independente; fonte: Blogue Restos de Colecção)

    28) Construção da maior parte do Hospital Júlio de Matos (mais de 30 pavilhões)

    29) Construção do Hospital Egas Moniz.

    30) Construção do novo Edifício do Instituto de Medicina Tropical.
    (Na Junqueira, hoje integrado na Universidade Nova de Lisboa e denominado Instituto de Higiene e Medicina Tropical).

    31) Assistência Nacional aos Tuberculosos.
    (Criada ainda na época da Monarquia e com sede em Lisboa foi, durante o Estado Novo muito ampliada, pela instalação de vários Sanatórios e criação de dezenas de Postos de atendimento espalhados por todo o território; alguns feitos de raiz e todos equipados com os meios humanos e materiais adequados; tornaram assim possível, a obrigatoriedade do rastreio anual às populações do Comércio, da Função Pública e Estudantil. Daqui resultou uma forte e efectiva regressão, para valores mínimos, do número de pessoas infectadas pelo bacilo).

    32) Conclusão e apetrechamento da Maternidade Alfredo da Costa.

    33) E

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  2. Continuação:

    37) Criação da Radiotelevisão Portuguesa.
    (Incluindo montagem das antenas retransmissoras necessárias à cobertura de todo o Território).

    38) Criação da rede de tele-escolas
    (Excelente meio que levou o ensino secundário de qualidade, a todos os locais com cobertura televisiva, desde 1965).

    39) Criação da Companhia Aérea de bandeira (TAP).
    (Incluindo a criação das Oficinas de Manutenção de Aeronaves, famosas em todo o Mundo).

    40) Construção da Nova Casa da Moeda.

    41) Construção do Edifício Pedro Álvares Cabral.
    (Destinado à Comissão Reguladora do Comércio do Bacalhau. Hoje abriga o Museu do Oriente).

    42) Criação da Junta Nacional do Vinho e construção do respectivo Edifício.
    (Hoje sede do Instituto da Vinha e do Vinho, IP).

    43) Construção do Palácio da Justiça de Lisboa.

    44) Construção do Edifício “Ilha da Madeira” sede do Ministério da Defesa Nacional.
    (Na Ajuda)

    45) Construção do Edifício da Polícia Judiciária.

    46) Construção das Gares Marítimas de Alcântara e da Rocha do Conde Óbidos.

    47) Construção da Doca de pesca de Pedrouços e instalações da empresa “Docapesca”

    48) Regularização integral do Parque Eduardo VII e construção da Estufa Fria.

    49) Construção do Teatro Monumental. (Excelente edifício com duas salas, hoje já demolido)

    50) Construção de vários Mercados Municipais.
    (Dois exemplos apenas: Campo de Ourique e Arroios, este, na altura da sua construção, foi considerado o melhor de Portugal).

    51) Construção da Feira das Indústrias.
    (Na Junqueira; hoje Centro de Congressos).

    52) Construção do Palácio das Comunicações.
    (Na Praça D. Luiz. Hoje nomeado “Central Station”; entretanto deu origem recentemente a um hotel!).

    53) Aquisição do Palácio Foz
    (Onde se efectuaram obras de conservação deste Edifício monumental e se instalou o SNI e outros serviços diversos).

    54) Construção das piscinas dos Olivais.
    (Primeiras Piscinas Olímpicas de Portugal)

    55) Construção do Pavilhão dos Desportos
    (Hoje denominado Pavilhão Carlos Lopes)

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  3. E não seria necessário construir mais no resto do País. Lisboa é Lisboa e o resto é paisagem.
    O Pavilhão dos Desportos não foi verdadeiramente construído, antes foi a reconstrução do existente vindo da Grande Exposição do Rio de Janeiro em 1922.

    Cumpts.

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  4. "Lisboa é Lisboa e o resto é paisagem".
    Permita-me que corrija:

    Nos tempos actuais: Lisboa é Lisboa e o resto é deserto.
    Graças ao esforço e empenho de quem planeia e decide.

    Veja-se, por exemplo, a Barragem de Castelo de Bode e o seu ex-magnnífico espelho de água.

    Meus cumprimentos.

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  5. Castelo de Bode foi planado para abastecimento de água a Lisboa e produção de electricidade, e julgo que o "Borda d'Água" ou tão pouco um "Zandinga" fizeram parte dos projectistas da construção da barragem (desculpe a graçola)por desnecessários. As constantes cheias do caudal do Tejo, e não só, não previam tempos de seca.
    Cumpts.

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  6. Um rol de obras que não são que uma fracção do muitíssimo que se fez, em grande medida com capitais portugueses e sem deficits nas contas públicas.

    Somo ao correr da pena todos os aeroportos nacionais, incluídos os das ilhas e os ultramarinos. Sôbre a aviação civil, aliás, fez-se tudo do nada; não havia, em bom rigor, coisa nenhuma.
    Os planos e obras de hidráulica agrícola, arborização das dunas do litoral, de colonização interna.
    Construção de escolas de instrução primária em pràticamente tôdas as vilas, aldeias ou lugares do país e de liceus em sedes de distrito pelo menos e vasta construção e edifícios públicos como estações de correios, centrais da rede telefónica, tribunais, delegações do Banco de Portugal, tudo em edifícios de boa traça denotando belas características da arquitectura portuguêsa e inconfundíveis como forma de afirmação da autoridade do Estado e da soberania nacional.
    As juntas distritais.
    O plano rodoviário nacional, muito mais vasto do que as auto-estradas.
    A rêde de pousadas nacionais.
    Siderurgia, indústrias metalomecânicas, agro-química…
    E tanto mais, tanto mais.

    Dos emissores da Radiotelevisão plantados paulatinamente à custa do erário, veja foram vendidos no tempo do Cavaco à companhia dos telefones e agora a R.T.P. paga até em nome de todos nós e do sagrado serviço público de televisão uma renda mensal sem termo que se veja. — Calcule bem como rende um negócio dêstes!…

    Cumpts.

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  7. Sim, não havia nada, e não fora o empréstimo do Fontes nem comboio e telefones haveria.
    De resto quem apresentou a Exposição do Mundo Português também teria de apresentar obras públicas para benefícios concretos para a Nação.
    A degradação acentuada das centenas de aldeias rurais por todo o país, ou os bairros de casas pré-fabricadas, ou o bairro das Minhocas e outros bairros de barracas que proliferaram em Lisboa, não são abonatórios duma certa vaidade do paralelamente edificado.

    Cunmpts.



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