| início |

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

és bela barca!

Fragata ou falua: és bela barca! Só andas nas águas do formoso Tejo. És só dele. Regala-te neste Mar da Palha, que mais nos parece um oceano!


«Fragata no Tejo», Mar da Palha (Ant.º Santos d' Almeida, s.d.). In Jorge Segurado (dir.), «Lisboa no Passado e no Presente», Excelsior, Lisboa, imp. 1971, p. 51.
Fragata no Tejo, Mar da Palha, [s.d.]
Ant.º Santos d' Almeida, in Jorge Segurado (dir.), Lisboa no Passado e no Presente, Excelsior, Lisboa, imp. 1971, p. 51.

3 comentários:

  1. Minha avó paterna, filha de um artífice da Armada no Alfeite e nascida no Seixal, contava-me que na sua meninice [e adolescência] ia, com a sua família e outros, numa fragata até ao Montijo [Aldeia Galega] e daí até ao Santuário de Nossa Senhora da Atalaia.
    Passavam o dia comendo o que tinham trazido de casa.
    Ali, com ela, ainda fui uma vez.

    ResponderEliminar
  2. A sua avó era natural do Seixal. Naturais do Seixal haviam de ser coisa rara dantes, mas (passe a redundância) natural. Hoje, cuido que não exista ninguém tão natural assim.
    Quando penso nestas coisas parece-me que o mundo se cimentou em monólitos de tôda a espécie onde tôdos são «naturais» de um artifício qualquer, já nem duma materinidade, antes dum centro hospitalar dum ponto cardeal qualquer ou mesmo duma zona central duma capital de distrito.
    Cumpts.

    ResponderEliminar
  3. Os dados que prantei são oficiais. Registos de Cartórios.

    Com ela, fui ao Santuário de Nossa Senhora da Atalaia no meu carro para ela recordar décadas. Aquilo era um projecto de ruína numa elevação perto do Montijo quase careca não fora a presença de umas azinheiras. Acredito que ela gostou — era seca, sem afectos.

    ResponderEliminar