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segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

A Alameda como já ela não é

Alameda D. Afonso Henriques, Lisboa (A. n/ id., post 1951)
Alameda D. Afonso Henriques, Lisboa, post 1951.
A. n/ id., in bibliotheca d' Arte da F.C.G.

9 comentários:

  1. Ainda me recordo destes carros de praça Mercedes 170V(?).
    O prédio de gaveto Avenida-Alameda deveria ter sido dos primeiros construídos no local, ainda na Rua Alves Torgo, por volta de 1938. Neste prédio, durante muitos anos havia uma loja de mobílias, que por acaso comprei lá parte da minha mobília de casamento. Era de uma construção carregada sem grande beleza para o local. Aguentando-se perto de oitenta anos, em 2018 já lá estava um matulão com outra presença para aquele gaveto.
    Cumpts.

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  2. A Alameda em 1938…
    O prédio de gaveto era o da Almirante Reis, 188 / Alameda, 68. Deve ter sido construído por 1936-37, tal como os adjacentes na Almirante Reis, 190 (que se aínda preserva) e o da Alameda, 66 (que foi abaixo nos anos 70). Eram três exemplares modernistas da primeira fase do betão, como os do B.º Azul. Foram já levantados no alinhamento da Av. Almirante Reis e da Alameda, portanto tábua rasa e terrapleno sôbre a R. Alves Torgo ali, que era onde curiosamente se situava o retiro d' «Os Pacatos»…

    O mamarracho actual do 188, um hotel, já se lá acha desde c. 1991. Uma trivialidade pós-moderna sem gôsto nem estilo, de altura desproporcionada.

    Lisboa perdeu-se. Até a singela balança que se via na imagem na esquina do jardim deu lugar a uma construção horrenda que abriga o ascensor do Metro, talvez para condizer com os tapumes de propaganda social-fascista que adornam o lugar… Nem falo da fauna.

    O Mercedes é um mimo. Cuido que foi êste modêlo de carro de praça que houve motores por cá a rodarem um milhão de quilómetros e que tanto prestígio deram à marca.

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  3. Anónimo1/2/22 16:30

    Sendo uma arquictetura modernista, este prédio e o seu irmão do outro gaveto sul são desnecessariamente fechados e sem comparação com os do Bº. Azul que ainda lá estão em pé. O de construção posterior da Rua Actor Isidoro (português suave) foi melhor idealizado. O actual, há bem piores plantados, tem cota suficiente para os doze andares edificados.
    Essa tirada de sociais-fascistas (?) faz lembrar o defunto grande educador quando à saída do Gambrinos pouco se incomodava com a venda ambulante de ocasião com medo da polícia.
    Cumpts.

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  4. O 188 (o modernista), podemos quási sobrevoá-lo algures c. 1934, com a Alves Torgo (ou estrada de Sacavém) truncada e a Almirante Reis já projectada nesse pedaço. Detrás dêle, do 188 (o modernista) o resto da Alves Torgo rural, caminho do Areeiro nas vésperas do B.º dos Actores. Identifica-se bem a entrada do velho retiro d' «Os Pacatos» logo atrás do prédio da Almirante Reis, 188 que se construía.
    Publiquei-a no contexto da Quinta do Bacalhau que ficava logo a seguir.
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  5. Anónimo1/2/22 18:22

    O que em algures de 1934 podemos observar não é o 188, este está ao lado do IST, na Av. António José Almeida.
    O 188 ainda não tinha nascido, e nasceu com varandas e não tão comprido.
    Excelente fotografia aérea de 1934, que dá testemunho da anterior "alameda".
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  6. Que confusão é essa? O 188 está na margem direita da imagem, a 1/3 do cimo.

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  7. Anónimo1/2/22 22:48

    Desculpe ter confundido tudo.
    Não reparei no pormenor do 188 em construção e apontei para o grande disparate.
    Agora verifico que o 188, não levando em conta os prédios da Alves Torgo/Quirino da Fonseca existentes à época e não vendo os prédios do sul, ter sido o primupraediu da Alameda.
    O dono do prédio e a Câmara não entenderam preservar o prédio, ou consideraram sem valor arquitectónico para o preservar, talvez com uma nova roupagem mantendo o traçado original.
    Cumpts.

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  8. Nada a desculpar, ora essa!
    Os prédios da Qurino da Fonseca já se ali vêem, sim senhor, mas só até metade da rua, que a outra metade são as velhas casas da lendária estrada de Sacavém. Êsse velho caminho estava por ainda alargar e alinhar.
    Cumpts.

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