« Encontrava-me embrenhado nos problemas da Guerra do Biafra, passando por S. Tomé, semanalmente, centenas de jornalistas de todo o Mundo, quando recebi um telegrama anunciando-me que havia sido fixada residência na Ilha ao Dr. Mário Soares. Completamente alheado da política metropolitana, fiz tudo quanto em mim cabia para que a decisão fosse revogada. Vim a Lisboa e tive então o meu primeiro e único desentendimento com o Professor Salazar. Durante três longas horas defendi a tese de que o Dr. Mário Soares era uma pessoa extremamente simpática mas que no campo político não tinha qualquer relevância, que eu soubesse. O Professor Salazar respondia-me que quem estava enganado era eu pois o Dr. Mário Soares o que queria era ser Chefe. Interrogo-me hoje sobre a profecia do Professor Salazar.»
Cor. Silva Sebastião, Gov. de São Tomé e Príncipe 1963-1970, «A Fixação de residência em São Tomé do Dr. Mário Soares», in Paradela de Abreu (coord.) et al., Os Últimos Governadores do Império, Neptuno, Lisboa, 1994, p. 132.
« [...] O tal Soares aqui deu o espectáculo da sua mediocridade, da sua demagogia parva, e andou no meio da praticamente total abstenção dos portugueses, a fazer gestos vãos e gafes valentes, com alguma audiência da esquerda, e o necessário amparo oficial. Aí a imprensa apresenta a viagem como extraordinário êxito de um estadista... etc. etc. Seria necessário ler a daqui para ver como foi...»
Rio, 4.I.77. Carta do Professor Marcello Caetano ao Autor, in Joaquim Veríssimo Serrão, Correspondência com Marcello Caetano: 1974-80, 2.ª ed., Bertrand, Venda Nova, 1995, p. 73, XXXV.
« Sob o governo de Guterres [...] os cofres do estado abriram-se generosamente para a Fundação Mário Soares. Instalada num edifício camarário, recebia 7 500 contos anuais do governo para arrendar um gabinete a Soares (a que este tem direito como ex-presidente). O Ministério do Ambiente [sabemos quem era o ministro?] atribuiu-lhe 300 mil contos para uma nova sede; só o partido «Os Verdes» questionou a relação entre a Fundação Mário Soares e o meio ambiente. No final de 2001, através do ministro da Cultura, Augusto Santos Silva, recebeu 6 000 contos só para digitalizar os arquivos [umas jóias guardadas: documentos inéditos do G.O.L. dos anos 1910-34]. Durante cinco anos, Soares obteve do estado, para a fundação, 752 807 contos.
[...] Após dois mandatos, quase octogenária, Maria Barroso ficou dispensada da presidência da Cruz Vermelha pelo ministro da Defesa, Paulo Portas. Gerou-se polémica de alta densidade, como se o domicílio dos Soares fosse a nação inteira.»J. Freire Antunes, Os Espanhóis e Portugal, 1.ª ed., Oficina do Livro, [Lisboa], 2003, 521, passim.
[Publicado originalmente com o título «Nótulas para uma antologia da malandragem» em 26 de Novembro do ano de 14 às 9 menos 21 da noite.]Retratos do bom malandrão [autor duma obra escrita cujo volume zero é literalmente uma saborosa ironia] por cortesia da P.I.D.E.)
terça-feira, 14 de dezembro de 2021
Nótulas para uma antologia de volume zero
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Ainda recentemente recebeu 40 mil euros do amigo Costa da câmara de Lisboa!
ResponderEliminar"A cooperação entre a autarquia e a fundação remonta ao tempo de Jorge Sampaio à frente da capital. Todos os anos, a fundação recebe um donativo, ao abrigo da lei. Nos últimos dois anos, o valor tem sido igual: 40 mil euros. Recorde-se que Soares apoiou Costa nas primárias do PS".
Ler mais em: http :/ www.cmjornal.xl.pt /nacional/detalhe fundacao_de_mario_soares_recebe_40_mil_euros.html
É natural. O figurão acha-se com direito de pernada sobre o Portugalinho democrático que o pariu.
ResponderEliminarCumpts.
O Estadista via longe, muito longe mesmo; agora vivemos no reino dos ceguinhos; só não vê quem não quer.
ResponderEliminarCumpts
Ora já vê.
ResponderEliminarCumpts.
Não fora este senhor um chefe de avental mas atenção que não me refiro ao de cozinha.
ResponderEliminarAté nessa confraria é de baixo grau, segundo consta.
ResponderEliminarCumpts.
:)
ResponderEliminarCumpts.
O ex-Presidente da República e antigo Primeiro-Ministro, Mário Soares, para além de medíocre era um completo desconhecido para a maioria dos cidadãos Portugueses.
ResponderEliminarRecentemente num discurso proferido por Rui Rio, o próprio deu uma catanada valente ao referir-se a esse facto de tanto o sr. Soares como o sr. Cunhal não serem reconhecidos pelos Portugueses, no entanto, se perguntassem quem era o Dr. Sá Carneiro, toda a gente a sabia quem era.
O sr. Soares pertenceu à chamada falsa oposição surgida após o fim da 2ª Guerra Mundial (1939 - 1945), e foi um lacaio e idiota útil do regime da Inglaterra e da Agência Central de Inteligência (CIA) em Portugal, tendo feito muito mal à República e à democracia neste país.
Essa sobre Sá Carneiro é interessante: toda a gente o conhecia.
ResponderEliminarNão seria/será tanto assim, e em Lisboa talvez o encontrem no Areeiro ou ainda restem umas Sá Carneiro rua como graffiti para inglês ver.
Cuido que foi menos do que isso. Um menino-bem, sortalhudo, fortuitamente apanhado numa esquina da História quando se passeava na vida, foi o que foi. Deu no que deu.
ResponderEliminarCumpts.
Prineiro muitos parabéns por nos trazer estes imperdíveis extractos das memórias de portugueses de bem sobre a imprestável criatura Mário Soares.
ResponderEliminarEste vendedor de Pátrias foi tudo o que há de pior como político e como português a partir de 25/4/74 (este dia incluído). Nesse dia - apregoando a plenos pulmões o seu falso regime - este falsário caiu-nos em sorte num dia de extremo azar como governante da famigerada 'democracia', regime por ele próprio instituído e vomitado à exaustão a cada frase expelida para influenciar e comover o povo da sua 'dádiva milagrosa', com o fim exclusivo de destruir Portugal e a sua Gloriosa História - que a tivera havia mais de novecentos anos - e trair miseràvelmente o bom e crente povo português que confiou plenamente nos maiores traidores à Pátria que já existiram neste infeliz País, como desgraçadamente veio a acontecer com sobras.
Soares foi o principal destruidor do nosso País como Nação Soberana e Independente, mancomunado com outro velhaco da pior espécie, que foi primeiramente seu tutor no Colégio Moderno doutrinando-o no comunismo-sovietismo irreversìvelmente, depois durante toda a sua vida e já mesmo fora da governação e enquanto viveu continuou seu mentor e adorado braço direito, Álvaro Cunhal.
Mário Soares e Álvaro Cunhal - mais um bando de vendidos e oportunistas do mais baixo calibre, ao seu dispor - foram os maiores traidores à Pátria e criminosos morais de mais de um milhão de portugueses (Soares e Cunhal não foram a África assassinar portugueses inocentes e indefesos, mas a partir de Lisboa Soares ordenou a sua liquidação e caso não obedecessem às ordens dos terroristas-'libertadores' que os "atirassem ao mar" (ordem expressa do criminoso Mário Soares).
Portanto aqui têm: um País Soberano e Independente a caminho dos mil anos desde a sua Fundação, pereceu literalmente da noite para o dia em 25 de Abril de 1974. Honra aos Heróis de Portugal passados e presentes e que os traidores à Pátri e criminosos dos últimos 45 anos, onde quer que estejam, que sofram as consequências de tanto mal e sofrimento que causaram a este Povo Nobre e sofredor. Diz-se que Deus nosso Senhor, uma vez chegados à Sua presença, não perdoa aos grandes pecadores. Assim seja.
Maria
E, bem! Fica tudo dito.
ResponderEliminarObrigado!
'...dos últimos 45 anos..', mas passaram 47 anos quer dizer que 2 anos não foram tanto assim?
ResponderEliminarComo eram ateus nunca chegarão à presença de Deus e assim sendo os seus pecados são julgados pelas leis dos homens.
Cumpts.
Nada invalida que cá se fazem, lá se pagam. Deus sabe.
ResponderEliminarPois, é o mistério dos que se pagam lá.
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