| início |

domingo, 17 de outubro de 2021

Observidor (isso mesmo), religião e culto

Associação ambientalista Zero lança campanha &c, Observidor (isso mesmo), 17/X/21


 


 Teicué é amaricano fino para dizer comida em trânsito. Normalmente às cavalitas dum gajo importado, montado numa bicicleta. É só janaria estrangeira.


 Sobre os Zeros ambientalistas, aguardo outra virtuosa campanha (e formação gratuita, já agora), para reutilizar restos de comida e cascas de marisco.

8 comentários:

  1. Esta do Take Away, e não Obsirvado "take-away", nasceu há dois anos por cá para os Restaurantes se safarem, devido à pandemia. E queria dizer 'levar longe' a comida ou outros produtos.
    Mas o 'levar longe' já era utilizado, sem ser às cavalitas dum gajo importado, há muitos anos pelos entregadores de pizas.

    Cumpts.

    ResponderEliminar
  2. Eu reconciliei-me ao ver um restaurante anunciado que tinham refeições "para levar no pacote". É jocoso e informativo e uma raridade do vernáculo.

    No outro dia numa feira também me ofereceram pão com "toppings". Fiz-me de parvo e perguntei: "coberturas"?

    Faz falta um censor que varra estes estrangeirismos todos.

    ResponderEliminar
  3. Censores não fazem falta nenhuma.
    Faz falta é fazer como no sutiã, camioneta, andebol, lanchar, garagem e outros galicismos/estrangeirismos adaptados à nossa língua, sem aleijar/estragar muito.
    Sem vir a propósito verifiquei que a Porto Editora dicionarizou bóer (lido bóér)antigos agricultores neerlandeses instalados na África do Sul no séc. XVIII.
    Mas porquê bóer, do neerlandês boer pronunciada bôaurr ou até burr? E no plural formaram um palavra esdrúxula bóeres, quando no neerlandês o plural boeren pronunciada bôára
    Cumpts.

    ResponderEliminar
  4. [s.n] não parece estar a entender a questão.

    Talvez porque o que um censor "é" ou "faz" sofre da proximidade semântica àquele que censura, i.e., proíbe a expressão da liberdade escrita.

    Se o entendimento da língua for o da sujeição ao idiotismo ao arrepio da gramática, síntaxe e termos portugueses, claro que sou a favor da figura de um censor. Essa tarefa era antes cumprida por educadores, editores e revisores. Hoje tudo é uma bandalheira porque o fluxo da informação trocada avulta e o caudal é torrencial, não pode ser controlado senão por medidas drásticas. E sem elas o português de agora será em algumas décadas tão antigo como para nós é o idioma escrito em Seiscentos.

    ResponderEliminar
  5. TMC
    Julgo que estamos a atravessar, em termos linguísticos, o que se passou nos finais do séc.XIX/início séc. XX com a utilização de galicismos e anglicismos, por razões do aparecimento de novos utensílios, maquinaria, etc, que passado tempo foram aportuguesados e dicionarizados.
    O problema agora é quem está a fazer esta "utilização" ser gente com problemas na língua portuguesa e atira-se à la mode com americanice/internet.
    Mas, o hambúrguer veio para ficar.

    ResponderEliminar
  6. Pois era. Os distribuidores de pizas são os neanderthais dos cro-magnons de importação deste neolítico de computador.
    Cumpts.

    ResponderEliminar
  7. Faz falta a Academia das Sciencias apresentar trabalho. Podiam bem retomar o trabalhinho que não fazem há 300 annos com essa riqueza do pasto «para levar no pacote».
    E os Zeros ambientalistas podiam mais virtuosos prosseguir em campanhas de reutilização de pacotes pelas melhores casas de pasto (com formação gratuita, já agora).

    Cumpts.

    ResponderEliminar
  8. Do «beef» inglês ao bife de Hamburgo amaricano, a gastronomia portuguesa parece ter tido uma histórica fome de carne de vaca à mesa. Salvo talvez o prego no pão, que por sinal não passa muito do balcão.
    Todavia, em muitos casos, o que anda por aí são os hamburgos; aqui ou ali uma hamburga até.

    Cumpts.

    ResponderEliminar